Estive a ouvir 25 minutos do Drive-In a esta hora (para variar da Nova onde estava há mais de hora e meia) e em apenas 25 minutos que dei de chance a isto fiquei parvo com o que ouvi:
- O Zé Vida traz sons de idiomas à antena e as locutoras têm que adivinhar. Pelos vistos, isto é um conteúdo. A Catarina vai e diz logo "Francês!" porque ouviu o último meio segundo de algo claramente nórdico... e despoleta-se uma discussão sobre os idiomas e etc etc etc. Aliás, despoletarem-se discussões do nada é a temática em comum no Drive In entre a Catarina e a host, hoje foi com o Zé Vida a acompanhar. Uma coisa muito radiofónica, fica mesmo bem depois de 8 horas de trabalho (ou de faculdade) ouvir quezílias em antena. É uma ideia mesmo boa.
- A Madalena Costa tem ainda evidentes lacunas na condução em direto de antena, apesar de se portar bem nos gravados. É tudo um bocado pela rama, mas no meio de tudo isto ainda é a melhor das 3;
- A qualidade de som dos microfones é, no mínimo, bastante roufenha, amorfa mesmo, nas co-hosts, a Catarina Maia e a Maria Petronilho. É como se tivessem comprado Rode Broadcaster e depois deixaram aquilo sem o menor processamento. E para piorar têm 3/4 do volume da host principal sem que qualquer processador entre e normalize o som. Zero, em termos técnicos. Ao nível das piores locais, exceto aquelas que trazem o ruido de fundo ou a distorção à antena.
- Cada vez que a Catarina Maia fala eu já sei que vem lá "criancice". É que eu juro que não há uma que saia da boca dela que se aproveite, é tudo conversa da treta e da má, mesmo. A Maria Petronilho consegue ser um contrapeso em alguns momentos mas noutros contribui para a parvoíce instalada, mas ao menos varia. A Catarina é consistente na perfeita estupidez. Bem, ao menos pouco se ouve, tão afundado que fica o microfone dela. Aposto que nem se posicionar ao microfone sabe.
- Uma saída de antena da Maria Petronilho que me deixou estupefacto, armada na guna mais guna que eu poderia ter ouvido saida da Pasteleira no Porto. Ainda deixa desamparada a Madalena no arranque do Plutónio ao vivo, ela a dar-lhe uma deixa óbvia e a Maria a viajar na maionese e só à 2a é que se lembra de dizer "façam barulhoooo!". Não sabia que a Mega tinha intervenções de antena com posturas deste calibre no regresso a casa.
Ao pé disto, o Diogo Pires é um supra-sumo. E que saudades dos tempos de 22/23 em que este regresso a casa era minimamente decente na animação, embora a música fosse péssima. Agora é ao contrário: a musica é boa e as hosts são terríveis, com a Madalena Costa a ser a única que se aproveita.
Quem achou que a Maria Petronilho tinha condições para ir à antena claramente precipitou-se... isto é mau, mau, mau como tudo. Não dá para passar de um 5 em 20 na animação e a música andará ali pelo 14/15 para o formato, é a coisa mais desequilibrada que me lembro de ouvir em rádio em 20 anos, com, talvez, a Estádio a chegar perto.
Para a semana meto aqui uma gravação do Drive In para que quem não ouve possa apreciar saltando o que não interessa.
Ao pé disto, a Cidade não tem nada a ver.