Para reflexão: penso que se percebe, dêem-se as voltas que se dê, os problemas com esta amostra de 5040 entrevistas telefónicas, que ainda por cima, incide essencialmente numa população envelhecida, maioritariamente. Explica-se certos resultados.
De:
https://www.marktest.com/wap/a/grp/p~11.aspxUniverso
O Bareme Imprensa estuda o universo constituído pelos indivíduos com 15 e mais anos, residentes em Portugal Continental. Os dados definitivos do Recenseamento Geral da População (Censos) do INE de 2011 quantificam este universo em 8 563 501 indivíduos.
Amostra
São realizadas duas vagas por ano – Março/Maio e Setembro/Novembro com 5040 entrevistas cada.
A amostra deste estudo é proporcional ao universo, no que respeita às variáveis Sexo e Dia de Semana, para cada um dos concelhos do continente e não proporcional quanto às variáveis Idade e Região.
A opção de tornar a amostra não proporcional quanto à variável Idade, resulta do facto dos Censos das últimas duas décadas, revelarem um envelhecimento da população portuguesa. Assim, à luz destes dados, caso se considerasse uma amostra proporcional, ela sairia reforçada nos grupos etários mais elevados, nomeadamente no grupo dos indivíduos com mais de 64 anos, em prejuízo dos grupos mais jovens. Por se constatar, nos resultados do estudo, que os indivíduos pertencentes aos grupos etários mais elevados têm um comportamento mais homogéneo, optou-se por manter no grupo etário “+ de 64 anos”, a amostra que lhe seria atribuída, a partir dos dados dos Censos 91 e redistribuir as restantes entrevistas por todos os outros grupos etários, proporcionalmente ao peso que têm na população.
A não proporcionalidade por região tem por base a mesma justificação, isto é, nos meios urbanos e nomeadamente nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto, existe uma maior heterogeneidade de comportamento.
Assim, nos concelhos pertencentes às duas regiões mencionadas (Grande Lisboa e Grande Porto), é aplicada uma sobre-amostragem.Dado que a amostra é ponderada, ela é adequada ao presente estudo.
Ainda a propósito de amostras, curioso este artigo do Público de 1999:
https://www.publico.pt/1999/03/31/jornal/radios-locais-peso-nacional-131555Particularmente o último parágrafo: "Outro dado curioso é a distribuição das rádios nos distritos como Lisboa e Porto: só fora das grandes cidades é que as locais conseguem ultrapassar as nacionais." Talvez isto explique muito da canibalização das rádios locais na AMP e AML. O perfil de ouvintes nestas cidades é muito urbano, tem mais em comum do que o que só possa pensar. Não obstante, a evolução para redes regionais verdadeiras era muito importante.