João,
Ainda não percebi onde está o meu exagero.
O seu já apontei, os elogios excessivos, ontem à Smooth, hoje à Observador.
Eu por exemplo, já apontei críticas construtivas à programação da Observador, que curiosamente o João nem comentou.
Estamos conversados, nisso dos exageros...
“R4”, tenho de reconhecer o registo cordato com o qual vira os argumentos a seu favor. Agora sou eu que levo com o “brinde” dos excessos em cima, como ricochete.
Quanto aos elogios excessivos, depende da perspetiva. Estou aqui apenas como ouvinte de rádio desde 1981, altura fiz as minhas escolhas, dentro das escassas opções possíveis (Renascença e FM Estéreo da Rádio Comercial). Apenas existiam, salvo erro, 4 canais de rádio portugueses em FM. Apesar da parca escolha, o espetro radioelétrico não estava livre, as rádios espanholas ouviam-se perfeitamente e eram em número razoável.
Quanto à SmoothFM, um produto cultural não “mainstream” e eclético, limitado em termos de forma devido aos escassos recursos alocados, mas com identidade e fibra em termos de conteúdo (musical). Conheci muitos artistas e sonoridades graças a esta estação. Portanto, os elogios justificam-se.
Quanto à Observador, um produto com predominância na palavra e orientado à informação & debate da atualidade, assim como a várias temáticas. Do que tenho ouvido, acho que os programas são bons, embora, no comentário, discorde de um ou outro comentador. Se está subjacente uma ideologia, não deteto excessos, acho importante que desconstrua as meias verdades e propaganda que circula através de outros órgãos de comunicação, digamos, noutras perspetivas. Acho importante que uma rádio tenha a capacidade de colocar os cidadãos a pensar sobre aquilo que parece, mas não é… Acho ainda que um modelo do estilo BBC Radio 4 não funciona em Portugal (uma rádio exclusivamente de palavra), isto por que “speach” discurso/conversa sem pausas torna-se maçador para o auditório. Como pertenço a uma geração que se habituou a ouvir e a conhecer as novidades musicais através rádio, estas podem servir, digamos, como aperitivo para o prato principal ou aquela bebida que combina com o mesmo. O equilíbrio entre os conteúdos da grelha, a meu ver faz a diferença.
Portanto, os elogios justificam-se, para mais atendendo à aridez deste tipo de produto, pelo que este projeto tem campo aberto para evoluir, não obstante os obstáculos, como seja a falta de uma rede nacional em FM.
Também acho que pode melhorar “R4”, o conceito/modelo pode sempre ser ajustado para melhor, agora com apenas 2 meses de emissões aqui, para mais a coincidir com o período de férias, não é possível formar opinião sobre algo que não conheço, às horas de programação que referiu.
Hoje de manhã ouvi às parcelas este programa sobre Ciência, enquanto conduzia. Chama-se “Ciência Pop” que, em ambiente descontraído e informal, divulga Ciência. Conta com a presença de Carlos Fiolhais, Prof Catedrático da Universidade de Coimbra, um comunicador inato:
Ciência Pop – anatomia de uma explosão (03.09.2023)