Mas nesse aspecto estou com o Atento. A TSF pode e deve ter uma redacção no Porto, mas nunca sair da capital.
Eu até nem vejo mal em que tenha sede no Porto, e que, como detentora do alvará da RRN tenha uma uma redação forte a norte, que permita cobrir condignamente as NUT's III que estejam abrangidas na área de influência da rede, mas também dos emissores regionais. A questão é que não se pode descurar uma redação fortíssima em Lisboa, porque se a TSF quer ser relevante, tem de continuar a olhar atentamente para a ação política nacional, que graças a um Estado altamente centralista, se encontra toda ela em Lisboa. Os OCS são centralistas porque o Estado o é, e não o inverso. Esse é que é o probelma. Não podemos esperar que a TSF seja uma espécie de Rádio Galega, quando na realidade não existe poder regional em Portugal, as CCDR's são um verbo de encher, que utilizam o dinheiro disponível dos Fundos Estruturais, conforme o Governo dita a bitola. Uma rádio que ficasse limitada ao Norte e a cobrir atualidade do Norte, esquecendo o que se passa a nível nacional, que é como quem diz, em Lisboa, limitar-se-ia a ser a rádio FCP, dos crimes de faca e alguidar e a voz dos caciques das autarquias.
Para além disso, não confundir uma coisa muito importante, a realidade que se passa em Lisboa e que é nacional, com a realidade municipal de Lisboa e municípios limítrofes. Também estes estão carecidos de rádios locais, pois não classifico enquanto tal os grupos nacionais que ocupam licenças, sejam elas do concelho de Gaia, Coimbra, Lisboa ou Faro. Se compararmos a RRN com a RRS, então aí o Norte sai muito, mas muito melhor servido. Para mim é lesivo do interesse nacional a RRS estar ocupada com uma rádio musical, há muito que o Estado deveria ter revogado essa licença.