Vão-me desculpar ser longo, mas estive muito tempo ausente do fórum, ficaram umas páginas por ler, e há coisas que me merecem o meu comentário.
Cá vai...
Ana Fernandes Silva da R na Antena1...
É essa Ana?
Ouvi-a há instantes no PD da Antena 1.
É. Não tinha visto esta publicação, por isso é que pus aqui semana passada. Mas sim, confirmo que é mesmo a Ana. Foi uma boa aquisição, e que pode ajudar até com a edição de noticiários a partir do Porto, coisa que já fazia, muito bem, na RR.
Pergunto eu, que mal têm as atuais imagens e cores da Antena 1, 2 e 3, cujos estúdios e sítios na internet foram recentemente mudados?
Bolas! eu até gosto muito do que está e não estou disposto a que os meus impostos vão para mais uma mudança estúpida e cara, que implica até mudar as esponjas dos microfones para não mencionar a estética dos estúdios... depois, claro que não há dinheiro para os testes DAB+ nem para melhores investimentos na atual rede FM...
Andei à procura no Base, deve ter sido trabalho interno, não encontrei nada no último ano.
Em todo o caso, os custos de uma mudança de imagem não têm nada que ver com os da instalação de um único centro emissor.
Acabei, isso sim, por perceber que, no último ano, a RTP mudou equipamentos em dois centros emissores, Encumeada, na Madeira, agora mais recentemente, mas no final do ano de 2025, houve mudanças em todos os equipamentos... em Montejunto! Raio de azar, havia de ser o único emissor a cair nos temporais, três meses depois.
Mexer na marca para quê, está consolidada, vão sempre arranjar problemas onde os não há, mais valia irem contratar pessoas, como jornalistas, que fazem imensa falta nas várias rádios do grupo.
Idem, é um custo pontual, versus um custo permanente. De resto, apesar de tudo, como se vê acima, ainda vão existindo algumas, certamente muito menos que as necessárias, entradas na redação. E, falta saber se não serão recibos-verdes.
Nesse caso não vem mal nenhum ao mundo. Muito pior seria se mudassem para RTP Rádio 1 ou algo deste género.
A grande questão é as prioridades que esta administração tem. Há coisas muito mais importantes a tratar do que isto.
Mais ao menos. Continuo a achar que a menção à RTP vai ficar sempre associada à TV, a qual eu, e basta ir às redes, pelo menos no LI, para se perceber que a reputação da RTP TV anda pelas ruas da amargura, já a da rádio, longe disso, não é o caso. É, a meu ver, associar uma marca mais fraca, a uma marca histórica e consolidada. Além disso, tudo junto, soa a Instituto Público… Numa rádio ““jovem”” ou fresca, como a Antena 3, é totalmente contraproducente.

O mais absurdo é que, em TV, agora mal se distinguem os microfones. E aí, talvez, até pudessem existir sinergias na recolha de áudio.
Muito sinceramente aprecio mais estas mudanças, ainda que não veja muito a lógica de gastarem dinheiro nisto, quando existem problemas bem maiores no grupo, que as da R.
É mais o princípio, não tanto o valor, que deve ter sido irrisório. Como escrevi acima, não se encontra nada no base, deve ter sido serviço interno.
Entretanto, parece que saiu um artigo/tomada de posição por parte dos jornalistas da RTP - Rádio na edição de hoje (26/3) da revista "Visão" alusivo ao assunto...
Alinhado a 300% com este artigo do Conselho de Redação. As preocupações enumeradas são absolutamente corretas.
Eles deviam era estar preocupados porque é que o serviço público, mormente o da rádio não tem as audiências que as congéneres europeias têm.
Ou preocuparem-se por ter uma Provedora que ataca abertamente o desporto na Rádio Pública.
Certo, porque é o Conselho de Redação que nomeia a Provedora ou que tem culpa de algumas más decisões editoriais, ou, no limite, que afeta uma verba residual da CAV para a rádio, enquanto a TV enche chouriços tem meios quase infinitos, se comparados ao minusuculo orçamento da rádio.
Façam um desafio aos políticos: permitam aos portugueses consignae a CAV, ou para a TV, ou para a rádio. Se calhar, vão ter uma surpresa...
Não estamos em França, nem na Inglaterra e muito menos em Espanha, isto é Portugal e aqui não é assim. Já aqui disse uma vez, que já ouvi várias vezes, coisas parecidas com esta de gente que foi a Espanha, "raios que tanto têm os espanhóis para falar, é uma canseira, não se consegue ouvir uma música", referindo-se à rádio, portanto a coisa por cá não me parece que vá mudar tão depressa .
Isso é verdade. Por isso é que digo muitas vezes ao Atento que, uma coisa é a 1, outra coisa é a 3. Uma 3 bem feita, tem de subir nas audiências, uma 1 à imagem daquilo que acho que deve ser uma rádio de serviço público, rádio de palavra, provavelmente perderia, numa fase inicial, ou, pelo menos, não cresceria no imediato, a ponto de liderar. E, confesso, não é algo que me preocupe, o produto tem é de ser de excelência e de qualidade. Em Espanha, far-me-ia soar campainhas, aqui não.
Há um grande problema em Portugal: as pessoas associam a informação com credibilidade à TV. É lá que vão procurar aquilo de que necessitam saber, em jornais de 1h, e horas a fio de comentário, que estariam muito melhor em rádio do que em TV. Em Portugal, as deslocações não são longas, pelo que é mais convidativo ouvir música na viagem de carro. Digo isto muitas vezes, a propósito do erro colossal que é ter a Prova Oral às 19h na Antena 3. E porque é que é um problema? Porque, além da associação que informação e palavra é na TV, não há sequer a cultura de as pessoas terem rádio ou o ligarem em casa. Uma rádio que tenha objetivo de fazer diferente terá de perceber que tem de começar por mudar de hábitos. Os espanhóis mais depressa ligam um rádio ao chegar a casa, do que uma TV. Programas como o Bom Dia Portugal, de manhã, em horário nobre, são concorrentes diretos da rádio. Canais como a RTP Notícias, são uma ameaça a uma Antena 1 pujante em informação.
Para a rádio, sobra a música e a “conversa da treta” que existe na RFM e na COMRCIAL. Atenção, é importante que também existam, não tenhamos ilusões que vamos agarrar todo o público com o formato Antena 1, TSF, OBSRVDOR e mesmo RR. Agora, elas estão a cumprir bem, mal andam as demais, a querer imitá-las ou, pelo menos, a disputar algum terreno com elas.
Atento, 02/08/2025:
Nogueira, Oliveira &afins serão uma simples nota de rodapé no panorama mediático de raquitismo evidente...
Atento, 06/04/2025:
Tiago Ribeiro, Teresa Oliveira, Frederico Moreno e algumas estrelas da RTP tv (para alguns enlatados) são as pessoas certas para assumir um Programa da Manhã da Antena1, com credibilidade e recuperação de audiências...
É que nem tempo para nascer uma criança deu, para que o Atento alterasse de tal forma o seu pensamento. Devo dizer que li isto no telemóvel esta tarde, e desatei-me a rir sozinho, a ponto de me perguntarem de estava tolinho, de me rir a olhar para o telemóvel.
Mas fico contente, pela minha parte, concordo com as suas declarações de hoje, acho que têm andamento para o fazer, perfeitamente. Mal me comecei a interessar por rádio, rapidamente percebi que, da minha geração, as duas melhores vozes femininas, são a léguas de todas as outras, as que estão agora no serviço público, o que, francamente, como defensor acérrimo do mesmo, e considerando o “panorama de [quase] raquitismo evidente” [

] a que considero que alguém no grupo R/COM quer votar a RR, me deixa particularmente contente.
Mais novidades trazidas por Nicolau Santos
https://eco.sapo.pt/2026/04/01/temos-de-olhar-para-a-radio-como-algo-que-se-esta-a-renovar-defende-nicolau-santos/
“E aproveito para dizer que hoje em dia a rádio, a rádio pública, está não só a lançar e a operar com inúmeros podcasts, o que é o novo meio de comunicação da rádio, como futuramente estaremos presentes num consórcio europeu, que tem a ver com a instalação de rádios nos carros, em que deixará de haver botões, mas as estações que estiverem lá presentes são aquelas que serão ouvidas”, salientou o gestor.Pergunta honesta: o Nicolau Santos percebe mesmo alguma coisa de rádio, ou o seu nível de conhecimento está ao nível do meu sobre lagares de azeite? É que, a menos que como o artigo foi publicado a 01/04, estejamos a falar de uma partida, é para mim mais ao menos evidente que lhe estão a tentar impingir que pendure todo o conteúdo das rádios da RTP em quatro fornecedores de serviço de internet, em detrimento da plataforma própria que é a FM ou o DAB+. Além disso, alguém que diga a este Senhor que rádio, faz-se, fundamental e principalmente no direto, não em podcasts gravados. É estranho parecer que percebo mais eu de Comunicação, tendo um curso de Economia, do que um Jornalista. Normalmente, queixam-se de Economistas e Gestores ocuparem lugares de gestão em empresas de especialidade, mas no caso dos media portugueses, sempre que vejo um jornalista a ter poder de decisão, penso que lá vem coisa…