No âmbito do assunto em discussão: foram feitos investimentos numa infraestrutura DAB que foi descontinuada, porquê? Por que razão foi gasto esse dinheiro? Em parte, essa seria uma solução para problemas aqui equacionados.
Alguns exemplos:
i) Possibilidade da Rádio Nova ser escutada pelos seus ouvintes em Lisboa, Algarve, ou qualquer outro local no território nacional, em autorrádios ou recetores fixos;
ii) Possibilidade da Rádio Marginal ser escutada pelos seus ouvintes no Porto, Minho ou em qualquer outro local do território nacional;
iii) Possibilidade de se sintonizar a Smooth FM na região Oeste, Algarve, Alentejo, Beiras ou em qualquer outro local;
iv) Possibilidade de uma rádio regional (com influência geográfica à semelhança da imprensa regional) pudesse ser escutada em FM nessa área, e em DAB em qualquer outro local do território nacional, em autorrádios e recetores fixos, pelos seus ouvintes (por exemplo, estudantes, pessoas que residam nessa zona e trabalhem fora da mesma, em viagem, o que for).
v) etc.
Nesta perspetiva, a rádio estaria sempre próxima dos seus ouvintes, pertencesse a grupos de média nacionais, regionais ou locais, independentemente desses ouvintes se encontrarem no local A ou B do território nacional.
A quem não interessou o DAB, eventualmente pela hipotética “perda†de hegemonia?
Outros factos: se adquirir em Portugal um dado recetor, este sintoniza OM e FM. No estrangeiro, um recetor do mesmo fabricante, mesmo modelo, vem equipado com FM e DAB… (isto inclui os autorrádios de série que equipam os automóveis).