De acordo com os boletins que ouvi esta manhã na RR, a compra das participações da Global Media Group na Lusa está a ser muito criticada pela Associação Transparência e Integridade. Imediatamente pensei que a crítica não fazia sentido, porque se sabe que não fora o caso, não há salvação possível para a TSF e para o JN+DN+OJ. Todavia, também é verdade que este governo não tem legitimidade política objetiva para decidir o que quer que seja, quando é provável que o Primeiro-Ministro seja ainda hoje exonerado. Mas indo mais ao fundo da questão, a verdade é que se vende agora a participação na Lusa, dá-se um balão de oxigénio ao grupo, mas para o ano os problemas estão lá outra vez. Enquanto isso, a Lusa fica cada vez menos plural, e não se garante que seja possível salvar os OCS do grupo.
Falando da TSF, que é para mim a marca mais forte, não me chocaria a integração no grupo RTP Rádios, conquanto sejam dadas condições para que a TSF possa ter uma rede nacional. Parece-me que não seria inviável a sul acrescentar emissores de grande potência nos principais centros emissores. Talvez a Fóia seja o mais complicado, mas não impossível. Doutro modo, a RTP ter uma rádio de informação que só serve metade do país, é absurdo, os emissores locais da TSF, para mim cumprem mal a sua função. Por outro lado, devem ser esgotadas todas as hipóteses de venda da rádio em mercado, e falando do elefante na sala, há que perceber se há ou não interesse da Observador em adquirir a Rede Regional Norte. Como já referi acima, a ERC deve chumbar a venda que vise a conversão da TSF num qualquer projeto musical. Por outro lado, e voltando à RTP, não sei se mais uma rádio não iria simplesmente contribuir para descurar as outras, mormente, converter a Antena 1 numa rádio musical. Há muito trabalho a ser feito na RTP para a tornar uma rádio de serviço público, mais em linha com o que é praticado na Europa.