O mundo é bem mais vasto do que o futebol que, sendo um espetáculo de massas, tem eco nos ecrãs de televisão e na Web sem precedentes. As transmissões televisivas na “SPORT TV†enchem os restaurantes, cafés e bares, contribuindo para a atividade económica, os debates e análises multiplicam-se em excesso nos canais televisivos, isto para não referir aqueles que são assinantes dos canais desportivos e veem os jogos em casa. O papel da rádio está relegado para segundo ou terceiro plano.
Estar “a par com o mundo†não significa dedicar atenção excessiva à espuma dos dias, epifenómenos que no dia seguinte ninguém se lembra. Na maior parte dos casos, a atualidade rapidamente fica ultrapassada. O equilÃbrio entre Informação, Cultura Contemporânea (que inclui, obviamente, a música), assuntos da Sociedade Civil e temas que interessam no dia-a-dia das pessoas, filtrando o essencial do acessório, é que significa de “estar a par com o mundo†numa emissora moderna. Fazer a ponte entre gerações deve estar subjacente à estratégia da Emissora Católica Portuguesa, faz parte do seu ADN, não há nenhuma outra estação portuguesa que o faça, portanto, é uma oportunidade pertinente que não tem sido devidamente explorada. Há quem advogue uma alteração deste modelo, para uma cópia de outros modelos de impacto reduzido, alterando o ADN da RR. Isso afigura-se como a receita certa para o desastre… colocando a RR abaixo dos 4% de AAV, sem hipóteses de inverter resultados, e convidando os atuais ouvintes a procurarem outra estação. Enfim, há quem tenha parado no tempo...