Ja vi que o Memórias aderiu à tese das " ajudinhas " da Marktest à R.
Os concorrentes tinham que estar muito desatentos.
Por outro lado, essas " ajudinhas " davam muito mais jeito a RFM, que com mais 3 ou 4 pontos era lider e todos sabemos a importância de ser lider, sobretudo para negociar contratos.
Posso lhe dizer que a RFM quando perdeu a lideranca, causou um rombo nas contas da empresa.
E ser lider tem um importância muito maior que uma rádio ter 3 ou 7.
De resto, mesmo só ter ouvido uma vez, a Inês Nogueira não tem andamento para aquilo e a quimica dos dois é forcadissima.
A diferença entre o que o Atento avançou da dita tese e o que eu avanço dessa ideia é só uma: eu vi na prática, ao vivo e em direto. A verdade do online e das pessoas fisicamente presentes não mente, lamento imenso. Aquilo teve uma afluência fraquíssima, fraca mesmo. Se tivesse tido o inverso diria aqui, sem problemas, não tenho complexos e elogio quando há que elogiar. Mas não teve.
Os concorrentes não têm que estar ou deixar de estar desatentos porque não têm acesso aos números por região da Marktest que isso se paga à parte. Na Marktest, a informação geral do Bareme custa X e a informação por regiões custa mais um X por cada região de sondagens que é quase tanto, por região, como o Bareme resumido como unidade - quase ninguém paga isso com regularidade, seria um desperdício. Tem que se ter bolsos mesmo muito fundos para uma dessas.
A RFM nunca iria liderar à custa da Renascença porque o que conta e muito no mercado é a lógica de grupo. Há anunciantes partilhados entre todas as estações de rádio (RFM, RR, Mega Hits) que são contratados em lógica de grupo, para cobrir todos os públicos, que com uma RR reduzida a 3% de audiência e uma Mega Hits com 1,9% de audiência tornariam totalmente desinteressante anunciar na Renascença e na Mega Hits como grupo, ou teriam que baixar imenso o valor dos anúncios (e por arrasto dos pagamentos de voz) para a Renascença e para a Mega Hits, provocando a falência técnica da estrutura atual muito sobretudo na Renascença.
Por sua vez, é de recordar que a publicidade em rádio tem um limite de sete minutos por hora (em média).
Além disso quem disser que a M80 tinha o mesmo tipo de anunciantes e pressão publicitária quando marcava 3,5% de audiência e agora com ~9% mente com quantos dentes tem na boca. A M80 nessa época teria por volta de metade dos anunciantes que tem hoje. Com sorte.
A Renascença não desce por velinhas. A Renascença não desce porque:
- se está a tentar aguentar uma lógica de grupo por vias artificiais que de outra maneira era já completamente insustentável;
- porque a BMAP lideraria destacada, o que seria prejudicial para o mercado, podia causar problemas junto da ANACOM por causa da lei da concorrência e prejudicar elementos de futuras revisões da Lei da Rádio;
- porque anunciantes e rádios concordam em a segurar para ter ainda onde anunciar face à inexistência de espaço na Comercial, M80 e na RFM, e assim é uma conveniência garantida por todos os players do meio e tolerada por todos;
- porque apesar de tudo, é um operador histórico.
A Renascença não tem 7% irreais porque esteja a fazer um bom trabalho. A Renascença tem 7% irreais porque convém a toda a gente que assim o seja.
No dia em que uma terceira rádio da BMAP, ou a TSF, se posicionem de forma tão generalista como Comercial e M80, garanto que a Renascença vem por aí abaixo que nem um incêndio na Serra da Freita. Não é uma questão de se, é uma questão de tempo.
A Renascença não quer escutas audiométricas como na GfK nem a rádio online ou o DAB+ porque sabe que vai tecnicamente falir na rádio-mãe com isso. A RFM safa-se e a Mega Hits tem uma estrutura leve o suficiente para ser viável com alguns ajustamentos ou com uma mudança de projeto. Mas a Renascença? Esqueça. Vai e vai nas horas. É a primeira.
É por isso que está tudo tão retraído e a evitar o tema.
Os bilhetes do Isto é Gozar com Quem Trabalha de ontem a partir de Leiria angariaram em favor dos Bombeiros da cidade apenas menos 4 mil euros que o Três por Todos em vários dias...
Enviado do meu 21091116UG através do Tapatalk
Outra boa expressão da ineficiência da Renascença. Embora aqui seja muito mais injusto, é o programa líder na televisão portuguesa (exceto quando há futebol). Só não digo que é a expressão da ineficiência do meio rádio português porque seria forçado dizer isso com iniciativas como as da Comercial e da Antena 3, por exemplo. E se uns fazem bom trabalho, não posso estar a meter os outros no mesmo saco, não é... seria injusto.