Para encerrar, pela minha parte:
Quais são os números das musicais fora do horário nobre?
Infelizmente, não são públicos e deviam. Ainda assim, basta andar na rua, no comércio, etc.: imensuravelmente superiores aos de qualquer rádio de palavra.
Quais os efeitos da notoriedade dessas figuras nessas rádios e ao longo do dia?
Acho que menores do que o que o Atento pressupõe. Claro que um nome forte chama ouvintes, mas será a consistência do produto que o torna aptecível. E já não estamos em 1990 em que só a TV criava celebridades. E mesmo nesses tempos, nomes houveram que se impuseram sem ela, hoje com o digital então...
Há alguma figura nas generalistas tendencialmente de palavra em que haja alguém que se aproxime sequer dessa notoriedade?
A Antena 1 até tem um jornalista no principal horário nobre que foi um ator com grande destaque numa das novelas mais vistas de sempre em Portugal.

Fora a brincadeira, a rádio tendencialmente de palavra é feita maioritariamente por jornalistas, que não se pretende que sejam conhecidos exatamente por serem celebridades, mas sim por fazerem um trabalho relevante e com qualidade. Essa mania de endeusarmos vedetas em Portugal... lá está, problema da procura, não da oferta.
Continua sem dizer se quer um país próximo da América Latina ou da Europa civilizada...
Continua sem dizer se quer um grupo RTP em linha com os serviços públicos europeus liderantes da Europa civilizada ou serviços de nicho residual estatal dominados pelos tentáculos estatais e pelos grupos privados de comunicação social ...
Acho que as minhas respostas anteriores falam por si. A RTP tem de estar em linha com o que de melhor se faz na Europa, mas também as rádios privadas. Acho que é desejo dos seus profissionais, inclusive, porque o sucesso das respetivas rádios, será obviamente refletido nas respetivas remunerações. Dito isto, e repito, uma vez mais, não depende só da oferta...
Vou insistir:Repito e isto é indesmentível:" Fortes serviços públicos de média e liderantes = países desenvolvidos e democracias robustas..."
Como já expliquei, qualidade pode não ser sinónimo de liderança, e quanto a isso pode dar as voltas que quiser, ter a melhor estratégia do mundo, ter nas manhãs os pivots dos principais telejornais da noite, etc. O que não pode, isso nunca, é deixar de ter um produto apetecível e relevante.
No geral, concordo com grande parte do que escreve, e era muito benéfico para o nosso país que as pessoas se interessassem mais pelos diferentes saberes e pela vida coletiva pública. Infelizmente, gostam mais de ver na praça pública a vida alheia. Como dizia o outro...é a vida! Mas não se pode é baixar os braços e ficarmos limitados a musicais nas rádios, tablóides na imprensa e a canais de novelas na TV.