Ora hoje que tenho mais tempo, vou falar um pouco da RR.
Ora a RR é cada vez mais uma rádio de música, apesar de generalista.
E porquê? Num dos estudos, já não muito recente, em relação às Três da Manhã, pode se chegar a três conclusões.
A primeira, sobre a rubrica Estremamente Desagradável, o auditório aprova, acha graça, mas acha muito comprida.
Segunda, as conversas do trio, o auditório aprova, acha graça, mas também acha que elas falam demais e que em vez disso podiam passar mais música.
Terceira, os noticiários são de qualidade, credíveis, mas demasiados extensos ( na altura deste estudo, estes noticiários tinham cerca de 10 M, com um breve intervalo publicitário).
Ora perante isto, a margem de manobra de qualquer programador é pequena.
O que diferencia a RR, das outras rádios musicais?
Em primeiro lugar a informação, que apesar de agora mais reduzida, tem qualidade e credibilidade. Não é por acaso que André Ventura recorreu ao grafismo do site da Católica, para espalhar as suas habituais fake news.
Por outro lado o desporto, que apesar de mais reduzido, tem popularidade e credibilidade e depois vem a questão dos relatos, em que a RR pretende relatar os principais jogos.
E por fim, a programação relegioso, neste caso concentrada nos Domingos de manhã, com boas audiências, é mesmo Domingo de Manhã que a programação relegiosa tem mais adesão, desde programas míticos, que sempre existiram na hora das 10h.
E pronto, concluindo, é este o rumo.
Se os estudos não são são credíveis? Não sei como são feitos, mas todas as rádios privadas os fazem, para calibrarem os seus objectivos.