Um jornal para concorrer com os 457985 que existem no Brasil e falar no Açoriano Oriental quase como a salvação do grupo... Está tudo dito.
Tenho de ser sincero, pensei exatamente o mesmo, é um sinal de algum desnorte. Pois então, se há salários baixíssimos, em que o próprio CEO se questiona como é que aquelas pessoas vivem, porque não começar a estruturar a casa pelas bases e usar as verbas que vão despender nesse título, que sejamos sinceros, não vai trazer rentabilidade nenhuma, para aumentar, ainda que simbolicamente os tais vencimentos de 800€? Depois, não é impossível cortar vencimentos se tal for feito por mútuo acordo. Posso dizer que nos tempos da troika conheci algumas empresas que se salvaram, porque a entidade patronal acordou com os trabalhadores, principalmente com os com melhores vencimentos, cortes idênticos ou até maiores que os aplicados à função pública. Fizeram o processo necessário de emagrecimento e reestruturação e hoje, muitas delas estão mais equilibradas e a pagarem melhores vencimentos a todos os colaboradores. De qualquer das formas, ficou bem ao Dr. Fafe esta preocupação com salários que são realmente miseráveis.
No caso da TSF a Direção demitiu-se em bloco. Fica a questão, quem vai querer pegar naquela rádio que está em pé de guerra? É um projeto ambicioso. A TSF até tem bastante publicidade. Será que a está a cobrar ao preço indicado? O produto tem o seu quê de "estrutura organizacional cristalizada" mas tem potencial. Continuo a bater o pé, esta rádio tem de ser de informação, não pode ambicionar ser sequer uma RR. Se não conseguir, aí tem mesmo de existir intervenção estatal, porquanto não é admissível que um país da UE-15 tenha uma rádio de informação de dimensão (quase) nacional, porque falta Beja e Portalegre neste momento. A Antena 1 cumpre tangencialmente, mas não encaixa, e a Observador ainda nem se lhe pode chamar uma rede.
Agora, se as saídas forem mais de técnicos e pessoal não afeto à redação, como serviços financeiros e marketing, é provável que ainda assim, fique com uma capacidade de resposta superior à Observador. Inferior à da Antena 1 seguramente será, deve ficar ela por ela com a RR.
No DN, ao que parece, ficará tudo idêntico, pelo menos algum bom sinal.
Não conheço a estrutura da TSF em pormenor, mas deixo já aqui uma ideia que talvez não fosse má avaliar: será mesmo preciso estar nas luxuosas Torres de Lisboa? Um espaço na periferia da capital, com bons acessos quer por estrada quer por via férrea, não permitiria poupanças significativas, sem por em causa a capacidade operacional da redação? De resto, apesar de O Jogo ser lucrativo, concordo que, a cortar, seja o produto mais fustigado, porque não comparemos a importância do desporto para a sociedade com os demais dois principais títulos.