Caro pdnf,
Nem D. Américo Aguiar se continuar um bom tempo na Presidência do Grupo Renascença Multimédia (algo pouco provável) nem nenhum sucessor seu irá transformar a Renascença numa Rádio Maria "soft" ou numa pura Rádio Maria, porque isso seria ir contra o ADN da RR, expresso não só na sua já longa história mas tb na própria vontade do seu fundador Monsenhor Manuel Lopes da Cruz, que idealizou e concretizou uma Emissora Católica Portuguesa que não constasse apenas de programação religiosa mas que fosse tb uma rádio como todas as outras, com programação profana, mas com uma marca distintiva e transversal a esta programação: a visão cristã e católica da Pessoa e do Mundo. Acho isto admirável mas tb muitíssimo desafiante. Ora, a Igreja, através do Conselho de Gerência da Renascença, que entretanto se tornou num grupo empresarial, tem procurado, umas vezes com mais sucesso do que outras, manter a fidelidade a esta visão e a este desígnio do Padre Lopes da Cruz, e evitar derivas pietistas, por um lado, ou mundanistas, por outro.
Achei muito interessante e importante a referência que fez à necessidade de a RR e dos seus outros dois canais serem rádios ecuménicas em sentido lato, indo ao encontro ou sendo audíveis, com uma proposta cristã, tb por cristãos não católicos, de diferentes confissões ou igrejas, assim como por crentes de outras religiões e diversas espiritualidades, e por não crentes. Tudo isto sem esquecer, claro, os cristãos católicos, atuais e potenciais, e a missão tb de serviço à Igreja Católica, sua proprietária e inspiradora.
Haja criatividade!
Como eu gostava, neste sentido e a título de exemplo, de ter na Renascença um programa como o "E Deus criou o Mundo", da Antena 1. Não concorda?