Tenho o prazer em informar que na A2, comuta perfeitamente com Lisboa, e o problema que existe não é culpa da frequência algarvia, mas sim... da falta de potência da de Lisboa.
Em plena A2, comuta diretamente na subida de Grândola de 97.1 para Lisboa, 92.4. O problema é depois, e é com a própria frequência de Lisboa: apresenta várias zonas em que a captação, durante alguns km's, é bastante fraca (mono com ruído, audível ainda) e a certa altura fica mesmo nula, por duas vezes. Tenta trocar para o Algarve, mas não há sinal. A captação só é melhor e mais estabilizada a partir de Alcácer do Sal.
O som da Mega Hits Algarve também é bastante digitalizado em FM, um pouco inferior em volume a Lisboa, mas o problema não é da potência que sai da Fóia.
A R/Com tem que dar mais potência à emissão da Mega Hits em Lisboa para isso ser um conceito, porque pelo menos em 90.4, tenho boa memória da emissão chegar um bom bocadinho melhor a esta zona. Se isso não se consegue nem foi adaptado, é reflexo do estado a que chegou a técnica na R/Com
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A Joana Sequeira faz uma animação gravada bastante fraca, sem grande relevo. O take final às 18h50 foi algo do estilo "bem, tenho que abandonar que amanhã pico o ponto às 7 e isto já se está a fazer tarde", um frete inacreditável para uma emissão... gravada. Pede-se realismo, mas isto é completa falta de noção, é ir para o extremo oposto nisto.
Quem ia comigo perguntou: "Gostaste desta intervenção?". Nem a pessoa gostou nem eu gostei.
A Matilde Prata que lhe sucedeu é um caso distinto: timbre mais fraco que o da Joana, mas animação bastante mais natural. Até o "Aposto que, se andas por Trás-os-Montes, não tens dormido grande coisa esta semana..." foi um excelente plug para falar da semana do caloiro da UTAD de Vila Real, entre o melhor que já tenho visto neste estilo. Merecia melhor trabalho no microfone para contornar o excesso de agudos com que ela ficou e ter mais médios, normalizar mais a voz como fazem na RR à Miriam Gonçalves.
A seleção musical foi agradável qb e deu para ouvir com gente 25+ no carro ao longo de mais de 2 horas. Não consigo fazer isso com a Cidade FM. É muito próxima à da RFM a espaços, já foi pior nisto, mas continua a acontecer.
No geral continua uma rádio fraca. Para fazer som ambiente serviu bem. Para ser rádio mais a sério... não.
Os 97.1 comutam com os 92.4, disso não há dúvidas. Confirmo o teu relato, falta é power a Lisboa, justamente na zona que referes, entre Grândola e Alcácer, onde, por exemplo, a TSF já se escuta na perfeição. A SBSR falecida também tinha dificuldades, mas muito menos que a MEGAHITS, mas no centro de Lisboa o desempenho era mesmo muito fraco, em comparação com qualquer uma das outras. A melhor, quer para Norte, quer para sul, é de longe a TSF, seguida da África. MegaHits e Cidade FM devem estar a sair com não mais do que 1Kw, ambas chegam ao Carregado já mortas, a TSF, por exemplo, aguenta-se bem até Minde, onde vai alternando com 107.4. A SmoothFm está algures no intermédio, mais próximo da SBSR.
Não apanhaste com entradas da NOAR e da VIDANOVA? Eu apanhei de ambas, mesmo no topo de Grândola, entrou-me a NOAR de Oliveira de Azeméis a toda a força e não havia grandes vestígios de propagação. Estava num Fiesta, que têm uns rádios brutais em termos de seletividade e da capacidade de lerem sinais de longe (por exemplo, no Monte da Virgem, ao lado da torre da Antena 2 92.5, apanho a RCP 92.6 com som totalmente nítido).
A diferença de volume entre a Fóia e Monsanto é que é de 3x para 1x. Literalmente, quando comutava para Lisboa, a música ficava aos berros. O som do Algarve não tinha nenhuma expansão, acredito que ao cabo de 2 meses já esteja melhor.
As emissões de fim-de-semana na Mega já eram para o despacha (sic) há uns anos, imagino que agora ainda seja pior. Era raríssimo haverem diretos, faziam-no a Catarina Palma com alguma frequência, a Inês Andrade e a Inês Bento também iam fazendo, de resto, era tudo gravado. Até compreendo, se não pagam mais, eu faria exatamente o mesmo, mas essa de picar o ponto...
A Joana Sequeira pode ter jeito para muita coisa, seguramente fazer rádio não será o maior dos seus talentos (sic). Raramente ouço o Snooze, acho o programa demasiado fraco, nas manhãs ou é RR ou OBSRVDOR, mas quando pico, não noto grande evolução, como, apesar de tudo, devo reconhecer, tem existido nos parceiros de painel. Ainda assim, neste momento, a Mega apresenta um problema grande: faltam-lhe verdadeiras vozes de peso. Neste momento, se tivesse de recrutar para uma outra rádio, só o Diogo Pires e a Inês Nogueira seriam para mim opções.
A Matilde pode não ter a melhor das vozes para o que é considerado o padrão, embora eu até não desgoste do timbre, mas há que reconhecer a evolução desde as "vacinas de cultura", bem como a enorme capacidade de trabalho, que se reflete em aspetos como o que mencionaste, que demonstram atenção na preparação do programa. Pelo que me consta, é o tipo de profissional que não desliga o turbo, sempre pronta a dar mais. Isso é bom. Já fui injusto com ela, já lhe pedi desculpas por isso também, fica por isso aqui também o elogio, em sentido inverso. :-)