Esta tarde, num zapping radiofónico, ouvi a Antena 3 durante cerca de 60 minutos, das 15:10 à s 16:10. Também piquei alguns perÃodos nos últimos dias.
O boletim informativo das 16h foi do mais mal organizado que eu já vi. Quatro minutos e meio de boletim, sendo que quatro deles foram exclusivamente COVID-19 + vacinas, e trinta segundos para jogos de futebol que ocorriam e iam ocorrer. Internacional? Sociedade? Cultura? Zero. Não informou, desinformou.
O LuÃs Oliveira estava com uma vibração invulgar, presumo que por ser Sexta à tarde, pareceu mais dinâmico que nos outros quatro dias da semana.
A Isilda Sanches, por seu turno, está... apagada. E conseguiu o mais difÃcil: promove o Aleixo Amigo, vai para break, volta de break e esquece-se... do tema do Aleixo Amigo, ficou a patinar uns momentos, como se estivesse a dormir... Foi giro de ouvir (isso e uma entrada em falso da música numa subida de via).
A música? Está o caos. Eu não sei para onde é que a 3 quer ir com estas escolhas (sendo que, reforço, só ouvi painel da Isilda e eu não sei se há variação significativa face às manhãs), mas... Salvador Sobral com um tema que cai em cheio no que se faria na A1/A2, puro piano, antecedido de um eletrónico do mais alternativo sem contexto, mais umas duas músicas numa onda mais urbana/ritmos... que é isto?
Parece que têm de promover x artista e têm, e vai daÃ, cola com cuspo e o que houver passa, se não for bom não interessa. Continuidade na seleção musical, pelo menos quando ouvi, foi nula. A Antena 3 não era assim nem em 2009, quando comecei a ouvir, nem em 2016 e até 2019 quando era a Alternativa Pop... havia sempre uma harmonia, uma lógica desafiante, uma coisa para nos meter fora da caixa. Isto é... meter música aos molhos.