A plástica já foi mais viva, sim. Melhorou quando trocaram a voz de estação mas não nego que é bastante chato ouvir constantemente o mesmo texto, lido da mesma forma pela Marta Santos. “Agora é que é. 4 horas de rádio com muita gente dentro. Todos os dias úteis, das 17 às 21. Agora é que é, com Isidro Lisboa e companhia.”
Isto de hora a hora sempre após as notícias é muito massudo. Outros problemas:
- Por favor, que nomes de programas são estes? “Então é assim” e “Agora é que é”? É assim como? É que é o quê?
- Incoerência de produto: supostamente a Nova é para perfis elevados e etc e depois tem uma rubrica como o Universo Paralelo? Em que o Sérgio Sousa disserta com o tom do Robin Hood e dá traulitadas de protesto no que lhe apeteça como se fosse do Bloco de Esquerda? Eu adoro a rubrica, mas fica muito denso no meio do conteúdo todo e posta às 08:20 há dias em que é convite a desligar depois daquela sequência toda. É rubrica de generalista, não tanto da Nova como está agora.
- A rádio que tem uma parceria com o Público acaba as notícias às 20 como se o mundo morresse a essa hora.
- A hora 20/21 do Isidro Lisboa é quase que para o teto, duvido que muita gente ouça e nesse aspeto era de atualizar uma prática que não se verifica em rádio há muitos anos já.
- A Nova se quer subir a audiência tem que se posicionar como uma GENERALISTA no Porto para a população ativa. Que é o que está a faltar há muitos anos. Tem que ser A antena, não é uma antena, é A antena. Sem medos! Passar publicidade local do que não é apanhado pela Festival, e há muito por onde apanhar no Grande Porto, mais informação e menos normalizada com Lisboa, ponto de vista do Norte metido, mais debate, mais opinião, mais relatos (onde é que ouço a bom ouvir coisas do Boavista? Do Salgueiros? Onde é que eu sei das outras ligas? E porque é que o FCP tem zero espaço nesta rádio?) mais programas de autor e mais gente dentro. A música não é o problema, mas não é o início e a chegada porque a imagem de uma rádio não se constrói só com música. Mas isso exige investimento. E das duas uma: ou a Sonae mete DINHEIRO a sério para aquilo levantar e poder almejar os 2 e 3 pontos de audiência, ou se é para fazer uma meia tinta mais vale mandar abaixo e façam uma qualquer radiozinha pop barata e batida que só traz mais lixo.
Não podem deitar-se só à sombra da bananeira da Rede Nova de Rádios e do contrato municipal que têm com a Câmara do Porto e a Casa da Música. Assim é muito fácil dar lucro, como diz o outro assim também sou comendador. E o problema não é quem lá está na locução, porque são quadros de primeira água que ganham em 2022 o mesmo que se ganhava no início do milénio! Quem é que fica entusiasmado assim?? Das melhores vozes que o Porto tem e são tratados desta forma. Não dá…
Convinha a direção acordar. Digo eu, que não percebo nada disto!