Autor Tópico: Mega Hits  (Lida 576191 vezes)

estvmkt

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Re: Mega Hits
« Responder #1035 em: Novembro 03, 2022, 12:41:53 pm »
Sintra nunca teve programacao propria.
Somente Porto... com o Fontoura e a Daniela Silva,esta uns meses. Nessa altura playlist diferenciadora... dava musica portuguesa

estvmkt

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Re: Mega Hits
« Responder #1036 em: Novembro 03, 2022, 12:45:38 pm »
As da Bauer teem emissão local.
Exceto nas falhas deles. Sei algumas vezes falhava muito em Valongo.
O ano passado Penalva esteve 1 mes com falha grave,sempre
a dar Lisboa

Luis Carvalho

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Re: Mega Hits
« Responder #1037 em: Novembro 03, 2022, 12:47:09 pm »
A RR esteve demasiados anos a brincar com o fogo com a Mega Hits Sintra. Sempre tive o mau pressentimento que era uma questão de tempo até a ERC "dar um tabefe" (se me é permitida a expressão) dos grandes. E há outras rádios que deviam pensar bem se vale a pena arriscarem...
Cumprimentos,
Luís Carvalho

Administrador do "Fórum da Rádio"

estvmkt

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Re: Mega Hits
« Responder #1038 em: Novembro 03, 2022, 12:49:45 pm »
Aqui no distrito de Viseu 2 brincam mas com o concelho em que estão autorizados.
Referências zero a Nelas e Carregal da Estação Diária e Jornal do Centro.

Memorias da Radio

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Re: Mega Hits
« Responder #1039 em: Novembro 03, 2022, 12:50:03 pm »

O valor das coimas é o seguinte passo.
Se forem consideradas operadores locais (mais certo) a multa pode ir de 3333 euros a 33333 por operador. x8 significa 26664 a 266664 euros.
Se for considerado operador nacional (o que duvido) então aí temos de 80 mil a 800 mil

Artigo 69 número 1 alínea d)

Isto significa ainda que nenhum operador pode, num prazo de 3 anos, incorrer noutro ato ilícito. Se isso acontecer há lugar à revogação da licença ou autorização.
Artigo 70 número 5

Portanto, o problema Conguito e as fracas audiências são o menor dos problemas desta rádio. A Administração do grupo tem um problema gravíssimo para resolver a começar pelos problemas internos onde os responsáveis foram, no mínimo, incautos na gestão da emissão da estação e da coordenação de emissão local/nacional.

Tem toda a razão que faltava-me Viseu nas contas, corrigi no post-resumo.

A situação quanto ao operador nacional é um pouco mais imprevisível porque não nos podemos esquecer que a Rádio Renascenca Lda, detentora de 4 alvarás locais da Mega e da equipa da mesma, também tem 2 alvarás nacionais… pode ser considerada um operador de escala nacional, não me espantaria se assim o fosse considerando quão pouco isolamento a ERC anda a praticar entre atores de diversas empresas nas suas deliberações e PCOs.

Mas numa coisa é certo: vão ter que começar a pedalar na Quinta do Bom Pastor. E basta à presente data não fazerem como disseram à ERC, e haver segunda queixa disso, para o alvará poder não ser renovado já em 2024. Mesmo face a tudo o resto a coisa ficou muito, muito mal parada…

A coisa está mesmo grave.

Sintra nunca teve programacao propria.
Somente Porto... com o Fontoura e a Daniela Silva,esta uns meses. Nessa altura playlist diferenciadora... dava musica portuguesa

Errado, a Mega teve programação própria sim até meados dos anos de 2010. Comutação de RDS entre MEGAHITS e MEGAFM-S, locução da Filipa Galrão ou da Letícia Pinheiro, e notícias locais na estação. A playlist seguia a escala de Lisboa com mais alguma música portuguesa pelo meio, isto em 2011. Para lá disso creio que desde 2015 não tem essa emissão local, sem saber precisar ao certo.

Ah, e eu ainda nem falei a melhor: na Administração da Mega Hits havia quem pudesse ser diretor de Informação, sem necessidade de passar pela relativa vergonha de ter um equiparado a jornalista na direção de informação. Nada menos que José Luís Ramos Pinheiro, que foi, até 2003 e na Renascença… diretor de informação.
« Última modificação: Novembro 03, 2022, 12:51:38 pm por Memorias da Radio »

estvmkt

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Re: Mega Hits
« Responder #1040 em: Novembro 03, 2022, 12:51:28 pm »
E local de Viseu da M80 anunciam Penalva no topo da hora,locutora o mesmo mas...indicativo frequência é sempre Viseu

pdnf

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Re: Mega Hits
« Responder #1041 em: Novembro 03, 2022, 02:09:44 pm »
Para que fique esclarecido: M80 Porto e M80 Valongo estão absolutamente legais, porquanto das 11:00 às 16:00 e das 20:00 às 23:00, a frequência 105.8 MHz emite ""programação própria!"". Ou seja, a emissão não está em cadeia, passam as mesmas músicas, com atraso, é certo, e têm outro locutor. Agora, o que me parece que esta deliberação tráz, é essencialmente uma reflexão/alerta para o poder legislativo, com quem, não sejamos hipócritas, até pelos valores envolvidos, certamente a R/Com já conversou. Parece-me evidente que do ponto de vista "legal" não há nada a apontar a este caso de emissão local de 105.8 Valongo, bem como às demais da M80 e Cidade FM. Agora, pegando no ponto que o Zeca há vários anos toca, o do espírito da lei, aí a conversa é outra: parece-me que viola grosseiramente o que o legislador pretendia, emissões feitas a partir do local de emissão da rádio, direcionadas ao auditório. Mais, até no caso da associação (Braga, Gondomar, Aveiro, Coimbra, Viseu, Lisboa) é referido em 3.31, o artigo 10º da Lei da Rádio em que se pressupõe partilha de produção, ou seja retransmissão integral 24h nas seis rádios, mas não a emitir 100% a partir de Lisboa, com animadores todos eles de Lisboa. Claro que a própria deliberação reconhece que com isto se consegue ampliar receitas e diminuir custos. Foi este o expediente, que poderá ou não ter sido deixado menos claro pelo legislador propositadamente [a meu ver parece-me óbvio que sim], que foi encontrado pelos grupos (RDP incluída, não esquecer a África) para permitir criar mais rádios (quase) nacionais, porquanto se adquirirem eficazmente rádios locais, emitem para 8,5 milhões de pessoas.

Posto isto, e pegando no caso concreto da MegaHits: É possível o mesmo animador estar em três rádios ao mesmo tempo, com takes diferentes? Atente-se nas seguintes passagens da deliberação:

"3.21. A possibilidade aventada de que um apresentador esteja, ao mesmo tempo, a fazer uma emissão direcionada a duas localidades distintas [dixit de pdnf: a três, associação, Sintra e Rio Maior, embora tanto quanto sei, em meados de agosto só conseguiam desdobrar em duas - nacional e Rio Maior, não sei se agora estará diferente em termos técnicos], se tecnicamente pode ser executável com ligeireza, naquilo a que respeita ao conteúdo, com cumprimento de uma “programação própria” com um certo nível de “localidade”, não deixa de levantar dúvidas, apesar de, a priori, não se poder considerar impossível.

A resposta é: sim, é! Ou seja, abre a porta a que, por exemplo, no painel do Diogo Pires passem as mesmas músicas em simultâneo, mas os takes (e nem todos) sejam diferenciados. Consideram-no legal, contudo, ressalvam que a legalidade não deixa de colocar questões àquilo que é o espírito da Lei, sobre o qual já amplamente dissequei acima.

3.22. Como ficou claro através da audição efetuada, essa possibilidade (um locutor para várias emissões simultâneas) não pode ser a desejável e, a manter-se, deverá ser trabalhada: os animadores que passaram na emissão não tiveram o cuidado sequer de indicar, colocando os serviços de alguma forma em evidência, as denominação/frequência da Mega Hits Rio Maior e Mega Hits Sintra, nos períodos de programação própria, quanto mais criar conteúdos diferenciados que de alguma forma imprimissem um sentido de “localidade” à emissão."

Apesar de não desejável, é aqui ainda mais claro. Pode manter-se, com mais cuidado, naturalmente! É trabalhar nas margens da Lei.

Terramoto de grau 8 na escala do Monsenhor Manuel Lopes da Cruz e com epicentro na Quinta do Bom Pastor.

Permita-me discordar Luís. É um terramoto pequenino, porque isto foi tudo conversado antes. Serviço combinado com a CP. Parece muito duro, mas a montanha vai parir um rato, umas multas mínimas e só aos dois operadores, quase de certeza. Daí que a RR nem se tenha dignado a responder formalmente, o escritório de advogados que a representa já abateu uma palavrinha a quem tem de abater. Garanto-lhe, se preciso for, com a ajudinha da Bauer, que deve ter ainda mais interesse nisto, e uma maioria absoluta, até a Lei é bem capaz de ser mudada, como aquele relatório do futuro da rádio que a ERC pôs cá fora em junho, a preparar de mansinho isto, deixa escrito nas entrelinhas. Em Portugal trabalha-se assim, apalpa-se o terreno, depois solta-se a bomba e no fim, a pena é a mínima das mínimas.

Vejam, por favor, o que vou escrever abaixo.



Rio Maior já apanhei aqui em Canelas, há umas semanas, a Inês fez takes diferentes, no mesmo tempo, para a nacional e para a de Rio Maior (92.6 vs 90.6) e deixou de existir referências a Rio Maior na nacional. Para Sintra, efetivamente, entram em nacional. Acredito que seja a pressão da ERC, mas mais cedo que tarde, acredito que terão de passar a ter horas locais. Acontece o mesmo com o Alexandre, e no painel do Diogo Pires.

Estamos a 03 de novembro de 2022, a deliberação data de 14 de setembro de 2022, eu sabia que ela vinha aí desde a primeira semana de agosto de 2022. Aqui no fórum, nunca escrevi abertamente sobre isso, mas algures deixei antever, a 06 de setembro, quando referi que Rio Maior já estava a sair com takes diferenciados, porque a ERC estava a apertar desde meados de julho. Curiosamente, já aqui tinha escrito, e avisado algumas pessoas do grupo R/Com de que isso podia ocorrer.
Claro que soube porque tive fonte, não interessa, mas como gosto de por mim próprio avaliar as coisa, eis que nessa mesma semana subi a Serra, num dia em que a propagação ajudou pelas 20:00H. Rádio do telefone em 90.6, autorádio em 92.6, takes diferenciados entre nacional e Rio Maior, pelo menos dois seguidos na emissão da Inês Bento. De seguida, o mesmo exercício, mais difícil pela pressão da Antena 2 Braga, mas possível de confirmar que Sintra estava com a mesma exata programação que a associação. No início de agosto, ao passar em Lisboa, em hora supostamente de local, confirmei que ambos os emissores estavam a emitir simultaneamente. Porque ocorreu isto? Precisamente, porque a ERC deu esta saída airosa. A questão de Sintra, que eles estão a argumentar com a técnica, é mesmo isso, para ganhar tempo. Mas estou convencido, que quando finalizar o processo, esta questão já nem se vai colocar, porque os limites da associação vão ser alargados, e vão passar esponja. A referência ao COVID-19 vai pegar bem, apesar de todos sabermos que é..."treta". Quanto muito, no total 6666€ de multa (Sintra e Rio Maior).

Questiono os foristas do sul, ao momento atual, Sintra já emite no tal período 9h/18h (ou noutro) com takes diferenciados? Ou ainda não conseguiram resolver esse problema? Neste momento do ano é mais difícil conseguir ter sinal de Sintra.

A RR esteve demasiados anos a brincar com o fogo com a Mega Hits Sintra. Sempre tive o mau pressentimento que era uma questão de tempo até a ERC "dar um tabefe" (se me é permitida a expressão) dos grandes. E há outras rádios que deviam pensar bem se vale a pena arriscarem...

Este tabefe parece grande, mas vai sair uma palmadinha de admoestação. Mas pode acontecer que me engane, mas tenho quase a certeza (bom entendedor...) que é o que vai acontecer.
Atenção e muita, isso sim, à Nova Era, porque com os fracos já se pode ser forte, e aí são duas violações (associação e distrito). O Sr. Montez deveria desde já precaver-se e por a tocar qualquer outra rádio numa das frequências.


- Cruzaram gerentes, detentores de capital e emissão e concluíram que a emissão é a mesma com base à gravação de 2 operadores, sem qualquer emissão local e sem precisar da gravação que a RR não enviou.  A coisa ficou ainda nebulosa quanto a colaborações porque foram dizer que os quadros centrais da Mega em Lisboa colaboravam grátis com Sintra e Rio Maior, algo que a ERC mete em dúvida na exequibilidade.

- A obrigação de 8h de emissão local não foi cumprida. A obrigação de notícias nas frequências não foi cumprida de maneira estruturada. A existência de quadros específicos singulares afetos às frequências não foi cumprida. É manchado o nome do Nelson Cunha, como programador diretamente responsável por tudo isto, referido várias vezes na deliberação; o diretor de informação ERA UM EQUIPARADO A JORNALISTA!!! que eu nem sequer sabia ser possível tal, e certo, sabemos que a Mega pouco tinha de notícias mas isto, temos que convir, é absurdo;

- Os quadros gerentes são iguais entre a Mega Hits de Sintra e 5 das 6 rádios em associação incluindo a central de Lisboa, em 92.4. Rio Maior (92.6) tem programadores e responsável de informação diferentes de toda a rede; Braga (92.9) tem direção e órgãos de gestão diferentes de toda a rede e em Braga foram logo os primeiros a dizer que não sabiam da situação junto do resto da rede.

No fim de contas, o que se pode concluir é que andamos todos a "tapar o sol com a peneira". Óbvio que não existe nenhuma outra rádio em Gondomar, Aveiro, Rio Maior, etc e Braga é um negócio estilo apartado (mas esses safam-se de certeza, porque são "testas de ferro"). Andar a brincar a isto, a mandar sete ofícios, respondidos pelas mesmas pessoas, os mesmos advogados, os mesmos órgãos sociais... valha-nos, só mesmo em Portugal.

Outro caso que ninguém mencionou, mas que a meu ver se poderá  levantar é se as tais, sejamos corretos, falsas declarações dos animadores, não constituem matéria para abertura de processo, até junto do Ministério Público. Reparem, é que não é a título gratuito, eles pura e simplesmente só faziam uma emissão, não havia qualquer colaboração. É mentira, e ponto final. Reparei na deliberação que, a Palma, a Pinheiro e a Castro não assinaram as mesmas, talvez inteligência, ou tiveram sorte de não lhes serem pedidas. Curiosamente, tanto quanto sei, são as três únicas que têm agentes a lhes gerir as carreiras. Coincidência?

Finalmente, para fechar, o Nélson Cunha cada vez mais na berlinda. É as audiências, é o Conguito que ninguém sabe onde para, é ter o seu nome totalmente queimado na ERC, etc. Sinceramente, não é hora de sair, mesmo? Aproveitar este mini apertão (ou mega, consoante as perspectivas) e dar uma nova vida aquele projeto, que está a caminhar a passos largos para se tornar irrelevante.

« Última modificação: Novembro 03, 2022, 02:16:48 pm por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Zeca 2021

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Re: Mega Hits
« Responder #1042 em: Novembro 03, 2022, 02:42:36 pm »
È so rir com a ERC e operadores.
O PS e demais partidos do arco do poder,  a ERC, grandes operadores são todos farinha do mesmo saco e todos sabem que os emissores locais apenas servem para retransmitir o sinal de Lisboa, sendo um eufemismo dizer que há emissão local, quando não passa de a mesma emissão com atraso de minutos, as mesmas vozes sentada na Capital.
Portugal é um país miserável, onde tudo é permitido em prol dos grandes grupos.
Era fechar todos os retransmissores locai sem emissão local, com estúdio e animadores da zona.
Anda por aqui um cristão sempre a malhar na Igreja Universal, com muito bla bla bla sobre a seita, mas uma coisa é certa, pelo menos a Record tem emissão local, com estúdios próprios no Porto, Lisboa, Leiria e Faro com gente dessas cidades e nesse aspecto a Igreja Católica tem muita aprender com a correção e verdade no mundo da rádio, pois a igreja catolica que prega a verdade, na rádio não passa de uma farsa com a Megahits. Já nem falo na RFM, o maior caso de corrupção legal atribuída pelo estado a uma organização religiosa na oferta de um alvará nacional de rádio.
« Última modificação: Novembro 03, 2022, 02:44:44 pm por Zeca 2021 »

Memorias da Radio

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Re: Mega Hits
« Responder #1043 em: Novembro 03, 2022, 02:51:08 pm »
Jeez, eu já escrevo que me desunho e fico a pensar nisso e depois ainda há quem me bata… já não me sinto tão mal lol

Por partes e em passo rápido face a este post teu, pdnf:

- A M80 Valongo não está legal, não. Nem essa, nem nenhuma das Cidades com emissão local. Não no espírito de emissão no distrito, o problema não é a emissão no mesmo distrito nem o projeto aprovado: o problema é usarem os mesmos locutores da emissão nacional. Em Vale de Cambra, estava o João Costa e Silva, que também faz emissão na nacional. A lei é clara: os recursos afetos ao operador têm que ser afetos *aquele* operador.

A de Valongo é a Silvia Mendes ou a Paula Fialho a fazer a emissão local a partir de Lisboa e aí a coisa fatia mais fino, porque por norma nenhuma das duas faz nacionais. O que tem que passar a acontecer aqui é simples: locutor de local tem que fazer sempre local, locutor de associação tem que fazer sempre de associação. Ponto final parágrafo. O espírito todo desta deliberação da ERC e a lógica de afetação de recursos da Lei da Rádio assim o determina, por muito coxa que esta esteja - e a ERC reconhece-o.

O problema em si não é diferente da Branca Ferreira que fazia notícias há 20 anos na Capital de Lisboa e em todas as emissões locais, é exatamente igual e com exatamente a mesma solução. A ERC está só a ser coerente consigo mesma e com a sua antecessora, a AACS.

Quanto à Nova Era, acredito que a situação venha a ser sanada a muito breve, se ainda não impendeu qualquer queixa contra a estação.

- Não comento quanto ao espírito de partilha de produção porque falta material para análise suficiente, dependerá de futuras deliberações.

- Discordo no espírito da dita bomba, que para mim é muito significativa e queiramos ou não, é a primeira vez em Portugal. Discordo igualmente na ideia de que só os dois operadores locais levarão a multa, uma vez que ela não tem qualquer respaldo com base às últimas deliberações da ERC: sempre que houve uma convicção, e ela não foi negada pelos operadores como esta não foi aqui, ela foi levada até ao fim e rebatida sempre.

Há um problema similar a acontecer com a Rádio Vale do Minho e a ERC está a levar a sua taça até ao fim, naquele caso ainda mais forte, porque despachou produção de prova de eventual falsificação de gravação para o próprio Ministério Público (!). Além disso, como caso representativo no setor, e na toada de moralização que vem fazendo, a ERC quererá que a coisa seja exemplar, mesmo que com uma multa pela margem mínima. Não há histórico algum aliás, em anteriores PCOs, que a ERC tenha sido subitamente complacente, meta advogado ou não meta.

Diria aliás que a Rádio Renascenca Lda meter advogado logo à cabeça é sinal de quão grave foi a situação, que nem o representante da estação fala logo sem advogado como na esmagadora maioria das outras situações anteriores que a ERC fiscalizou. E nota se igualmente a diferença do escritório de advogados a trabalhar, porque a ERC vai relevar a questão da Covid aos dois operadores não se sabe ainda bem de que forma. E das duas uma: ou dá a esses dois em admoestação e a rede principal leva a palma, ou a base principal leva uma palma acima da média e para relevar, os dois operadores locais levam uma mais baixa. Isto parece-me muito claro, porque a esta escala a ERC nunca brincou e muito menos agora.

- Que tenhas sabido, pdnf, que isso estava assim, é apenas sinónimo de falares bastante e teres ligações boas qb dentro do Grupo para te confidenciarem uma dessas. Mas dado que a notificação foi em Janeiro de 2022, contarem-te algo em Agosto não configura exatamente um exercício de privilégio outro que não o de teres sabido algo, muitos meses depois, que estava para rebentar em breve. Configura simplesmente o comentar sobre a espuma dos dias.

E digo já, se esse é o espírito que paira na Mega Hits (too big to fail), então bem se podem preparar. A Capital há 20 anos também achava a mesma coisa frente ao Regulador, era detida pelo Montez todo-poderoso vindo da Comercial, tinha múltiplos emissores e depois perdeu tudo exceto os dois que detinha em cadeia *e porque* alguém decidiu salvar esses dois e dizer que estavam em associação, quando sempre soubemos que os 102.7, produção, zero. Com a lei não se brinca, e o problema é que se andou justamente a brincar demais.

Por sorte da Mega, está infração não configura a perda de alvará exceto se houver reincidência; mas é uma séria mancha, por tão recente, na renovação de alvarás para 2024 e em toda a rede da Mega. Pode contar, ou pode não contar. Está na mão do regulador agora e depende para que lado for. Mas atendendo ao espírito das últimas deliberações eu não contaria com facilidades.

- Posso confirmar que em Braga não são testas de ferro, a gestão é mesmo local possivelmente pela maneira de trabalhar essa frequência. Recordo que foi esta mesma gestão a decidir desvincular-se do Rádio Clube Português ainda salvo erro em 2009 e ingressar no projeto Mega Hits. Eles mandam - e eles decidem a quem se querem ligar. E com tudo isto só não saem porque a Mega em Braga tem a audiência que tem, certamente. Até ao dia.

Não tinha pensado nessas falsas declarações, mas em sede de procedimento contraordenacional pode dar encaminhamento para o MP. E parece-me tudo menos coincidência que as três pessoas não tenham assinado no outro emissor e sejam as únicas com agentes.

Quanto ao Nelson Cunha, penso que isto (a perda da emissão local) foi já decidido na gestão dele, e com tantos casos e desta vez o nome dele tão visualmente exposto nesta deliberação e na responsabilidade, sendo ele o direto responsável por esta, não lhe restará grande hipótese que não sair da direção da Mega. Na do Conguito era um pouco forçoso, mas aqui? Para esquecer. Completamente para esquecer. Uma coisa é um problema com uma estrela que ocorre extra-radio, outra é uma situação deste gabarito - e isso mais a falta de eficácia nas audiências normalmente determina mudanças na direção de uma estação de rádio.

Uma coisa é certa: está aqui um molho de brócolos.

È so rir com a ERC e operadores.
O PS e demais partidos do arco do poder,  a ERC, grandes operadores são todos farinha do mesmo saco e todos sabem que os emissores locais apenas servem para retransmitir o sinal de Lisboa, sendo um eufemismo dizer que há emissão local, quando não passa de a mesma emissão com atraso de minutos, as mesmas vozes sentada na Capital.
Portugal é um país miserável, onde tudo é permitido em prol dos grandes grupos.
Era fechar todos os retransmissores locai sem emissão local, com estúdio e animadores da zona.
Anda por aqui um cristão sempre a malhar na Igreja Universal, com muito bla bla bla sobre a seita, mas uma coisa é certa, pelo menos a Record tem emissão local, com estúdios próprios no Porto, Lisboa, Leiria e Faro com gente dessas cidades e nesse aspecto a Igreja Católica tem muita aprender com a correção e verdade no mundo da rádio, pois a igreja catolica que prega a verdade, na rádio não passa de uma farsa com a Megahits. Já nem falo na RFM, o maior caso de corrupção legal atribuída pelo estado a uma organização religiosa na oferta de um alvará nacional de rádio.

Vou-lhe dar um desgosto, Zeca 2021: a emissão local da Record já não é local. É estilo M80 Valongo: o animador está sentado em Sintra a mandar locução para o Porto. A única coisa que se mantém local, até ver, é a muito parca informação local que existe ainda em 95.5. De facto antigamente era em direto e bem local. mas atualmente isso acabou.
« Última modificação: Novembro 03, 2022, 02:52:42 pm por Memorias da Radio »

estvmkt

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Re: Mega Hits
« Responder #1044 em: Novembro 03, 2022, 03:05:54 pm »
Mas Viseu indicam,na local,nos indicativos,nao Penalva do Castelo mas sim Viseu.
Pode dar raia?
E a Cidade Fm que nao anuncia frequências parceiras e que retransmitem emissão nacional? Nao ha indicativos de Montijo,Alcanena,Penacova,Gaia e Amares...
Por fim,na M80 quem faz local fazem nacional ao fim de semana.
Esta semana Paula Fialho na nacional,e mesmo tempo local.
Mas por norma sao 2 takes por horas nas locais.
Cortam o terceiro se calhar por os animadores fazerem 2 locais.
Anabela Gonçalves faz as de Bragança,Ana Carreira Viseu e Vila Real,O Gil Sabugal e a Paula Valongo e Manteigas.
Mas aqui tudo tudo distinto.
Creio que as de Bragança tinham noticias a uns anos atras.

estvmkt

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Re: Mega Hits
« Responder #1045 em: Novembro 03, 2022, 03:08:42 pm »
E havia a Paula a fazer 20-22 semana e fazer locais a essa hora.
Quando isso acontece por norma fica a local sem animação...
Ou só um take...
Reduzem ao maximo.

Memorias da Radio

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Re: Mega Hits
« Responder #1046 em: Novembro 03, 2022, 03:26:18 pm »
Mas Viseu indicam,na local,nos indicativos,nao Penalva do Castelo mas sim Viseu.
Pode dar raia?
E a Cidade Fm que nao anuncia frequências parceiras e que retransmitem emissão nacional? Nao ha indicativos de Montijo,Alcanena,Penacova,Gaia e Amares...
Por fim,na M80 quem faz local fazem nacional ao fim de semana.
Esta semana Paula Fialho na nacional,e mesmo tempo local.
Mas por norma sao 2 takes por horas nas locais.
Cortam o terceiro se calhar por os animadores fazerem 2 locais.
Anabela Gonçalves faz as de Bragança,Ana Carreira Viseu e Vila Real,O Gil Sabugal e a Paula Valongo e Manteigas.
Mas aqui tudo tudo distinto.
Creio que as de Bragança tinham noticias a uns anos atras.

Não só pode como vai dar raia. A argumentação para uma dessas é que seja “o distrito” e a ERC requer mesmo a localidade. Em deliberações anteriores já houve rádios criticadas por isso, embora só por si não tenha causado qualquer multa antes porque no quadro geral a rádio cumpria a emissão local.

Agora, com o novo critério de locução nacional / local não poder ter a mesma pessoa,  mais a excelente diversidade de “notícias” locais lidas da câmara municipal, e sem qualquer espaço informativo numa salvo erro generalista como a M80 Valongo (que tem que ter mínimo 3 blocos)… sim, vai dar problemas e dos giros.

A Cidade FM anuncia as frequências locais legalmente. Em Vale de Cambra às 20h por exemplo ouve-se “Cidade FM. Vale de Cambra, 101.0”. Esses nisso estão legais. Não sei qual o perfil do alvará nessas locais, se generalista se temática musical, para justificar ter informação ou não.

E obrigado pela info quanto a locutores em local / nacional - eu não ouço tanto a M80 que tenha apanhado isso até agora, por norma nunca tinha acontecido, mas se acontece… vai dar problemas também em princípio.

Enfim, tudo isto dá problemas e o melhor é quem dirige não aldrabar e fazer emissão local como deve ser. Na Mega como em qualquer outra.

« Última modificação: Novembro 03, 2022, 03:27:51 pm por Memorias da Radio »

Luis Carvalho

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Re: Mega Hits
« Responder #1047 em: Novembro 03, 2022, 04:06:55 pm »
Usando uma linguagem futebolística, a árbitra ERC mostrou dois cartões amarelos ao Sintra e o Rio Maior do clube Mega Hits. Ainda não é cartão vermelho, mas os jogadores têm de se portar bem nos próximos anos, caso contrário... E admoestação não significa "esquecer-se do que aconteceu".
Cumprimentos,
Luís Carvalho

Administrador do "Fórum da Rádio"

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Re: Mega Hits
« Responder #1048 em: Novembro 03, 2022, 04:24:30 pm »
Mas Viseu indicam,na local,nos indicativos,nao Penalva do Castelo mas sim Viseu.
Pode dar raia?
E a Cidade Fm que nao anuncia frequências parceiras e que retransmitem emissão nacional? Nao ha indicativos de Montijo,Alcanena,Penacova,Gaia e Amares...
Por fim,na M80 quem faz local fazem nacional ao fim de semana.
Esta semana Paula Fialho na nacional,e mesmo tempo local.
Mas por norma sao 2 takes por horas nas locais.
Cortam o terceiro se calhar por os animadores fazerem 2 locais.
Anabela Gonçalves faz as de Bragança,Ana Carreira Viseu e Vila Real,O Gil Sabugal e a Paula Valongo e Manteigas.
Mas aqui tudo tudo distinto.
Creio que as de Bragança tinham noticias a uns anos atras.

Não só pode como vai dar raia. A argumentação para uma dessas é que seja “o distrito” e a ERC requer mesmo a localidade. Em deliberações anteriores já houve rádios criticadas por isso, embora só por si não tenha causado qualquer multa antes porque no quadro geral a rádio cumpria a emissão local.

Agora, com o novo critério de locução nacional / local não poder ter a mesma pessoa,  mais a excelente diversidade de “notícias” locais lidas da câmara municipal, e sem qualquer espaço informativo numa salvo erro generalista como a M80 Valongo (que tem que ter mínimo 3 blocos)… sim, vai dar problemas e dos giros.

A Cidade FM anuncia as frequências locais legalmente. Em Vale de Cambra às 20h por exemplo ouve-se “Cidade FM. Vale de Cambra, 101.0”. Esses nisso estão legais. Não sei qual o perfil do alvará nessas locais, se generalista se temática musical, para justificar ter informação ou não.

E obrigado pela info quanto a locutores em local / nacional - eu não ouço tanto a M80 que tenha apanhado isso até agora, por norma nunca tinha acontecido, mas se acontece… vai dar problemas também em princípio.

Enfim, tudo isto dá problemas e o melhor é quem dirige não aldrabar e fazer emissão local como deve ser. Na Mega como em qualquer outra.
Todas as frequências locais da MCR são temáticas musicais. Sobre noticiários locais em temáticas musicais, creio que é a ERC que decide quantos o operador deve fazer. A Lei da Rádio só determina 3 por dia em frequências temáticas informativas e em generalistas.

pdnf

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Re: Mega Hits
« Responder #1049 em: Novembro 03, 2022, 04:42:51 pm »
Anda por aqui um cristão sempre a malhar na Igreja Universal, com muito bla bla bla sobre a seita, mas uma coisa é certa, pelo menos a Record tem emissão local, com estúdios próprios no Porto, Lisboa, Leiria e Faro com gente dessas cidades e nesse aspecto a Igreja Católica tem muita aprender com a correção e verdade no mundo da rádio, pois a igreja catolica que prega a verdade, na rádio não passa de uma farsa com a Megahits.

Até lhe dei razão quanto ao espírito da lei Zeca. Até posso discordar que impeçam os grupos de crescerem, não obstante, lei como está deveria ser cumprida e não o é. Quanto à Record, a confirmar-se o que o Memórias disse, e acredito que seja verdade, estamos conversados, é tudo farinha do mesmo saco. A questão para mim principal é que urge haver espaço para novos projetos de âmbito nacional e projetos verdadeiramente fortes de âmbito local, que não sejam o amadorismo que temos agora. Com DAB ou sem DAB, com FM ou sem FM...


Jeez, eu já escrevo que me desunho e fico a pensar nisso e depois ainda há quem me bata… já não me sinto tão mal lol

Por partes e em passo rápido face a este post teu, pdnf:

- A M80 Valongo não está legal, não. Nem essa, nem nenhuma das Cidades com emissão local. Não no espírito de emissão no distrito, o problema não é a emissão no mesmo distrito nem o projeto aprovado: o problema é usarem os mesmos locutores da emissão nacional. Em Vale de Cambra, estava o João Costa e Silva, que também faz emissão na nacional. A lei é clara: os recursos afetos ao operador têm que ser afetos *aquele* operador.

A de Valongo é a Silvia Mendes ou a Paula Fialho a fazer a emissão local a partir de Lisboa e aí a coisa fatia mais fino, porque por norma nenhuma das duas faz nacionais. O que tem que passar a acontecer aqui é simples: locutor de local tem que fazer sempre local, locutor de associação tem que fazer sempre de associação. Ponto final parágrafo. O espírito todo desta deliberação da ERC e a lógica de afetação de recursos da Lei da Rádio assim o determina, por muito coxa que esta esteja - e a ERC reconhece-o.

O problema em si não é diferente da Branca Ferreira que fazia notícias há 20 anos na Capital de Lisboa e em todas as emissões locais, é exatamente igual e com exatamente a mesma solução. A ERC está só a ser coerente consigo mesma e com a sua antecessora, a AACS.

Quanto à Nova Era, acredito que a situação venha a ser sanada a muito breve, se ainda não impendeu qualquer queixa contra a estação.

- Não comento quanto ao espírito de partilha de produção porque falta material para análise suficiente, dependerá de futuras deliberações.

- Discordo no espírito da dita bomba, que para mim é muito significativa e queiramos ou não, é a primeira vez em Portugal. Discordo igualmente na ideia de que só os dois operadores locais levarão a multa, uma vez que ela não tem qualquer respaldo com base às últimas deliberações da ERC: sempre que houve uma convicção, e ela não foi negada pelos operadores como esta não foi aqui, ela foi levada até ao fim e rebatida sempre.

Há um problema similar a acontecer com a Rádio Vale do Minho e a ERC está a levar a sua taça até ao fim, naquele caso ainda mais forte, porque despachou produção de prova de eventual falsificação de gravação para o próprio Ministério Público (!). Além disso, como caso representativo no setor, e na toada de moralização que vem fazendo, a ERC quererá que a coisa seja exemplar, mesmo que com uma multa pela margem mínima. Não há histórico algum aliás, em anteriores PCOs, que a ERC tenha sido subitamente complacente, meta advogado ou não meta.

Diria aliás que a Rádio Renascenca Lda meter advogado logo à cabeça é sinal de quão grave foi a situação, que nem o representante da estação fala logo sem advogado como na esmagadora maioria das outras situações anteriores que a ERC fiscalizou. E nota se igualmente a diferença do escritório de advogados a trabalhar, porque a ERC vai relevar a questão da Covid aos dois operadores não se sabe ainda bem de que forma. E das duas uma: ou dá a esses dois em admoestação e a rede principal leva a palma, ou a base principal leva uma palma acima da média e para relevar, os dois operadores locais levam uma mais baixa. Isto parece-me muito claro, porque a esta escala a ERC nunca brincou e muito menos agora.

- Que tenhas sabido, pdnf, que isso estava assim, é apenas sinónimo de falares bastante e teres ligações boas qb dentro do Grupo para te confidenciarem uma dessas. Mas dado que a notificação foi em Janeiro de 2022, contarem-te algo em Agosto não configura exatamente um exercício de privilégio outro que não o de teres sabido algo, muitos meses depois, que estava para rebentar em breve. Configura simplesmente o comentar sobre a espuma dos dias.

E digo já, se esse é o espírito que paira na Mega Hits (too big to fail), então bem se podem preparar. A Capital há 20 anos também achava a mesma coisa frente ao Regulador, era detida pelo Montez todo-poderoso vindo da Comercial, tinha múltiplos emissores e depois perdeu tudo exceto os dois que detinha em cadeia *e porque* alguém decidiu salvar esses dois e dizer que estavam em associação, quando sempre soubemos que os 102.7, produção, zero. Com a lei não se brinca, e o problema é que se andou justamente a brincar demais.

Por sorte da Mega, está infração não configura a perda de alvará exceto se houver reincidência; mas é uma séria mancha, por tão recente, na renovação de alvarás para 2024 e em toda a rede da Mega. Pode contar, ou pode não contar. Está na mão do regulador agora e depende para que lado for. Mas atendendo ao espírito das últimas deliberações eu não contaria com facilidades.

- Posso confirmar que em Braga não são testas de ferro, a gestão é mesmo local possivelmente pela maneira de trabalhar essa frequência. Recordo que foi esta mesma gestão a decidir desvincular-se do Rádio Clube Português ainda salvo erro em 2009 e ingressar no projeto Mega Hits. Eles mandam - e eles decidem a quem se querem ligar. E com tudo isto só não saem porque a Mega em Braga tem a audiência que tem, certamente. Até ao dia.

Não tinha pensado nessas falsas declarações, mas em sede de procedimento contraordenacional pode dar encaminhamento para o MP. E parece-me tudo menos coincidência que as três pessoas não tenham assinado no outro emissor e sejam as únicas com agentes.

Quanto ao Nelson Cunha, penso que isto (a perda da emissão local) foi já decidido na gestão dele, e com tantos casos e desta vez o nome dele tão visualmente exposto nesta deliberação e na responsabilidade, sendo ele o direto responsável por esta, não lhe restará grande hipótese que não sair da direção da Mega. Na do Conguito era um pouco forçoso, mas aqui? Para esquecer. Completamente para esquecer. Uma coisa é um problema com uma estrela que ocorre extra-radio, outra é uma situação deste gabarito - e isso mais a falta de eficácia nas audiências normalmente determina mudanças na direção de uma estação de rádio.

Uma coisa é certa: está aqui um molho de brócolos.

È so rir com a ERC e operadores.
O PS e demais partidos do arco do poder,  a ERC, grandes operadores são todos farinha do mesmo saco e todos sabem que os emissores locais apenas servem para retransmitir o sinal de Lisboa, sendo um eufemismo dizer que há emissão local, quando não passa de a mesma emissão com atraso de minutos, as mesmas vozes sentada na Capital.
Portugal é um país miserável, onde tudo é permitido em prol dos grandes grupos.
Era fechar todos os retransmissores locai sem emissão local, com estúdio e animadores da zona.
Anda por aqui um cristão sempre a malhar na Igreja Universal, com muito bla bla bla sobre a seita, mas uma coisa é certa, pelo menos a Record tem emissão local, com estúdios próprios no Porto, Lisboa, Leiria e Faro com gente dessas cidades e nesse aspecto a Igreja Católica tem muita aprender com a correção e verdade no mundo da rádio, pois a igreja catolica que prega a verdade, na rádio não passa de uma farsa com a Megahits. Já nem falo na RFM, o maior caso de corrupção legal atribuída pelo estado a uma organização religiosa na oferta de um alvará nacional de rádio.

Vou-lhe dar um desgosto, Zeca 2021: a emissão local da Record já não é local. É estilo M80 Valongo: o animador está sentado em Sintra a mandar locução para o Porto. A única coisa que se mantém local, até ver, é a muito parca informação local que existe ainda em 95.5. De facto antigamente era em direto e bem local. mas atualmente isso acabou.


Memórias, eu escrevo muito e rápido, tenho essa facilidade.

A Lei da Rádio não menciona em nenhum artigo que um recurso humano só pode estar afeto a um operador, nem tampouco esta deliberação o menciona, bem pelo contrário, abre espaço a isso, embora não o deseje. Até sublinhei as passagens no post anterior. Quem faz emissão nacional pode estar a fazer emissão local, com takes diferenciados ao mesmo tempo. Um bom advogado desmonta esse argumento em pouco tempo: pode ser pouco profissional, mas a própria lei não exige emissões em direto, logo, claro que sim. Na nacional, takes em direto, em Sintra e Rio Maior, gravados. No limite dos limites, o locutor A pode ser contratado a 80% pela Rádio Renascença Lda, 10% pela Rádio Maior e 10% pela de Sintra, podendo usar este raciocínio com qualquer uma das rádios da Bauer, não fossem elas ter sido todas incorporadas por fusão, como recentemente demonstrei. O Código do Trabalho não proíbe contratos a tempo parcial, é pior apenas em termos de cálculo de tempos de descontos para efeitos de acesso a prestações sociais ou aposentação.  Finalmente, lembro que a Lei da Rádio está diferente de há 20 anos, e mesmo no caso dos jornalistas, podem fazer emissão em mais do que uma estação (até na RDP isso acontece entre as 3 antenas).

A Nova Era sim, está ilegal, tal como Sintra está (?) e Rio Maior já não. Se o Montez não resolver o problema, pode sim, ficar complicado.

A questão da partilha de produção, essa sim, está na Lei, e aí sim, há incumprimento, embora, seja um conceito tão lato, que fique difícil aplicar qualquer penalidade pela não existência de.

Como referiste e bem, tens o caso da Inês Negra (Vale do Minho). Não é a primeira deliberação do género, mas há uma diferença de montra, como admitiste: o poder dos advogados. É difícil, para não dizer impossível, ser-se forte com os fortes, já com os fracos, destes não reza a história. Não esquecer a esfera de influência que a Igreja ainda tem no Estado. Portanto, não me acredito que daqui vá sair um mega processo que leve a perda de alvarás, ou coisa que o valha.

Eu soube sim, não te disse que a fonte foi do grupo! Nem da ERC! O país é q.b. pequeno. Não te disse sequer que foi um privilégio. Agora, foi efetivamente em agosto, após a notificação para audiência dos interessados, que ocorreu na segunda quinzena de julho (podes verificar na decisão), que se meteu pés ao caminho para resolver a coisa, pelo menos no que respeita a Rio Maior, Sintra estava a essa data tudo igual precisamente por não ser possível desdobrar emissões em mais do que duas. Mas posso-te dizer que tanto quanto apurei, só aí é que a coisa desceu na hierarquia, até lá, ficou tudo muito "tapado". Desconfio mesmo, aqui uso a palavra para frisar que sem certeza, que as declarações foram assinadas pelos animadores sem terem exata noção do porquê de o estarem a fazer. Atenção, é normal que malta nova, e até mais velha, assine muitas vezes coisas...porque sim, porque é preciso. E sim, estou convencido, que, infelizmente para os visados, vai dar aso a instrução de processo no Ministério Público, no âmbito do PCO, porque isto vai ter de parecer tudo muito correto, para no fim parir um rato. Embora, tal como no PCO, vá acabar por ser arquivado ou a ter uma coima mínima, até porque os advogados hão de fazer o trabalho deles, como tão bem sabem.

Em suma, não me acredito (mais uma vez, bom entendedor) que vá existir perda de alvarás, principalmente em Rio Maior, em que a situação foi corrigida, sejamos sinceros, é facilmente perceptível, que após uma conversinha com a ERC em off, para em setembro lançarem a bomba, com ela já corrigida. 88.0 - Sintra , tenho curiosidade de saber, pela malta do Sul, como está a emissão face a 92,4 - Lisboa, mas também já me ocorreu que pode não existir interesse em manter esse emissor e que por isso não tenham sido lestos a resolver a questão, ou exista mesmo uma incompatibilidade técnica que ainda não tenha sido passível de resolver. Agora, as coisas vão-se mexer, mas ficará sempre por diferenças em alguns takes, não vai passar disso. Mas continuo a acreditar que vai mesmo ocorrer mudança da Lei.

Uma coisa é certa, entre multas e advogados pagos a peso de ouro, quanto não teria ficado mais barato terem feito as coisas by the book? Apesar de serem to big to fail, porque são, têm o respaldo da Santa Madre Igreja, é má gestão de recursos. Há responsabilidade do conselho de gerência, mas concordo, a direção de programas, aka, Nelson Cunha, sai absolutamente chamuscado desta fotografia. Segura-lo no cargo, é quase uma birra como fez o António Costa com Eduardo Cabrita. Simplesmente, há uma sucessão de situações que fazem com que fique impossível continuar.

Finalmente, referi-me a Braga como testa de ferro, porque efetivamente é um aluguer e independente, de facto escolhi mal as palavras. Mas o que queria dizer é que, alguém no seu perfeito juízo acha que o operador não sabia desta ilegalidade? Acho, sinceramente, difícil. Neste momento, se tirarem a Mega de 92.9 é um erro, porque a Observador ou a Record, os outros projetos que vejo como viáveis na frequência, não serão tão lucrativos. Mais a mais, com o risco de Gondomar e Aveiro se perder, por ser uma rádio de segmento de público, que na verdade é temática musical, tem de existir um backup para assegurar, ainda que de forma deficitária a escuta no Grande Porto, e 92,9 consegue fazê-lo. Mas sim, se continuar a queimar...admito, há esse risco. Sem os emissores do Norte, a Mega tornar-se-ia uma ilha no eixo Coimbra-Viseu e Lisboa. Por isso mesmo, esqueçam, não vai acontecer... mais depressa se muda a Lei da Rádio do que cai a Mega. Aqui a ERC "está a lutar", se é que está, e não a fazer um teatrinho para responder a esta denúncia, com um gigante talvez maior do que ela.

A Cidade FM anuncia as frequências locais legalmente. Em Vale de Cambra às 20h por exemplo ouve-se “Cidade FM. Vale de Cambra, 101.0”. Esses nisso estão legais. Não sei qual o perfil do alvará nessas locais, se generalista se temática musical, para justificar ter informação ou não.


Mas no topo de hora, em emissão nacional é sempre "Lisboa 91.6". Fica a faltar, Gaia, Penacova, Alcanena, Amares e Montijo, que durante 365 dias por ano não têm direito a anúncio de frequência. Já agora, diga-se que as duas estações que canibalizam o grosso de audiência, RFM e Comercial (exceção para a RFM no Verão) nem frequências anunciam, assim como penso que a Antena 3, onde não me recordo de ouvir, o que constitui incumprimento da Lei. Nas antenas públicas, principalmente na 2, mas também na 1, há défices nessas obrigações, como ficou patente aqui recentemente. Na realidade, com a tecnologia atual, é pouco relevante, embora, seja defensor que tal prática deva continuar a existir.

Usando uma linguagem futebolística, a árbitra ERC mostrou dois cartões amarelos ao Sintra e o Rio Maior do clube Mega Hits. Ainda não é cartão vermelho, mas os jogadores têm de se portar bem nos próximos anos, caso contrário... E admoestação não significa "esquecer-se do que aconteceu".

Eu diria que vai ser um amarelinho, e só vai ser mesmo ao Sintra e ao Rio Maior. Tal como vai mostrar ao Gondomar e ao Aveiro, pela questão do segmento de público, numa associação temática musical. Mas até 2024 a ficha limpa... ou muda-se as regras.

« Última modificação: Novembro 03, 2022, 04:44:53 pm por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.