Autor Tópico: TSF  (Lida 788190 vezes)

Atento

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Re: TSF
« Responder #2535 em: Janeiro 12, 2024, 01:12:45 pm »
Há quem se chegue à frente. Começam a surgir interessados.

https://www.meiosepublicidade.pt/2024/01/ricardo-da-silva-oliveira-na-corrida-pelo-global-media-group/

O DN fica de fora...

Fafe...

Quando Fafe ronda é sempre um péssimo sinal...


Mais uma figurinha nociva que urge remover, juntando-se a outras: "Dr." Relvas, Arons, Poiares Maduro,  Nuno Artur Silva, Florindas, Laurindas, Cadimas, Zezinhos, Desprovedores, Desprovedora e outra fauna de nível nocivo.

AG

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Re: TSF
« Responder #2536 em: Janeiro 12, 2024, 02:17:22 pm »
Ponto de situação...

https://www.rtp.pt/noticias/economia/empresarios-do-norte-propoem-solucao-para-a-global-media_n1542963
A melhor solução era mesmo esta ou uma semelhante. Quem é accionista da GM já mostrou que não é solução, qualquer um deles.

SamM

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Re: TSF
« Responder #2537 em: Janeiro 12, 2024, 03:16:51 pm »
Hoje, o Fórum TSF está a ser sobre a Emigração Jovem em Portugal (tema que me diz muito).
Quase nenhum interveniente se imiscuiu de dar força à TSF pela situação difícil.
E os ouvintes intervenientes, certamente, que não foram previamente seleccionados.
A TSF ainda é relevante.

Há uma diferença clara entre as rádios de palavra e musicais.
Eu posso meter no auto-rádio uma Rádio Comercial a tocar e, muitas das vezes, nem presto muita atenção ao cantante.
Numa rádio de palavra, tendencialmente, obriga-me a estar atento à emissão. Tem é o reverso da medalha de que se a conversa não me interessa, mudo mais rapidamente de estação.

Em França, as três do pódio são 100% de palavra. A primeira e a terceira classificadas pertencem ao grupo público Radio France (mais detalhes no apartado referente à cs internacional).

https://www.lalettre.pro/photo/art/grande/77765014-56493608.jpg?[object%20Object]

Os Portugueses gostam de "cozido á portuguesa" mas em França esse prato já não é apreciado...

Memorias da Radio

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Re: TSF
« Responder #2538 em: Janeiro 12, 2024, 07:38:33 pm »
A diferença de dinamismo em antena na TSF... o Artur Carvalho até parece outro (quase). Realmente trabalhar de barriga satisfeita e com tudo pago é outra coisa. Quem dirige que ponha os olhos nisso.

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2539 em: Janeiro 12, 2024, 10:06:03 pm »
Hoje, o Fórum TSF está a ser sobre a Emigração Jovem em Portugal (tema que me diz muito).
Quase nenhum interveniente se imiscuiu de dar força à TSF pela situação difícil.
E os ouvintes intervenientes, certamente, que não foram previamente seleccionados.
A TSF ainda é relevante.

Há uma diferença clara entre as rádios de palavra e musicais.
Eu posso meter no auto-rádio uma Rádio Comercial a tocar e, muitas das vezes, nem presto muita atenção ao cantante.
Numa rádio de palavra, tendencialmente, obriga-me a estar atento à emissão. Tem é o reverso da medalha de que se a conversa não me interessa, mudo mais rapidamente de estação.

Em França, as três do pódio são 100% de palavra. A primeira e a terceira classificadas pertencem ao grupo público Radio France (mais detalhes no apartado referente à cs internacional).

https://www.lalettre.pro/photo/art/grande/77765014-56493608.jpg?[object%20Object]

Os Portugueses gostam de "cozido á portuguesa" mas em França esse prato já não é apreciado...

Não quer dizer que não se tenham de oferecer outras opções do menu. No final do Contraditório de hoje, falou-se neste tema sob a perspectiva correta. Obviamente que a não existência de rádios de palavra e de jornais, é absolutamente problemático para a democracia. Podem ter audiências/tiragens baixas, mas se ficássemos sem eles, resta-nos o quê? A Lusa e a RTP? Há um conceito chamado externalidades positivas: nem tudo tem de ter uma lógica de mercado. O que falta a este grupo é ter uma vaca leiteira, seja ela uma rádio musical, um canal de telelixo, o que seja, que permita gerar cashflow e um resultado global positivo. Por isso é que as Antenas e a RTP não devem entrar no mercado concorrencial na fatia de leão, no caso das rádios, não fazia sentido nenhuma uma Antena que disputasse mercado com a RFM e a Comercial..

Ainda assim, é algo que nos deve fazer refletir seriamente: porque não querem os portugueses ter acesso a bons conteúdos de palavra? Indo mais a fundo, será que eles existem?
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

O Bigode do Sala

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Re: TSF
« Responder #2540 em: Janeiro 12, 2024, 10:17:46 pm »
Hoje, o Fórum TSF está a ser sobre a Emigração Jovem em Portugal (tema que me diz muito).
Quase nenhum interveniente se imiscuiu de dar força à TSF pela situação difícil.
E os ouvintes intervenientes, certamente, que não foram previamente seleccionados.
A TSF ainda é relevante.

Há uma diferença clara entre as rádios de palavra e musicais.
Eu posso meter no auto-rádio uma Rádio Comercial a tocar e, muitas das vezes, nem presto muita atenção ao cantante.
Numa rádio de palavra, tendencialmente, obriga-me a estar atento à emissão. Tem é o reverso da medalha de que se a conversa não me interessa, mudo mais rapidamente de estação.

Em França, as três do pódio são 100% de palavra. A primeira e a terceira classificadas pertencem ao grupo público Radio France (mais detalhes no apartado referente à cs internacional).

https://www.lalettre.pro/photo/art/grande/77765014-56493608.jpg?[object%20Object]

Os Portugueses gostam de "cozido á portuguesa" mas em França esse prato já não é apreciado...

Não quer dizer que não se tenham de oferecer outras opções do menu. No final do Contraditório de hoje, falou-se neste tema sob a perspectiva correta. Obviamente que a não existência de rádios de palavra e de jornais, é absolutamente problemático para a democracia. Podem ter audiências/tiragens baixas, mas se ficássemos sem eles, resta-nos o quê? A Lusa e a RTP? Há um conceito chamado externalidades positivas: nem tudo tem de ter uma lógica de mercado. O que falta a este grupo é ter uma vaca leiteira, seja ela uma rádio musical, um canal de telelixo, o que seja, que permita gerar cashflow e um resultado global positivo. Por isso é que as Antenas e a RTP não devem entrar no mercado concorrencial na fatia de leão, no caso das rádios, não fazia sentido nenhuma uma Antena que disputasse mercado com a RFM e a Comercial..

Ainda assim, é algo que nos deve fazer refletir seriamente: porque não querem os portugueses ter acesso a bons conteúdos de palavra? Indo mais a fundo, será que eles existem?

Reforço as tuas questões finais com outra.

Numa era em que as rádios de palavra em Portugal estão com baixas audiências, não será um paradoxo o exponencial aumento no consumo de podcasts?
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2541 em: Janeiro 13, 2024, 12:02:32 am »

Numa era em que as rádios de palavra em Portugal estão com baixas audiências, não será um paradoxo o exponencial aumento no consumo de podcasts?

Infelizmente, também não acho que os podcasts também tenham audiências por aí além. Há por aí excelentes conteúdos com números muito fracos. É um facto, não somos um povo que gostemos muito de cansar a cabeça a pensar.

Entretanto, lembrei-me que se, efetivamente, a TSF for resgatada por o dito grupo de empresários do Norte de Portugal, irá continuar a ter a base em Lisboa, ou finalmente vamos ter a RRN a emitir uma rádio feita essencialmente a partir do Porto, sendo certo que tem de ter uma presença forte em Lisboa, pois é lá que está o centro do poder político?
« Última modificação: Janeiro 13, 2024, 12:05:57 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: TSF
« Responder #2542 em: Janeiro 13, 2024, 12:22:13 am »
Hoje, o Fórum TSF está a ser sobre a Emigração Jovem em Portugal (tema que me diz muito).
Quase nenhum interveniente se imiscuiu de dar força à TSF pela situação difícil.
E os ouvintes intervenientes, certamente, que não foram previamente seleccionados.
A TSF ainda é relevante.

Há uma diferença clara entre as rádios de palavra e musicais.
Eu posso meter no auto-rádio uma Rádio Comercial a tocar e, muitas das vezes, nem presto muita atenção ao cantante.
Numa rádio de palavra, tendencialmente, obriga-me a estar atento à emissão. Tem é o reverso da medalha de que se a conversa não me interessa, mudo mais rapidamente de estação.

Em França, as três do pódio são 100% de palavra. A primeira e a terceira classificadas pertencem ao grupo público Radio France (mais detalhes no apartado referente à cs internacional).

https://www.lalettre.pro/photo/art/grande/77765014-56493608.jpg?[object%20Object]

Os Portugueses gostam de "cozido á portuguesa" mas em França esse prato já não é apreciado...

Não quer dizer que não se tenham de oferecer outras opções do menu. No final do Contraditório de hoje, falou-se neste tema sob a perspectiva correta. Obviamente que a não existência de rádios de palavra e de jornais, é absolutamente problemático para a democracia. Podem ter audiências/tiragens baixas, mas se ficássemos sem eles, resta-nos o quê? A Lusa e a RTP? Há um conceito chamado externalidades positivas: nem tudo tem de ter uma lógica de mercado. O que falta a este grupo é ter uma vaca leiteira, seja ela uma rádio musical, um canal de telelixo, o que seja, que permita gerar cashflow e um resultado global positivo. Por isso é que as Antenas e a RTP não devem entrar no mercado concorrencial na fatia de leão, no caso das rádios, não fazia sentido nenhuma uma Antena que disputasse mercado com a RFM e a Comercial..

Ainda assim, é algo que nos deve fazer refletir seriamente: porque não querem os portugueses ter acesso a bons conteúdos de palavra? Indo mais a fundo, será que eles existem?


1- Vá dizer isso à BBC, Radio France, ARD, ZDF FRANCE TELEVISION, serviçoa públicos dos países  nórdicos...

Essa ideia que reforça no seu comentário trouxe-nos até ao estado miserável da coisa...

É evidente , para a rádio voltar a ter gente e futuro,  que o duopólio tem de ser destruído,  estilhaçado,  cortado e a Antena 3 tem de ser uma pedra chave nesse sentido.

As rádios tendencialmente de palavra têm de sofrer um forte investimento com recursos humanos de qualidade e com estrelas bem pagas a alavancar os vários horários.

O que o pdfn defende no seu comentário foi justamente aquilo que contribuiu para o atual estado miserável da rádio em Portugal...

Ou melhor da comunicação social em Portugal...

Fortes serviços públicos de média e liderantes = países desenvolvidos e democracias robustas...

Um país que perde 850 mil jovens é um país sem futuro.

O resto é propaganda de ocasião e receita de empobrecimento permanente.

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2543 em: Janeiro 13, 2024, 12:29:17 am »
Hoje, o Fórum TSF está a ser sobre a Emigração Jovem em Portugal (tema que me diz muito).
Quase nenhum interveniente se imiscuiu de dar força à TSF pela situação difícil.
E os ouvintes intervenientes, certamente, que não foram previamente seleccionados.
A TSF ainda é relevante.

Há uma diferença clara entre as rádios de palavra e musicais.
Eu posso meter no auto-rádio uma Rádio Comercial a tocar e, muitas das vezes, nem presto muita atenção ao cantante.
Numa rádio de palavra, tendencialmente, obriga-me a estar atento à emissão. Tem é o reverso da medalha de que se a conversa não me interessa, mudo mais rapidamente de estação.

Em França, as três do pódio são 100% de palavra. A primeira e a terceira classificadas pertencem ao grupo público Radio France (mais detalhes no apartado referente à cs internacional).

https://www.lalettre.pro/photo/art/grande/77765014-56493608.jpg?[object%20Object]

Os Portugueses gostam de "cozido á portuguesa" mas em França esse prato já não é apreciado...

Não quer dizer que não se tenham de oferecer outras opções do menu. No final do Contraditório de hoje, falou-se neste tema sob a perspectiva correta. Obviamente que a não existência de rádios de palavra e de jornais, é absolutamente problemático para a democracia. Podem ter audiências/tiragens baixas, mas se ficássemos sem eles, resta-nos o quê? A Lusa e a RTP? Há um conceito chamado externalidades positivas: nem tudo tem de ter uma lógica de mercado. O que falta a este grupo é ter uma vaca leiteira, seja ela uma rádio musical, um canal de telelixo, o que seja, que permita gerar cashflow e um resultado global positivo. Por isso é que as Antenas e a RTP não devem entrar no mercado concorrencial na fatia de leão, no caso das rádios, não fazia sentido nenhuma uma Antena que disputasse mercado com a RFM e a Comercial..

Ainda assim, é algo que nos deve fazer refletir seriamente: porque não querem os portugueses ter acesso a bons conteúdos de palavra? Indo mais a fundo, será que eles existem?


1- Vá dizer isso à BBC, Radio France, ARD, ZDF FRANCE TELEVISION, serviçoa públicos dos países  nórdicos...

Essa ideia que reforça no seu comentário trouxe-nos até ao estado miserável da coisa...

É evidente , para a rádio voltar a ter gente e futuro,  que o duopólio tem de ser destruído,  estilhaçado,  cortado e a Antena 3 tem de ser uma pedra chave nesse sentido.

As rádios tendencialmente de palavra têm de sofrer um forte investimento com recursos humanos de qualidade e com estrelas bem pagas a alavancar os vários horários.

O que o pdfn defende no seu comentário foi justamente aquilo que contribuiu para o atual estado miserável da rádio em Portugal...

Ou melhor da comunicação social em Portugal...

Fortes serviços públicos de média e liderantes = países desenvolvidos e democracias robustas...

Um país que perde 850 mil jovens é um país sem futuro.

O resto é propaganda de ocasião e receita de empobrecimento permanente.

Acho que me percebeu mal, pois eu escrevi justamente que quando o mercado falha há necessidades que têm de ser supridas. E parece-me evidente que ter um país da UE sem uma rádio de informação de cobertura nacional é uma falha de mercado. Que se este não consegue resolver, deve ser o Estado a fazê-lo. O mesmo vale para os diários. Nunca me ouvirá defender que o Estado deve entrar no mercado das musicais de Hits. Porque motivo o deveria fazer? Se as privadas o fazem bem? Mesmo concordando com o Atento, que a Antena 1 deve ser devolvida aos jovens, não é para fazer o mesmo que a Mega e a Cidade fazem, têm de ter outros horizontes que o facto de não ter a pressão das receitas publicitárias (essa é a verdadeira pressão, não as audiências per si) lhe permite fazer, nomeadamente ter tempo de palavra para jovens em antena. Mas ainda que fosse, aqui até compreendia, porque tem uma rede nacional. Ir concorrer com Comercial e RFM? Não, muito obrigado, passo.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: TSF
« Responder #2544 em: Janeiro 13, 2024, 12:39:43 am »
Hoje, o Fórum TSF está a ser sobre a Emigração Jovem em Portugal (tema que me diz muito).
Quase nenhum interveniente se imiscuiu de dar força à TSF pela situação difícil.
E os ouvintes intervenientes, certamente, que não foram previamente seleccionados.
A TSF ainda é relevante.

Há uma diferença clara entre as rádios de palavra e musicais.
Eu posso meter no auto-rádio uma Rádio Comercial a tocar e, muitas das vezes, nem presto muita atenção ao cantante.
Numa rádio de palavra, tendencialmente, obriga-me a estar atento à emissão. Tem é o reverso da medalha de que se a conversa não me interessa, mudo mais rapidamente de estação.

Em França, as três do pódio são 100% de palavra. A primeira e a terceira classificadas pertencem ao grupo público Radio France (mais detalhes no apartado referente à cs internacional).

https://www.lalettre.pro/photo/art/grande/77765014-56493608.jpg?[object%20Object]

Os Portugueses gostam de "cozido á portuguesa" mas em França esse prato já não é apreciado...

Não quer dizer que não se tenham de oferecer outras opções do menu. No final do Contraditório de hoje, falou-se neste tema sob a perspectiva correta. Obviamente que a não existência de rádios de palavra e de jornais, é absolutamente problemático para a democracia. Podem ter audiências/tiragens baixas, mas se ficássemos sem eles, resta-nos o quê? A Lusa e a RTP? Há um conceito chamado externalidades positivas: nem tudo tem de ter uma lógica de mercado. O que falta a este grupo é ter uma vaca leiteira, seja ela uma rádio musical, um canal de telelixo, o que seja, que permita gerar cashflow e um resultado global positivo. Por isso é que as Antenas e a RTP não devem entrar no mercado concorrencial na fatia de leão, no caso das rádios, não fazia sentido nenhuma uma Antena que disputasse mercado com a RFM e a Comercial..

Ainda assim, é algo que nos deve fazer refletir seriamente: porque não querem os portugueses ter acesso a bons conteúdos de palavra? Indo mais a fundo, será que eles existem?


1- Vá dizer isso à BBC, Radio France, ARD, ZDF FRANCE TELEVISION, serviçoa públicos dos países  nórdicos...

Essa ideia que reforça no seu comentário trouxe-nos até ao estado miserável da coisa...

É evidente , para a rádio voltar a ter gente e futuro,  que o duopólio tem de ser destruído,  estilhaçado,  cortado e a Antena 3 tem de ser uma pedra chave nesse sentido.

As rádios tendencialmente de palavra têm de sofrer um forte investimento com recursos humanos de qualidade e com estrelas bem pagas a alavancar os vários horários.

O que o pdfn defende no seu comentário foi justamente aquilo que contribuiu para o atual estado miserável da rádio em Portugal...

Ou melhor da comunicação social em Portugal...

Fortes serviços públicos de média e liderantes = países desenvolvidos e democracias robustas...

Um país que perde 850 mil jovens é um país sem futuro.

O resto é propaganda de ocasião e receita de empobrecimento permanente.

Acho que me percebeu mal, pois eu escrevi justamente que quando o mercado falha há necessidades que têm de ser supridas. E parece-me evidente que ter um país da UE sem uma rádio de informação de cobertura nacional é uma falha de mercado. Que se este não consegue resolver, deve ser o Estado a fazê-lo. O mesmo vale para os diários. Nunca me ouvirá defender que o Estado deve entrar no mercado das musicais de Hits. Porque motivo o deveria fazer? Se as privadas o fazem bem? Mesmo concordando com o Atento, que a Antena 1 deve ser devolvida aos jovens, não é para fazer o mesmo que a Mega e a Cidade fazem, têm de ter outros horizontes que o facto de não ter a pressão das receitas publicitárias (essa é a verdadeira pressão, não as audiências per si) lhe permite fazer, nomeadamente ter tempo de palavra para jovens em antena. Mas ainda que fosse, aqui até compreendia, porque tem uma rede nacional. Ir concorrer com Comercial e RFM? Não, muito obrigado, passo.

Como define então o posicionamento,  por exemplo, dos vários canais da BBC Rádio?

Deixar medrar o duopólio levou a que outras rádios generalistas tendencialmente de palavra tentassem replicar o modelo com consequências que todos estamos a ver...

Duas rádios de música a metro com quase 40% de audiência mostram o nosso atraso e que nos aproxima cada vez mais da América Latina do que dos países da Europa civilizada.

Absolutamente brutal.

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2545 em: Janeiro 13, 2024, 01:35:47 am »

Como define então o posicionamento,  por exemplo, dos vários canais da BBC Rádio?

Deixar medrar o duopólio levou a que outras rádios generalistas tendencialmente de palavra tentassem replicar o modelo com consequências que todos estamos a ver...

Duas rádios de música a metro com quase 40% de audiência mostram o nosso atraso e que nos aproxima cada vez mais da América Latina do que dos países da Europa civilizada.

Absolutamente brutal.
Mas o que é que defende? Que se feche a RFM e a Comercial, levando as pessoas a procurar alternativa musical no digital? Ou por a Antena 1 a tocar 10 seguidas que repetem a cada 2h? Vamos lá ver, em todos os países existem rádios musicais, isso é um facto, o nosso modelo híbrido de Antena 1 e RR, em que uma puxa mais para um lado, outra para outro, é que é uma especificidade portuguesa. TSF e OBSRVDOR passarem música, é só absurdo, mas vamos fingir que é só de madrugada, para encher pneus.
Olhemos para os nossos vizinhos do lado. Aliás, vamos, por simplificação académica pensar que só existe o modelo A, o português, e o modelo B, o espanhol, porque se estivéssemos como eles, já era muito bom. Se amanhã a ERC dissesse ao quarteto, "os senhores estão proibidos de passar música" e até dessem a TSF e Observador uma rede nacional, o que iria acontecer? A resposta é, 40% do mercado ia continuar a estar na RFM e na Comercial, possivelmente até mais, subamos para 45%. Adicionemos aqui uma variável: os senhores do quarteto triplicam o orçamento (e ainda assim ficava abaixo das espanholas, e vamos ignorar que a TSF recebeu hoje os salários de dezembro). Até digo mais, multipliquemos por 10 o orçamento atual. Não temos forma de o comprovar em mundo real, mas vai uma aposta? As audiências não seria muito diferentes do que são hoje. Porque também há um problema do lado da procura. Fomos educados a pensar que rádio = música. Rádio pode ser música, sem dúvida que o é, mas o que a diferencia é o poder da palavra. Por isso se vir a minha assinatura, vê quem vem em primeiro lugar. Devemo-nos questionar porque motivo os espanhóis preferem primeiramente ouvir a SER, depois a COPE e só finalmente a LOS40. E na quarta posição entra a Ondacero, só depois a Cadena 100. Acha que, alguma vez, no espaço de 5 anos, tenha o orçamento que tiver, vai conseguir fazer com que as pessoas prefiram tempo de informação a música? Nem que tivesse o melhor produto do mundo, ou que a BBC se mudasse de armas e bagagens para Portugal. Se subiriam? Talvez, mas nunca para alcançar sequer dois dígitos. E das quatro, a única que pode almejar isso é a RR, precisamente a que cai mais para o lado musical.
Não lhe sei dar uma razão objetiva para o nosso mercado ser assim. Provavelmente há várias, desde logo sermos um país ainda fortemente marcado por uma velha máxima do Estado Novo de que "politica não se discute" (exceto aquela que são tricas partidárias) o que leva a que as pessoas se afastem de pensar, a estrutura empresarial dos nossos grupos de media, mas também dos anunciantes, a excessiva centralização do país que não avança para uma regionalização inteligente, o desastre que foi o espartilhar do éter por rádios locais que não servem absolutamente necessidade nenhuma, em lugar de seguir o modelo espanhol de ter uma rádio regional forte, etc, etc. O que se deve assegurar é que não é por não existir procura que devemos liquidar a oferta. Isso é que me deixa com os cabelos em pé. Por isso defendi e continuarei a defender que se não existir uma solução viável para a TSF em mercado, tem de caber ao Estado assegurar esse papel. Isso é serviço público, é não deixar para trás, só porque não é lucrativo, mas  tendo bem presente qual é o quarto poder, aquele que tem uma importância vital a travar os abusos dos três primeiros. E aí, tem o Atento defendido e bem, não significa não lutar com unhas e dentes para chegar a mais pessoas e cativar para novos conteúdos, refugiando-se no nicho e no chavão do "serviço público". As audiências interessam porque é sinal que o produto está a ser consumido, mas não podem nunca ser medida da qualidade do mesmo.
Terminando o post mais a roçar o académico que aqui escrevi, a latinização do nosso consumo não advém somente da oferta (problemas da RTP, duopólio, locais, estagnação tecnológica, etc). Há, logicamente, razões que estão do lado da procura, e penso que essas são necessárias de documentar e elencar mais eficazmente. Sem esse lado da equação, não vamos desatar este nó, por mais voltas que demos do outro.
« Última modificação: Janeiro 13, 2024, 01:41:45 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: TSF
« Responder #2546 em: Janeiro 13, 2024, 07:16:59 am »

Como define então o posicionamento,  por exemplo, dos vários canais da BBC Rádio?

Deixar medrar o duopólio levou a que outras rádios generalistas tendencialmente de palavra tentassem replicar o modelo com consequências que todos estamos a ver...

Duas rádios de música a metro com quase 40% de audiência mostram o nosso atraso e que nos aproxima cada vez mais da América Latina do que dos países da Europa civilizada.

Absolutamente brutal.
Mas o que é que defende? Que se feche a RFM e a Comercial, levando as pessoas a procurar alternativa musical no digital? Ou por a Antena 1 a tocar 10 seguidas que repetem a cada 2h? Vamos lá ver, em todos os países existem rádios musicais, isso é um facto, o nosso modelo híbrido de Antena 1 e RR, em que uma puxa mais para um lado, outra para outro, é que é uma especificidade portuguesa. TSF e OBSRVDOR passarem música, é só absurdo, mas vamos fingir que é só de madrugada, para encher pneus.
Olhemos para os nossos vizinhos do lado. Aliás, vamos, por simplificação académica pensar que só existe o modelo A, o português, e o modelo B, o espanhol, porque se estivéssemos como eles, já era muito bom. Se amanhã a ERC dissesse ao quarteto, "os senhores estão proibidos de passar música" e até dessem a TSF e Observador uma rede nacional, o que iria acontecer? A resposta é, 40% do mercado ia continuar a estar na RFM e na Comercial, possivelmente até mais, subamos para 45%. Adicionemos aqui uma variável: os senhores do quarteto triplicam o orçamento (e ainda assim ficava abaixo das espanholas, e vamos ignorar que a TSF recebeu hoje os salários de dezembro). Até digo mais, multipliquemos por 10 o orçamento atual. Não temos forma de o comprovar em mundo real, mas vai uma aposta? As audiências não seria muito diferentes do que são hoje. Porque também há um problema do lado da procura. Fomos educados a pensar que rádio = música. Rádio pode ser música, sem dúvida que o é, mas o que a diferencia é o poder da palavra. Por isso se vir a minha assinatura, vê quem vem em primeiro lugar. Devemo-nos questionar porque motivo os espanhóis preferem primeiramente ouvir a SER, depois a COPE e só finalmente a LOS40. E na quarta posição entra a Ondacero, só depois a Cadena 100. Acha que, alguma vez, no espaço de 5 anos, tenha o orçamento que tiver, vai conseguir fazer com que as pessoas prefiram tempo de informação a música? Nem que tivesse o melhor produto do mundo, ou que a BBC se mudasse de armas e bagagens para Portugal. Se subiriam? Talvez, mas nunca para alcançar sequer dois dígitos. E das quatro, a única que pode almejar isso é a RR, precisamente a que cai mais para o lado musical.
Não lhe sei dar uma razão objetiva para o nosso mercado ser assim. Provavelmente há várias, desde logo sermos um país ainda fortemente marcado por uma velha máxima do Estado Novo de que "politica não se discute" (exceto aquela que são tricas partidárias) o que leva a que as pessoas se afastem de pensar, a estrutura empresarial dos nossos grupos de media, mas também dos anunciantes, a excessiva centralização do país que não avança para uma regionalização inteligente, o desastre que foi o espartilhar do éter por rádios locais que não servem absolutamente necessidade nenhuma, em lugar de seguir o modelo espanhol de ter uma rádio regional forte, etc, etc. O que se deve assegurar é que não é por não existir procura que devemos liquidar a oferta. Isso é que me deixa com os cabelos em pé. Por isso defendi e continuarei a defender que se não existir uma solução viável para a TSF em mercado, tem de caber ao Estado assegurar esse papel. Isso é serviço público, é não deixar para trás, só porque não é lucrativo, mas  tendo bem presente qual é o quarto poder, aquele que tem uma importância vital a travar os abusos dos três primeiros. E aí, tem o Atento defendido e bem, não significa não lutar com unhas e dentes para chegar a mais pessoas e cativar para novos conteúdos, refugiando-se no nicho e no chavão do "serviço público". As audiências interessam porque é sinal que o produto está a ser consumido, mas não podem nunca ser medida da qualidade do mesmo.
Terminando o post mais a roçar o académico que aqui escrevi, a latinização do nosso consumo não advém somente da oferta (problemas da RTP, duopólio, locais, estagnação tecnológica, etc). Há, logicamente, razões que estão do lado da procura, e penso que essas são necessárias de documentar e elencar mais eficazmente. Sem esse lado da equação, não vamos desatar este nó, por mais voltas que demos do outro.


1- Para a comunicação social portuguesa voltar a ter futuro é absolutamente essencial acabar com o duopólio, cabendo à antena 3 esvaziar o duopólio.

2- Apostar forte nas rádios tendencialmente de palavra, criando incentivos ao seu desenvolvimento e sustentabilidade, através de recursos de qualidade e excelência, que, neste momento, essas rádios não têm.

3-Reestruturar o espectro radiofónico local e respetiva imprensa local.

4- Uma ERC independente,  decente, exigente , actuante, livre de figurinhas de falsos pezinhos independentes...

Repito e isto é indesmentível: Fortes serviços públicos de média e liderantes = países desenvolvidos e democracias robustas...

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2547 em: Janeiro 13, 2024, 12:02:41 pm »
A Antena 3 até pode quebrar o duopólio, mas não é a fazer o mesmo que eles. Se se conseguir impor nas audiências por outra via, nada contra. E não estou a falar de ser nicho, estou a falar de ser uma rádio só de música comercial como o são as duas.

Os serviços públicos podem ser fortes e devem-no ser, mas não depende dessa força liderarem, ou não. A mesma máxima se aplica à TSF ou à Observador. Em bom rigor, a qualquer rádio. O público é sempre soberano e pode preferir outra coisa.

E o facto de se gostar de palavra em rádio não implica "declarar guerra" às musicais. Há espaço para todos.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: TSF
« Responder #2548 em: Janeiro 13, 2024, 12:20:05 pm »
A Antena 3 até pode quebrar o duopólio, mas não é a fazer o mesmo que eles. Se se conseguir impor nas audiências por outra via, nada contra. E não estou a falar de ser nicho, estou a falar de ser uma rádio só de música comercial como o são as duas.

Os serviços públicos podem ser fortes e devem-no ser, mas não depende dessa força liderarem, ou não. A mesma máxima se aplica à TSF ou à Observador. Em bom rigor, a qualquer rádio. O público é sempre soberano e pode preferir outra coisa.

E o facto de se gostar de palavra em rádio não implica "declarar guerra" às musicais. Há espaço para todos.

Matar o duopólio é fundamental para a sobrevivência da rádio em Portugal com jornalismo,  jornalistas e gente dentro.
O sucesso do duopólio significa a desistência da rádio,  do jornalismo,    da dispensa de jornalistas, da vitória emntoda a linha do "piloto automático ".

Mas ainda não me disse porque é que defende um grupo rtp aprisionado,  quietinho, sem relevância como acontece nos países da América Latina (onde ainda há o tal serviço público que mais não é do que um serviço residual estatal de nicho...).


Está a ver os serviços públicos liderantes da Europa civilizada a fazer isso?

E pode(m) dar aqui as voltas que quiserem que não conseguem desmontar esta afirmação: "Repito e isto é indesmentível: Fortes serviços públicos de média e liderantes = países desenvolvidos e democracias robustas..."
« Última modificação: Janeiro 13, 2024, 12:26:07 pm por Atento »

pdnf

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Re: TSF
« Responder #2549 em: Janeiro 13, 2024, 12:47:08 pm »
Estamos a entrar em offtopic, mas ninguém defende uma rádio de piloto automático exclusivamente. Mas é factual: existem rádios musicais em todos os países da Europa. Isso é inegável.
Claro que a RTP e não só devem apostar em se robustecer em termos de recusros humanos, mas também na diversificação da oferta, nomeadamente de conteúdos de palavra on air. Aliás, para mim é evidente a necessidade de uma Rádio de Notícias na RTP. A própria Antena 1 deve ser generalista, mas ter muito mais conteúdo de palavra em antena, caminhando progressivamente para o exclusivo. Por isso é que têm várias redes. No caso da TSF, o foco é só a informação, e aí que têm de jogar as cartas todas.

O que eu digo é que não depende só das rádios liderarem, há que considerar a especificidade de as pessoas escolherem aquilo que querem ouvir, porque os hábitos enraizados demoram tempo a se alterarem, mesmo que apresente um produto ao mercado com muita qualidade. O que eu acho, e isso vou continuar a insistir, é que não faz sentido termos uma terceira rádio a fazer igual ao que fazem outras duas, quando o espectro é limitado e há necessidades mais proeminentes por suprir. Por exemplo, temos alguma rádio que se assemelhe à DIAL e passe essencialmente música portuguesa? Não temos. Vamos ter mais uma top 50 só pelo prazer de liderar? Isto já para nem falar em questões de distorção de concorrência, porque no dia em que se entrasse por aí, essa rádio tinha de viver sem (ou com menos CAV) e ir a mercado disputar receitas de publicidade.

Lanço-lhe uma questão, que não é para responder, mas para pensar. Porque é que Comercial e RFM lideram? Para além de um Markl, de um Palmeirim ou de um Pedro Fernandes, quem são as outras figuras de destaque para o grande público destas estações? Como vê, não é pelas pessoas terem muita notoriedade que elas lideram, sendo que as intervenções humanas em antena até são diminutas.
« Última modificação: Janeiro 13, 2024, 12:50:16 pm por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.