Quanto ao dinheiro, não me incomoda nada porque não sou acionista, nem o Estado é. Portanto, é lá com eles. No dia em que se fartarem o projecto acaba, isso é certo.
Não acaba, por uma simples razão. A Observador, evidentemente que é mais que um projeto radiofónico, é um projeto político, de federação do espaço do centro-direita, que sabe que precisa de um órgão de comunicação social sério e rigoroso, ou seja, que não seja o esquerda.net ou o equivalente do CH, para servir de contrapoder a um centro-esquerda muito poderoso em Portugal. Dito isto, não me acredito que nos próximos 20 anos, o PS venha a estar fora do poder por mais de 4, logo, este projeto vai ser sempre algo "necessário". E por muito caro que ele seja, como se vê pelos 3 aumentos de capital já realizados este ano, já está próximo dos 10M€, não me parece que esteja para morrer. Eles próprios dizem...estamos só a começar. Continuo convicto de que a TSF vai acabar por cair nestas mãos, se a restruturação não resultar.
Se ninguém ouve a Observador em grande parte do território, gostava de saber onde se consubstancia a sua afirmação sobre as audiências...
E quando fala que nao é o contribuinte, até concordo consigo. Lá está, outros interesses e poderes falam mais alto...
https://observador.pt/2020/05/20/observador-rejeita-apoio-governamental-concedido-ao-abrigo-de-programa-destinado-aos-media/
“SamM” está a referir-se à área coberta com sinal sem ter em linha de conta a densidade populacional. De facto, a área do território com sinal da OBSRVDOR (identificação RDS que aparece no visor dos recetores) é pequena, mas aqui na zona de Lisboa e Vale do Tejo, subrede com com três frequências, uma desdobrada (98.7, 93.7 e 92.6/99.5), o sinal chega a um universo de 3,7 milhões de residentes, na zona litoral centro/norte, subrede com duas frequências (88.1 e 98.4) o sinal deve chegar a mais de 2,5 milhões de residentes. Portanto, estes 5 emissores de baixa potência chegam a cerca de 62% da população portuguesa. Para que esta estação emissora ganhe um novo fôlego é importante que as duas subredes sejam ligadas com uma nova frequência, de forma a dotar de sinal contínuo as quatro principais metrópoles do país (Coimbra contínua a ter bastante influência no todo nacional). No meu ponto de vista, devia ser contemplada uma frequência para Coimbra, pelos vistos os indícios apontam para Leiria. As audiências da OBSRVDOR estão diluídas no total do território, se apenas fosse considerada a área coberta seguramente que teriam outra expressão (valor mais elevado).
Aqui concordo com o joao_s, é essa a análise que deve ser feita. Só diria que 98.4+88.1 peca por escasso, nomeadamente pela primeira, que entra muito bem numa boa parte do Minho, como tal, o emissor de Vila do Conde, se não é dos que "mais rende" dos locais a nível nacional, não deve andar muito longe da verdade. O sinal para Norte só morre mesmo em condições, para lá da Serra de Arga, ou seja de Cerveira para diante. Faz uma grande parte da A3 com sinal razoável.
Fechando o anel em Coimbra, a questão é com qual, que deve ser isso que andam a ver ao pormenor, praticamente, o jogo está ganho. Depois podem popular aqui e ali, uma frequência na Guarda, outra para Trás-os-Montes e outra para o Algarve. O Alentejo nunca será uma prioridade para este projeto, pelo historial político da região. Mais depressa veremos a Observador nas Regiões Autónomas do que a sul. Agora, possivelmente, a Observador será a única rádio em Portugal, verdadeiramente interessada na troca para o DAB+, disso não tenho dúvidas.