Era interessante ver ser dada oportunidade à Catarina Silva das noites. A rapariga está a crescer a “ouvidos vistos”
Ora bem, começando pelo fim, parece-me mesmo que anda a passar um qualquer vírus pelas rádios jovens em que quanto melhor és, pior o horário que te atribuem. No caso da Cidade, eu nem teria procurado muito, era desde logo uma solução à la RFM e por a equipa do Toque nas manhãs, o programa está com uma dinâmica muito interessante, eu que simplesmente não o conseguia ouvir nos inícios. Mantendo as tardes, por favor, ainda têm um fim de semana para pensar e coloquem a Silva a fazer as manhãs com o Hélder. A Moreira assegura o horário das 11h e a Delgado as noites. Não tenham medo da aposta no outro lado na rapariga de Campalgés, não faz dano na audiência a norte. Nem vai ser a Moreira que vai salvar Braga/Guimarães, os 104.4 precisam de apoio para conseguir bater os 92.9.
Teria lugar de caras nas Manhãs da Nova Era até para regressar para perto da família, agora era ver se aceitaria o que lhe poderiam oferecer...
Quando há 1 ano e meio aconteceu a novela, esse cenário esteve muito, muito próximo de acontecer. O marido até se indignou com a Cidade nas redes sociais. Está visto, portanto, que devem ter engolido um sapo para a irem buscar de volta. Entretanto, o projeto da "academia Laura" deve ter falhado em toda a linha. É pena, porque era uma excelente forma de ir buscar talentos que não aqueles pseudo influenciadores.
A morte não foi com as vizinhas. A morte foi sim quando a puseram um dos três nomes maiores das jovens a fazer locais. Isso sim, foi uma asneira. Está visto que ser mulher na rádio em Portugal é muito, muito difícil. Ou vendes cremes de 100€ para cima, óculos Prada, malas da Gucci, casacos da Dior e sapatos da Channel, andas vestida com pouca roupa muito cara... ou então nada feito. Se preferem rádios que sejam rampas de lançamento para estrelas da TV, boa sorte, prego a fundo no acelerador!
Quanto a rádios que por aí andam moribundas, só digo que com mão-de-obra relativamente barata, tinham muito material para se renovarem. Não o fazem, porque não querem.