A questão é que eles não ensaiaram adequadamente contraprogramação quando testaram os jogos, i.e., deram quando os outros deram e não deram quando os outros não davam. Assim é quase que uma self-fulfilling prophecy. Também não testaram outros desportos, foi sempre só futebol. Onde está um futsal, um futebol de praia, um andebol, um jogo da NBA (obviamente só televisão), desportos motorizados, etc etc etc? Onde estão os conteúdos diferenciadores?
E aviso: o Rádio Clube Português também fazia o mesmo que as outras três a transmitir futebol em 2009, com muito mais emissores, um grupo já sólido a suportá-la, talvez mais jornalistas, uma solidez nessa cobertura francamente adequada com um jovem Diogo Bataguas e bons relatadores, carismáticos até, e não é por isso que sobreviveu. Portanto esse argumento é uma falácia do espantalho.
O pensamento de que futebol é tudo é um pensamento extremamente desatualizado de gente acima dos 40/45 anos que já não se coaduna com a nova geração, e essa geração ouve as outras estações e pior, fá-lo por hábito.
Como sempre, o tempo encarregar-se-á de me dar razão. Cá estarei.
Tinham tanto para poder apostar em desporto sem ser o futebol... Tanto.
A questão é que num paÃs que vive para o futebol, numa rádio que precisa de se afirmar por ter 0,1 de share por emissor...precisa de ir ao produto de massas. A função de ir ao que os privados não querem, é das Antenas. Não da Observador!
Algum paÃs, algum dele, não todo já como na década de 90, vive para o futebol. E esse é transmitido com qualidade na Renascença, na TSF e na Antena 1. Três rádios chegam para um desporto e para mais com cobertura nacional ou quase face a uma estação que não a tem. Discordo também que tenha que ser a rádio pública a fazê-lo necessariamente porque o mercado é livre e concorrencial, e pelo contrário, cobrir outros desportos traz oportunidades de mais anunciantes, mais publicidade, mais viabilidade, mesmo só pela televisão, e a Antena 1, essa sim, não tem público para tal porque está todo envelhecido. A Observador está a construi-lo e tem que primar pela diferença, não pela igualdade.
Eu prefiro quatro desportos cobertos na Observador que não sejam futebol e pela televisão que um único que seja futebol com relatadores de campo e jornalistas, neste momento.
Estes Jogos OlÃmpicos que rádio está a relatá-los por exemplo? Como é que eu em movimento no carro e em FM fico a acompanhar os desportos? Não fico, é o que é.