Nem a Viseu chega assim...
No meu ver,não sei se faria sentido abdicar dos 88.1 em detrimento da Província e apostar na Lafoes FM,que está mais que "morta"...
Com a Lafoes Fm bem otimizada chegaria ao Porto e ajudava a complementar com a Província...
E outra coisa,terminem com o limite de rádios em parceria.
6 é muito limitativo. O ideal seria 10...
Estvmkt óbvio que todos queremos esticar a manta ao máximo para o nosso lado, mas pensando o país como um todo, trocar São João da Madeira pela Anadia era abdicar do Porto da Constituição para sul, de Gaia quase toda e diria ainda que Espinho e Vila da Feira. A razão para isso tem um nome: Samta Maria da Maia, que emite em 100.8 também, em mono e com pouca potência, mas mesmo assim tapa a Provincia.
Quanto à Lafões, com um emissor tão bom quanto o da Mega de Braga, e mesmo a M80 da Maúnça, que tem um alcance excelente, seria um enorme erro. Não é emissor para contar no distrito de Aveiro, no do Porto ainda menos. A questão dos 94 "preocupa-me por Coimbra". Vou relatar um bandscan que tenho feito num dia chuvoso e gélido de março e não há uma única de Leiria que chegue bem a Coimbra.Continuo a achar que o melhor cavalo sera a Rádio Popular de Soure, que anda a anunciar outra vez os 95.7, deve tê-los reativado.
Nélson, por aqui já devem ter percebido que não sou fã da IURD, mas concordo que a Kiss é uma boa rádio, para local, talvez das melhores que tenhamos fora dos grandes grupos. A playlist sendo muito pop, passa muita coisa que não toca na RFM e na Comercial, e tem uma boa animação. Continuo na minha, o problema é o imobilismo deste mercado.
Quanto à Rita Camaroneiro, numa 3 estaria perfeita... na Observador? Tenho dúvidas, sinceramente.
A Kiss ainda tinha outra grande guerra: que é ser uma temática musical, com um estilo muito próprio, e ter que cumprir a quota da música portuguesa.
O que acontecia muitas vezes, que me foi dito por alguém que esteve naquela casa alguns anos, é que a ERC reclamava com a Kiss ou porque tinha dificuldades em cumprir com a temática associada à estação, ou tinha dificuldades em cumprir com a quota de música portuguesa.
E então, era difícil calibrar.
Já para não falar que para uma rádio como a Kiss, é extremamente importante ter pessoas que dominem o português tão bem como o inglês, e essa é a maior dificuldade de quem está na Kiss, porque quem está ora domina bem o inglês por ser o seu idioma materno, ora quem é português domina bem a nossa língua, mas tem dificuldades em ter o nível de inglês que é necessário na Kiss.
Por isso, tudo o que está à volta da Kiss, é um produto demasiado importante para a região, para ser absorvido por uma Observador.
Igual para uma Fóia, que é importante para o património radiofónico do Algarve.
O principal problema das rádios, já todos sabemos qual é: a questão financeira.
E quando assim é, há projetos que por muito importantes que sejam para uma determinada região, podem ser colocados em risco, sobretudo quando as rádios, que algumas são meros "Fiat's Uno's", e outras são autênticos "Ferrari's", têm gestões que não têm mãos para os carros que conduzem, e preferem ir pelo caminho do comodismo.
Acho que essa é a maior crítica que faço a todas as rádios do Algarve, de modo geral (claro que há exceções).
O comodismo que existe há anos nas várias direções das rádios algarvias, coloca muito medo.
Talvez seja por aí, que uma área tão importante do Algarve, como a esfera Faro/São Brás de Alportel/Olhão antes tinha 6 alvarás locais ativos (3 para Faro, 2 para Olhão, e 1 para São Brás), e neste momento, desses 6, não tem nenhum alvará local ativo, restando apenas o alvará da RUA FM, que para além de ter um alvará universitário, acaba por forçosamente ter que fazer um serviço local, por inexistência de rádios locais nessa esfera que falei.
Este é o comodismo que tem matado muitas rádios locais na região algarvia (e vai continuar a matar, tendo em conta as exigências loucas da ERC para as renovações de alvará).