Um excelente apanhado do Memórias e do AG sobre a história do rock em Portugal no meio rádio. Não obstante alguns erros estratégicos, a história é vira o disco e toca o mesmo: as dificuldades no Parque Emissor. Tentar montar redes nacionais ou metropolitanas, com emissores locais, é sempre um desafio, que vai acabar por tornar o negócio pouco atrativo. No caso do Porto, que conheço melhor, os emissores da Maia são para esquecer, mais limitados era impossível, 94.3/100.8 não passam de Canelas para sul, Vodafone e Maria, chuta para canto; Matosinhos, idem idem, aspas aspas, SBSR e agora Smooth já foram, 91.5, 90.0 e 98.9 Porto, uma é para esquecer para Norte, outras duas para sul, M80, África e Nova, adeus; Vila Nova de Gaia, Cidade FM para Norte em agonia; Gondomar e Valongo, com falhas graves no centro de Gaia e Porto, encosta M80 e MegaHits. Ou seja, sobram, com qualidade decente a Festival, as Nova Era, a Jornal FM, a Regional de Arouca (Cidade e Infomédia estão pressionadas), as Observador, e as IURD Linear e Record e a Rede da Rádio 5. Não há assim tantos emissores que apresentem um desempenho excepcional e é aí que reside o cerne da questão, mais do que por uma eventual falta de mercado para o produto, que a meu ver, não traria grande mossa à RR nem à M80, poderia, isso sim, atrair novos ouvintes ao meio.
Precisávamos de um refrescamento da Lei da Rádio, sendo certo que é preciso ter atenção para evitar as sobreposições e as coberturas que se alternam sem justificação, à la Espanha, ao mesmo tempo que se assegura a a representatividade regional, em moldes melhores ainda do que o que acontece hoje.
Nota de Rodapé quanto à Virgin: Portugal não tem mercado com dimensão suficiente para um investimento desses.