Bem, agora que estão desfeitas todas as dúvidas só queria dar uma palavra de solidariedade ao Pedro Castro Alves, ao José Carlos Ferreira, ao André Veloso, ao Joaquim Jorge, ao estreante João Rego e especialmente à última resistente Ana Filipa Gomes que se não me engano saiu do Porto Canal de propósito para integrar o projeto, e que arranjem rapidamente colocação porque sempre deram o seu melhor e não ficam nada atrás de alguns profissionais das rádios nacionais. Quanto aos restantes nem falo porque nunca tinham entrado num estúdio de rádio na vida...
Os profissionais podem sempre melhorar mas quando os seus superiores vivem no seu mundinho próprio e não querem ouvir ninguém e ver outros exemplos, é impossÃvel. Quando no primeiro ano se acha que vai chegar perto da TSF quando a M80 nem a 1% chegou com uma cobertura muito superior no mesmo perÃodo... é de chorar a rir. Foi uma mistura fatal entre amadorismo, irrealismo e ingenuidade (pensar que sem finanças estáveis poderiam fartar-se de falar de temas incómodos para as instâncias do cada vez mais miserável futebol português).
Acredito sinceramente que neste momento a Estádio estaria muito perto ou até teria melhores resultados que a Observador, e muita gente está genuinamente triste (até benfiquistas e portistas que não gostam daquele que se tornou a figura principal da rádio, Bruno de Carvalho) com o fim da rádio, coisa que para um órgão de comunicação social em 2020 é muito raro.
No entanto, a falta de dinheiro não é desculpa para tudo, há várias possibilidades para se fazer um bom site de forma gratuita e em dias, atualizar as redes sociais desde que se tenha tempo podem ser alimentadas com 0 investimento, os absurdos horários rotativos eram uma decisão deles...
Eu estou triste porque continuo a acreditar e a achar que faz muito uma rádio de desporto em Portugal (e o milagre dos 15 mil seguidores no Facebook numa rádio sem publicidade são prova disso), Por exemplo via a Super Bock que anda a apostar muito no futebol a dar o seu nome aqui em vez de a uma rádio de indie irrelevante e que mal tem a ver com o festival que patrocina, com outra direcção e outras condições claro. No entanto ao ver a notÃcia do JN e a constatar de que pagavam a dezenas de comentadores de painel e aparentemente a sustentar Bruno de Carvalho que disse em tribunal que a profissão dele neste momento era precisamente de um mero comentador, não tenho pena nenhuma deste fim.
Afinal estava certo quando no inÃcio achava que estes programas iriam dar cabo da credibilidade da rádio, nessa altura pensava que iam ser 24h daquilo, foi um pouco menos mas acabou por fazê-lo.
Mas melhor que estar aqui a tentar adivinhar o que aconteceu, é melhor ouvir quem está lá dentro. Ontem o nosso colega de fórum José Carlos Soares numa das suas rubricas no Facebook deu muitas pistas para o desastre da Estádio, nomeadamente de uma péssima conduta do senhor Fernando Tavares em tudo e mais alguma coisa, desde a promessa falhada da existência de estúdios em Lisboa como em vários despedimentos por questões de relacionamento no primeiro mês... e mesmo na primeira semana.
É mais porque não fez os dois meses sem receber para poder rescindir o contrato...
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Sim, realmente pode ser essa a razão.
No entanto tiro-lhe o chapéu, muito poucos fariam o que ela fez este fim de semana.