TSF a cortar o discurso de André Ventura às 17h03 sem grande razão para isso, quando ele ainda nem perto estava de acabar. Continuou na Rádio Observador (where else).
Fizeram eles muito bem... O gajo só diz aldrabices e parace o novo estaline moderno. Que figuras que temos...
Acho que já toda a gente por aqui percebeu que eu não sou fã do Pedro Nuno, mas hoje, no encerramento do congresso do PS Madeira saiu-se com um soundbite fantástico, com o qual concordo em absoluto: metade do que esse partido diz é impossível de fazer, outra metade é impossível de tolerar.
Dito isto, obviamente que uma rádio com uma linha editorial à esquerda não tem de dar tempo de antena a um político de direita. E atenção que mesmo na Observador a Inês André de Figueiredo e o Miguel Vitervo Dias apertaram bem com eles, como deve ser feito, com a cordialidade necessária.
Eu estou a acompanhar. Estão a contrariar factualmente ou a descrever a implicação política a cada passo.
Uma rádio
informativa tem que analisar
tudo, não só o lado que lhe pode convir ou que lhe pode interessar. Se estão mais à esquerda, contradizem na hora ou nos apontamentos posteriores que fizerem com factos jornalísticos. Opõem democraticamente, usando o poder que detém como órgão de comunicação social. Como eu espero de qualquer projeto sério, posicionado mais à direita ou mais à esquerda.
É a Observador quem o está a fazer
apesar de ela própria estar mais à direita. E faz independentemente do lado político que esteja em causa. Sempre fez.
Se a TSF não tem a presença de espírito para o fazer, é um problema da TSF. Se a TSF perder todos os moderados e todos os que a escutam de outros espectros políticos por se acantonar, e acabar a falir de vez,
é um problema da TSF. E note-se que eu critico aqui como criticaria esse acompanhamento a qualquer partido. Mas a verdade é que na semana anterior, na convenção do PS, fizeram acompanhar
seis jornalistas - fizeram questão de o expressar e reforçar talvez demasiadas vezes em antena para não ser intencional - e transmitiram, sem cortes, o discurso de Pedro Nuno Santos, e com um comentário ao líder do PS ainda menos parcimonioso no dito questionar jornalístico.
Parece que apanham e gostam de apanhar.