Esta entrevista é deliciosa por vários fatores (cito no tópico respetivo porque muita coisa já cai fora da M80, para podermos falar isto devidamente)...
https://m80.pt/podcasts/a-bolha-da-radio/t1/am-e-fmFiquei a saber que o RCP nos moldes feitos (e falhados) não foi culpa direta da MCR, mas de um acionista maioritário, a PRISA... e que basicamente com a perda do balão da PRISA é que o RCP acaba. Lá deu para reabilitar e para os ilibar aos meus olhos de uma culpa que lhes atribuía (e não lhes perdoava) há 14 anos... e também me permitiu perceber uma certa instrumentalização de antena à época que me fora completamente desconhecida. Muito bom.
A Best Rock e os episódios de convulsão, antes e depois, na Comercial e fora dela, são incríveis também... e eu não sabia que tinham tido múltiplos acionistas. Serve para eu perceber quão vistas-curtas era meramente chamar à MCR de Máquinas e Cassetes para Rádios, sem perceber o contexto específico da empresa... Curioso ver um tema que considerei assim durante talvez 15/16 anos subitamente negado, e ainda bem.
Ou seja, os projetos que se falava, a Romântica numa 2ª fase, a Foxx, as voltas... eram uma procura de definição do grupo e de testes a formatos, com base à consultoria que existia. Muito interessante perceber isso. Não acho que isso esgote o espaço para esses formatos, mas esgotou pelo menos no contexto e para o pretendido naquele grupo, ao que pude perceber. Ou seja, dá para perceber com isto que há espaço para outros formatos, de forma diferente, só que de outras formas. Certamente também relacionado ao limite de alvarás que existe.
Mas estou apenas a aflorar a raiz do que este episódio contém... isto é ouro, mesmo.