Autor Tópico: RTP Antena 1  (Lida 1173076 vezes)

gomarquesradio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8730 em: Março 24, 2026, 07:46:03 pm »

radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8731 em: Março 24, 2026, 07:58:24 pm »
Afinal parece que as cores das 3 Antenas vão manter-se iguais.
Pode ter sido uma mudança de última hora no entanto dou a mão à palmatória e peço desculpa pela informação que se revelou errada. Posso dizer que ouvi essa informação da boca da Provedora do Ouvinte na última quarta-feira por volta das 11h20 no programa Consulta Pública.
« Última modificação: Março 24, 2026, 08:01:18 pm por radiokilledtheMTVstar »

gomarquesradio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8732 em: Março 24, 2026, 08:03:42 pm »
Afinal parece que as cores das 3 Antenas vão manter-se iguais.
Pode ter sido uma mudança de última hora no entanto dou a mão à palmatória e peço desculpa pela informação que se revelou errada. Posso dizer que ouvi essa informação da boca da Provedora do Ouvinte na última quarta-feira por volta das 11h20 no programa Consulta Pública.
nao deve ser muito longe disto. No fundo o Azul passará a ser a cor dominante em fundos de logo, cor de estúdio e grafismos, adiciona se o nome da radio na cor de cada uma e está montada a imagem.

Memorias da Radio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8733 em: Março 26, 2026, 01:20:14 pm »
Ate pensei, que tal como aconteceu  com a Renascença,  já houvesse meia de paginas para analizar esta nva imagem gráfica das Antenas.
Mas não,  o espirito crítico( de alguns, tão  apurado)esgou se e extinguiu  se.

Pronto é  a vida...
Eu digo o que disse no tópico da R, pouco me importa, o conteúdo é  o mais importante.

Sabe porque é que ninguém disse nada? Porque esta imagem é coerente e responsável. A Renascença não.

Nos últimos 20 ou 30 anos, sempre que a imagem das rádios da RTP/RDP mudou, foi sempre transversalmente coerente com o que quer que tivesse sido a mudança noutros locais do grupo. É gerida de forma corporativa e mudada com responsabilidade e atenção à identidade. Por isso ninguém se chateia.

A Renascença quebrou essa lógica de continuidade e foi para algo que não é, mas tenta desesperadamente ser, e foi chacinada e com toda a razão. Uma imagem disruptiva, pouco agradável, demasiado moderna e sem atenção aos marcadores que estavam lá atrás, mas sobretudo sem mudar o que está mal hoje na emissão, e portanto tremendamente irresponsável nesse processo.

É a diferença entre ter ou não responsabilidade e assumir a história. Não é para todos.
« Última modificação: Março 26, 2026, 01:21:59 pm por Memorias da Radio »

gomarquesradio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8734 em: Março 26, 2026, 03:18:24 pm »
Mudanças a ocorrer a partir de agora nas redes sociais.

gomarquesradio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8735 em: Março 26, 2026, 03:58:53 pm »
Redes sociais já com os logos alterados totalmente.

Julio Carvalho

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8736 em: Março 26, 2026, 05:28:31 pm »
Caro Memorias , gostou do novo logo das 1, nao gostou do da R, pelas válidas razões  que expõs.

Mas o da R para mim é uma cópia chapada da COPE, a tal que já tem este símbolo há 30 e tal anos, segundo o Atento.

Mas ainda bem que deu a sua opinião.
É para isso,   que aqui escrevemos

tuscano332

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8737 em: Março 26, 2026, 06:04:02 pm »
Muito sinceramente aprecio mais estas mudanças, ainda que não veja muito a lógica de gastarem dinheiro nisto, quando existem problemas bem maiores no grupo, que as da R.

Radiofilo

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8738 em: Março 26, 2026, 10:45:32 pm »
Muito honestamente, questiono a pertinência desta mudança meramente estética. Qual o motivo? Qual a necessidade?

Para além de todo o trabalho e dinheiro que se irá dispender a mudar microfones, decorações de estúdios, etc..

Enfim, estamos num país onde se valoriza mais o aspecto em detrimento do conteúdo...

Entretanto, parece que saiu um artigo/tomada de posição por parte dos jornalistas da RTP - Rádio na edição de hoje (26/3) da revista "Visão" alusivo ao assunto...

"Chegamos com más notícias.
Não é incomum no nosso ramo, mas desta vez a notícia são os jornalistas. Da RTP mas, particularmente, da rádio pública. E somos muitas rádios públicas: Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP Internacional, RDP África.
Estes são os nomes pelos quais todos nos conhecem há décadas. São os nomes que se escutam nas frequências de um rádio velhinho ou que se leem nos ecrãs dos carros modernos. É como se vê no telemóvel, no computador, ou como se ouve dizer numa conversa qualquer.
No dia 30 de março, deixará de ser assim. No rádio vão ouvir "RTP Antena 1" (ou 2 ou 3, mas sempre com o mesmo prefácio). Os portugueses no estrangeiro vão ouvir "RTP Mundo" em vez de "RDP Internacional". A RDP África passa a ter o mesmo nome do canal de televisão: RTP África.
O nome "RTP" não só vem primeiro, como também vem em letras garrafais, para tornar os nomes das rádios numa espécie de rodapé.
A questão é mais simbólica do que semântica ou visual. Despem-nos, cada vez mais ao longo dos anos, e agora vêm vestir-nos com uma marca que se associa primeiro, e sobretudo, à televisão. Passamos a parecer bem vestidos, talvez mais apresentáveis e modernos, mas na prática continuaremos a ser uma manta de retalhos.
No dia 30 de março mudam-se também as "esponjas" dos microfones, que passarão a ser todas iguais, azuis, com o logótipo da RTP, e uma pequena barra ao fundo, impossível de distinguir a mais de um palmo de distância, a identificar cada uma das rádios ou canais de televisão. O azul "da televisão" substitui o vermelho, o roxo, o amarelo e o laranja das rádios.
Conhecemos os argumentos para a uniformização da marca. Internamente, explicam-nos que se deve à necessidade de todos perceberem que há uma só RTP, que é coesa e unida, e que junta é mais forte. Promover a marca. Fortalecer a marca. Uma espécie de mantra. Será inofensivo? Não acreditamos. É que ao mesmo tempo que nos dizem que é só um nome, uma esponja, uma imagem, etc., também nos vão dizendo que temos de nos "adaptar", "aproximar", já que "fundir" é palavra proibida, mas parece estar sempre debaixo da língua.
Dizem-nos que, nesta empresa, não há jornalistas da rádio. Há jornalistas da RTP. Recusamos que assim seja.
É que sabemos que somos jornalistas de rádio em momentos como o apagão de 28 de abril do ano passado. Sabemos que somos jornalistas de rádio quando os incêndios chegam, todos os verões, e se ligam os rádios a pilhas porque falta a eletricidade. Sabemos que somos jornalistas de rádio quando a tempestade Kristin destrói tudo, e as tempestades seguintes, e as que virão depois. Sabemos por que motivo um kit de emergência deve incluir um rádio a pilhas. Num incêndio, num terramoto, num temporal, numa catástrofe, sabemos que somos jornalistas de Rádio.
Sabemos que somos o meio mais resiliente de comunicação e sabemos, também, que temos o mundo aos nossos pés quando se lembram que somos precisos quando tudo o resto falha. Desdobram-se em elogios, em homenagens, faz-se uma grande festa porque a rádio não nos deixou mal. Mas a memória é quase tão curta como a manta.
O financiamento da RTP não beneficia a rádio e não lhe permite, demasiadas vezes, estar onde é precisa. Somos menos do que antes e continuaremos a diminuir de número no futuro, com mais saídas e muito menos entradas. Não podemos correr o risco de, em cima de tudo isto, permitirmos que se condicione mais o nosso trabalho.
Não sabemos se, sendo a partir de agora todos "jornalistas RTP", de microfone idêntico na mão, continuaremos a fazer o trabalho como até agora. Um segundo "jornalista RTP" tem direito a fazer uma segunda pergunta depois de um primeiro "jornalista RTP" fazer uma primeira?
Se "a RTP" aparece tantas vezes, dá-se razão àqueles que julgam que somos muitos, demasiados, a fazer o mesmo, à custa do "dinheiro dos contribuintes", como tantas vezes ouvimos. É propositado? É que não, não somos muitos, não somos demasiados, não fazemos todos o mesmo.
A explicação mais simples é que os canais de rádio e televisão não têm o mesmo auditório. Mas acrescentamos: a linguagem não é a mesma, os horários nobres não são os mesmos, o tempo e o prazo das notícias não é o mesmo.
Os "jornalistas RTP" - da rádio e televisão -, recusam-se, como ficou claro num plenário conjunto de jornalistas das duas redações, a "uniformizar-se" sem saber o que isso significa.
O novo grafismo, que é uma mudança de identidade, é um sintoma e um teste do que está para vir. Em 18 meses, em Lisboa, 130 de nós vão estar em simultâneo na "Casa das Notícias", um projeto das redações da televisão e multimédia, com novos estúdios e equipamentos, preparado para sinergias e outros mantras. Problema: o projeto até há bem pouco tempo não incluía a rádio. Porquê? A nossa convicção é que, pura e simplesmente, ninguém se lembrou de que também aqui estamos.
Desaparecemos… à vista de todos.
E não, a nós, jornalistas da rádio, ninguém nos perguntou nada. Sobre identidades gráficas ou casas de notícias. Bem sabemos que somos nós quem tem de fazer perguntas, mas desta vez é para reverter papéis: façam vocês, de nós, notícia.
Os membros eleitos do Conselho de Redação da Rádio
Alexandra Sofia Costa
Ana Isabel Costa
Camila Vidal
Cláudia Aguiar Rodrigues
Cláudia Martins
Gonçalo Costa Martins
João Couraceiro
Oriana Barcelos"

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8739 em: Março 26, 2026, 10:51:25 pm »
Muito honestamente, questiono a pertinência desta mudança meramente estética. Qual o motivo? Qual a necessidade?

Para além de todo o trabalho e dinheiro que se irá dispender a mudar microfones, decorações de estúdios, etc..

Enfim, estamos num país onde se valoriza mais o aspecto em detrimento do conteúdo...

Entretanto, parece que saiu um artigo/tomada de posição por parte dos jornalistas da RTP - Rádio na edição de hoje (26/3) da revista "Visão" alusivo ao assunto...

"Chegamos com más notícias.
Não é incomum no nosso ramo, mas desta vez a notícia são os jornalistas. Da RTP mas, particularmente, da rádio pública. E somos muitas rádios públicas: Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP Internacional, RDP África.
Estes são os nomes pelos quais todos nos conhecem há décadas. São os nomes que se escutam nas frequências de um rádio velhinho ou que se leem nos ecrãs dos carros modernos. É como se vê no telemóvel, no computador, ou como se ouve dizer numa conversa qualquer.
No dia 30 de março, deixará de ser assim. No rádio vão ouvir "RTP Antena 1" (ou 2 ou 3, mas sempre com o mesmo prefácio). Os portugueses no estrangeiro vão ouvir "RTP Mundo" em vez de "RDP Internacional". A RDP África passa a ter o mesmo nome do canal de televisão: RTP África.
O nome "RTP" não só vem primeiro, como também vem em letras garrafais, para tornar os nomes das rádios numa espécie de rodapé.
A questão é mais simbólica do que semântica ou visual. Despem-nos, cada vez mais ao longo dos anos, e agora vêm vestir-nos com uma marca que se associa primeiro, e sobretudo, à televisão. Passamos a parecer bem vestidos, talvez mais apresentáveis e modernos, mas na prática continuaremos a ser uma manta de retalhos.
No dia 30 de março mudam-se também as "esponjas" dos microfones, que passarão a ser todas iguais, azuis, com o logótipo da RTP, e uma pequena barra ao fundo, impossível de distinguir a mais de um palmo de distância, a identificar cada uma das rádios ou canais de televisão. O azul "da televisão" substitui o vermelho, o roxo, o amarelo e o laranja das rádios.
Conhecemos os argumentos para a uniformização da marca. Internamente, explicam-nos que se deve à necessidade de todos perceberem que há uma só RTP, que é coesa e unida, e que junta é mais forte. Promover a marca. Fortalecer a marca. Uma espécie de mantra. Será inofensivo? Não acreditamos. É que ao mesmo tempo que nos dizem que é só um nome, uma esponja, uma imagem, etc., também nos vão dizendo que temos de nos "adaptar", "aproximar", já que "fundir" é palavra proibida, mas parece estar sempre debaixo da língua.
Dizem-nos que, nesta empresa, não há jornalistas da rádio. Há jornalistas da RTP. Recusamos que assim seja.
É que sabemos que somos jornalistas de rádio em momentos como o apagão de 28 de abril do ano passado. Sabemos que somos jornalistas de rádio quando os incêndios chegam, todos os verões, e se ligam os rádios a pilhas porque falta a eletricidade. Sabemos que somos jornalistas de rádio quando a tempestade Kristin destrói tudo, e as tempestades seguintes, e as que virão depois. Sabemos por que motivo um kit de emergência deve incluir um rádio a pilhas. Num incêndio, num terramoto, num temporal, numa catástrofe, sabemos que somos jornalistas de Rádio.
Sabemos que somos o meio mais resiliente de comunicação e sabemos, também, que temos o mundo aos nossos pés quando se lembram que somos precisos quando tudo o resto falha. Desdobram-se em elogios, em homenagens, faz-se uma grande festa porque a rádio não nos deixou mal. Mas a memória é quase tão curta como a manta.
O financiamento da RTP não beneficia a rádio e não lhe permite, demasiadas vezes, estar onde é precisa. Somos menos do que antes e continuaremos a diminuir de número no futuro, com mais saídas e muito menos entradas. Não podemos correr o risco de, em cima de tudo isto, permitirmos que se condicione mais o nosso trabalho.
Não sabemos se, sendo a partir de agora todos "jornalistas RTP", de microfone idêntico na mão, continuaremos a fazer o trabalho como até agora. Um segundo "jornalista RTP" tem direito a fazer uma segunda pergunta depois de um primeiro "jornalista RTP" fazer uma primeira?
Se "a RTP" aparece tantas vezes, dá-se razão àqueles que julgam que somos muitos, demasiados, a fazer o mesmo, à custa do "dinheiro dos contribuintes", como tantas vezes ouvimos. É propositado? É que não, não somos muitos, não somos demasiados, não fazemos todos o mesmo.
A explicação mais simples é que os canais de rádio e televisão não têm o mesmo auditório. Mas acrescentamos: a linguagem não é a mesma, os horários nobres não são os mesmos, o tempo e o prazo das notícias não é o mesmo.
Os "jornalistas RTP" - da rádio e televisão -, recusam-se, como ficou claro num plenário conjunto de jornalistas das duas redações, a "uniformizar-se" sem saber o que isso significa.
O novo grafismo, que é uma mudança de identidade, é um sintoma e um teste do que está para vir. Em 18 meses, em Lisboa, 130 de nós vão estar em simultâneo na "Casa das Notícias", um projeto das redações da televisão e multimédia, com novos estúdios e equipamentos, preparado para sinergias e outros mantras. Problema: o projeto até há bem pouco tempo não incluía a rádio. Porquê? A nossa convicção é que, pura e simplesmente, ninguém se lembrou de que também aqui estamos.
Desaparecemos… à vista de todos.
E não, a nós, jornalistas da rádio, ninguém nos perguntou nada. Sobre identidades gráficas ou casas de notícias. Bem sabemos que somos nós quem tem de fazer perguntas, mas desta vez é para reverter papéis: façam vocês, de nós, notícia.
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A tal RDP com muitos fazia muito menos do que faz hoje.

Eles deviam era estar preocupados porque é que o serviço público, mormente o da rádio não tem as audiências que as congéneres europeias têm.

Ou preocuparem-se por ter uma Provedora que ataca abertamente o desporto na Rádio Pública.

INAUDITO nas congéneres europeias.

Será que a BBC RÁDIO Não tem qualquer relevância?

Também estará diluida?

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« Última modificação: Março 26, 2026, 10:53:28 pm por Atento »

Memorias da Radio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8740 em: Março 27, 2026, 12:13:58 pm »
É um artigo pertinente por parte do Conselho de Redação, mas acho que é excessivo o receio face a uma mera mudança de imagem. Eu ainda sou do tempo em que se dizia RDP Antena 1 e aí ninguém considerou que se deixavam as rádios para segundo plano em nome da marca RDP. Percebo porquê, RDP já remetia para Rádio. Mas RTP pode também remeter para Rádio.

Inclusive é a primeira letra e vem antes da Televisão: é Rádio e Televisão de Portugal.

Portanto se não havia tema nos anos 90, não é relevante haver agora.

Um pouco mais preocupante é a situação da Casa das Notícias e o projeto nem sequer incluir a rádio. Acharam que ia tudo no multimédia? Ou quem fez o projeto achou que era só ter "uns microfones" e já está, nem importa a acústica nem a forma nem nada? Muitas questões e poucas respostas aí. Convinha isso ser bem visto.

O jornalista de Rádio pode fazer muito bom serviço na Televisão, e o de Televisão... normalmente não tem timbre de voz para ir fazer serviço à Rádio. A fusão não prejudica, à partida, e bem feitas as coisas, beneficia. Claro que se a Administração só quiser saber da televisão, como tanto se propala, as coisas podem começar por ser ensaiadas ao contrário do que devem ser. Cabe a quem é da Rádio lembrar que vem primeiro que a Televisão. Desde sempre.


radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8741 em: Março 27, 2026, 12:40:59 pm »
Parece que esse artigo da Visão deu origem a um movimento semelhante ao da TSF na sua crise:
https://www.instagram.com/p/DWXBP6wAu92/?img_index=1

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8742 em: Março 27, 2026, 01:12:59 pm »
É um artigo pertinente por parte do Conselho de Redação, mas acho que é excessivo o receio face a uma mera mudança de imagem. Eu ainda sou do tempo em que se dizia RDP Antena 1 e aí ninguém considerou que se deixavam as rádios para segundo plano em nome da marca RDP. Percebo porquê, RDP já remetia para Rádio. Mas RTP pode também remeter para Rádio.

Inclusive é a primeira letra e vem antes da Televisão: é Rádio e Televisão de Portugal.

Portanto se não havia tema nos anos 90, não é relevante haver agora.

Um pouco mais preocupante é a situação da Casa das Notícias e o projeto nem sequer incluir a rádio. Acharam que ia tudo no multimédia? Ou quem fez o projeto achou que era só ter "uns microfones" e já está, nem importa a acústica nem a forma nem nada? Muitas questões e poucas respostas aí. Convinha isso ser bem visto.

O jornalista de Rádio pode fazer muito bom serviço na Televisão, e o de Televisão... normalmente não tem timbre de voz para ir fazer serviço à Rádio. A fusão não prejudica, à partida, e bem feitas as coisas, beneficia. Claro que se a Administração só quiser saber da televisão, como tanto se propala, as coisas podem começar por ser ensaiadas ao contrário do que devem ser. Cabe a quem é da Rádio lembrar que vem primeiro que a Televisão. Desde sempre.

Quem chega à tv está preparado para a rádio...

Se a Júlia Pinheiro fez rádio e tv...

Qualquer um com consistência o faz...

tuscano332

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8743 em: Março 27, 2026, 02:00:56 pm »
Muito honestamente, questiono a pertinência desta mudança meramente estética. Qual o motivo? Qual a necessidade?

Para além de todo o trabalho e dinheiro que se irá dispender a mudar microfones, decorações de estúdios, etc..

Enfim, estamos num país onde se valoriza mais o aspecto em detrimento do conteúdo...

Entretanto, parece que saiu um artigo/tomada de posição por parte dos jornalistas da RTP - Rádio na edição de hoje (26/3) da revista "Visão" alusivo ao assunto...

"Chegamos com más notícias.
Não é incomum no nosso ramo, mas desta vez a notícia são os jornalistas. Da RTP mas, particularmente, da rádio pública. E somos muitas rádios públicas: Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP Internacional, RDP África.
Estes são os nomes pelos quais todos nos conhecem há décadas. São os nomes que se escutam nas frequências de um rádio velhinho ou que se leem nos ecrãs dos carros modernos. É como se vê no telemóvel, no computador, ou como se ouve dizer numa conversa qualquer.
No dia 30 de março, deixará de ser assim. No rádio vão ouvir "RTP Antena 1" (ou 2 ou 3, mas sempre com o mesmo prefácio). Os portugueses no estrangeiro vão ouvir "RTP Mundo" em vez de "RDP Internacional". A RDP África passa a ter o mesmo nome do canal de televisão: RTP África.
O nome "RTP" não só vem primeiro, como também vem em letras garrafais, para tornar os nomes das rádios numa espécie de rodapé.
A questão é mais simbólica do que semântica ou visual. Despem-nos, cada vez mais ao longo dos anos, e agora vêm vestir-nos com uma marca que se associa primeiro, e sobretudo, à televisão. Passamos a parecer bem vestidos, talvez mais apresentáveis e modernos, mas na prática continuaremos a ser uma manta de retalhos.
No dia 30 de março mudam-se também as "esponjas" dos microfones, que passarão a ser todas iguais, azuis, com o logótipo da RTP, e uma pequena barra ao fundo, impossível de distinguir a mais de um palmo de distância, a identificar cada uma das rádios ou canais de televisão. O azul "da televisão" substitui o vermelho, o roxo, o amarelo e o laranja das rádios.
Conhecemos os argumentos para a uniformização da marca. Internamente, explicam-nos que se deve à necessidade de todos perceberem que há uma só RTP, que é coesa e unida, e que junta é mais forte. Promover a marca. Fortalecer a marca. Uma espécie de mantra. Será inofensivo? Não acreditamos. É que ao mesmo tempo que nos dizem que é só um nome, uma esponja, uma imagem, etc., também nos vão dizendo que temos de nos "adaptar", "aproximar", já que "fundir" é palavra proibida, mas parece estar sempre debaixo da língua.
Dizem-nos que, nesta empresa, não há jornalistas da rádio. Há jornalistas da RTP. Recusamos que assim seja.
É que sabemos que somos jornalistas de rádio em momentos como o apagão de 28 de abril do ano passado. Sabemos que somos jornalistas de rádio quando os incêndios chegam, todos os verões, e se ligam os rádios a pilhas porque falta a eletricidade. Sabemos que somos jornalistas de rádio quando a tempestade Kristin destrói tudo, e as tempestades seguintes, e as que virão depois. Sabemos por que motivo um kit de emergência deve incluir um rádio a pilhas. Num incêndio, num terramoto, num temporal, numa catástrofe, sabemos que somos jornalistas de Rádio.
Sabemos que somos o meio mais resiliente de comunicação e sabemos, também, que temos o mundo aos nossos pés quando se lembram que somos precisos quando tudo o resto falha. Desdobram-se em elogios, em homenagens, faz-se uma grande festa porque a rádio não nos deixou mal. Mas a memória é quase tão curta como a manta.
O financiamento da RTP não beneficia a rádio e não lhe permite, demasiadas vezes, estar onde é precisa. Somos menos do que antes e continuaremos a diminuir de número no futuro, com mais saídas e muito menos entradas. Não podemos correr o risco de, em cima de tudo isto, permitirmos que se condicione mais o nosso trabalho.
Não sabemos se, sendo a partir de agora todos "jornalistas RTP", de microfone idêntico na mão, continuaremos a fazer o trabalho como até agora. Um segundo "jornalista RTP" tem direito a fazer uma segunda pergunta depois de um primeiro "jornalista RTP" fazer uma primeira?
Se "a RTP" aparece tantas vezes, dá-se razão àqueles que julgam que somos muitos, demasiados, a fazer o mesmo, à custa do "dinheiro dos contribuintes", como tantas vezes ouvimos. É propositado? É que não, não somos muitos, não somos demasiados, não fazemos todos o mesmo.
A explicação mais simples é que os canais de rádio e televisão não têm o mesmo auditório. Mas acrescentamos: a linguagem não é a mesma, os horários nobres não são os mesmos, o tempo e o prazo das notícias não é o mesmo.
Os "jornalistas RTP" - da rádio e televisão -, recusam-se, como ficou claro num plenário conjunto de jornalistas das duas redações, a "uniformizar-se" sem saber o que isso significa.
O novo grafismo, que é uma mudança de identidade, é um sintoma e um teste do que está para vir. Em 18 meses, em Lisboa, 130 de nós vão estar em simultâneo na "Casa das Notícias", um projeto das redações da televisão e multimédia, com novos estúdios e equipamentos, preparado para sinergias e outros mantras. Problema: o projeto até há bem pouco tempo não incluía a rádio. Porquê? A nossa convicção é que, pura e simplesmente, ninguém se lembrou de que também aqui estamos.
Desaparecemos… à vista de todos.
E não, a nós, jornalistas da rádio, ninguém nos perguntou nada. Sobre identidades gráficas ou casas de notícias. Bem sabemos que somos nós quem tem de fazer perguntas, mas desta vez é para reverter papéis: façam vocês, de nós, notícia.
Os membros eleitos do Conselho de Redação da Rádio
Alexandra Sofia Costa
Ana Isabel Costa
Camila Vidal
Cláudia Aguiar Rodrigues
Cláudia Martins
Gonçalo Costa Martins
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A tal RDP com muitos fazia muito menos do que faz hoje.

Eles deviam era estar preocupados porque é que o serviço público, mormente o da rádio não tem as audiências que as congéneres europeias têm.

Ou preocuparem-se por ter uma Provedora que ataca abertamente o desporto na Rádio Pública.

INAUDITO nas congéneres europeias.

Será que a BBC RÁDIO Não tem qualquer relevância?

Também estará diluida?

Lol
Lol
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Não tem mais audiências, porque se estiverem muito tempo a falar e é como deve ser a Antena1, é o serviço público, é assim que ele deve ser feito, muitos mudam o posto.

A maioria em Portugal, talvez você não aprecie e eu a espaços também não, quer é rádio com música em playlist, algumas piadas, mesmo que sejam forçadas e poder fazer comentários no WhatsApp da que estiverem a ouvir, sobre qualquer tema meio fútil que tenham por lá decidido falar nesse dia. Excepto claro, em caso de catástrofes, como foram as cheias, o apagão, ou algum relato de futebol.

 É a rádio desejável para o dia todo, não não é, mas é a que temos e parece ser o que a maioria quer.

Memorias da Radio

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Re: RTP Antena 1
« Responder #8744 em: Março 27, 2026, 02:11:49 pm »
É um artigo pertinente por parte do Conselho de Redação, mas acho que é excessivo o receio face a uma mera mudança de imagem. Eu ainda sou do tempo em que se dizia RDP Antena 1 e aí ninguém considerou que se deixavam as rádios para segundo plano em nome da marca RDP. Percebo porquê, RDP já remetia para Rádio. Mas RTP pode também remeter para Rádio.

Inclusive é a primeira letra e vem antes da Televisão: é Rádio e Televisão de Portugal.

Portanto se não havia tema nos anos 90, não é relevante haver agora.

Um pouco mais preocupante é a situação da Casa das Notícias e o projeto nem sequer incluir a rádio. Acharam que ia tudo no multimédia? Ou quem fez o projeto achou que era só ter "uns microfones" e já está, nem importa a acústica nem a forma nem nada? Muitas questões e poucas respostas aí. Convinha isso ser bem visto.

O jornalista de Rádio pode fazer muito bom serviço na Televisão, e o de Televisão... normalmente não tem timbre de voz para ir fazer serviço à Rádio. A fusão não prejudica, à partida, e bem feitas as coisas, beneficia. Claro que se a Administração só quiser saber da televisão, como tanto se propala, as coisas podem começar por ser ensaiadas ao contrário do que devem ser. Cabe a quem é da Rádio lembrar que vem primeiro que a Televisão. Desde sempre.

Quem chega à tv está preparado para a rádio...

Se a Júlia Pinheiro fez rádio e tv...

Qualquer um com consistência o faz...

A Júlia Pinheiro começou precisamente com dois nomes sonantes da rádio a estagiar na RTP (Fernando Alves e Emídio Rangel) e depois esteve 8 anos na rádio... lol

Quem chega à TV não está preparado para a rádio automaticamente, muito menos se não tiver lá posto os pés. Já o contrário é integralmente verdade porque toda a gente sabe... olhar e ler.

Veja-se o desastre técnico que foi a participação dela neste segmento, ainda andava ela pela TVI toda estridente: https://www.youtube.com/watch?v=G60w1DHN8Ok

A tese não colhe.