Vinha aqui partilhar o artigo, mas o Atento já o fez. A minha pergunta é, será que ainda vamos ter TSF para cobrir as legislativas, ou a RRN vai tornar-se numa jukebox até que falta o dinheiro para a conta da eletricidade dos emissores?
Há algo que me faz um tanto ou nada confusão. Se a empresa não tem endividamento relevante junto da Banca, porque lhe está vedado o crédito? Não quero alinhar em teorias da conspiração, mas que é algo estranho, isso é.
Quanto às condições em si mesmo, o valor legal de indemnização, acrescido de 10% ou 5% nos valores maiores, e estando vedado aos maiores de 61 anos... só aceitaria se tivesse desde já outra oportunidade em cima da mesa, caso contrário, acho muito pouco, ainda para mais dividido por 18 meses.
Atenção porque isto é muito mais vasto do que pensamos, pdnf: se há casos que são "chapa direta" como a Global Notícias (revistas) e a Rádio Notícias (a TSF), isto inclui também a Notícias Directa (gestão de assinaturas), e mesmo outras empresas bem além de tudo isto, que são a Naveprinter (uma das maiores gráficas do Norte; imprime o Vida Económica, Correio do Minho, todos os jornais da GMG e vários jornais regionais, sendo que pelos vistos esteve para ser vendida em 2019 e isso nem aconteceu), a Açormedia (detentora do Açoreano Oriental, jornal histórico de Ponta Delgada) e a Rádio Comercial dos Açores (TSF Açores).
Ou seja, o efeito disto é sistémico e vai muito além da TSF ou dos jornais do grupo: inclui comunicação social fulcral nos Açores, de iniciativa privada, e uma gráfica que imprime dezenas de jornais regionais de proximidade. É mesmo, mesmo grave. Curiosamente a Rádio 2000 da Madeira não está incluída no pacote.
As condições de rescisão, não sendo as melhores da história, parecem-me viáveis e razoáveis para o que se percebe que é a vida do grupo, pelo que espero que não haja greves com isto. Sendo tudo para concluir até 31 de janeiro... já mandaram o Natal de muita gente para "o galheiro".
Isto deve afetar fortemente muitos locutores "principais" na TSF, dado que todos estes creio que estão a contrato: César Santos, João Ricardo Pateiro, Francisco Lameiras, Manuel Acácio, todos estes penso que estejam com contrato por serem nomes históricos da casa. Outros casos, como a Filipa Assis e muitos dos locutores de madrugada, penso que não o tenham.
Alguns dos jornalistas (Ana Cristina Henriques? Filipe Santa-Bárbara? Hugo Neutel?) também penso que possam vir a ser abrangidos.
Deveremos vir a ter mudanças nos principais titulares dos horários da TSF a curto/médio prazo, ao cabo de décadas.
Agora, não sei se é por aqui que vão buscar uma parte materialmente relevante de 2 milhões de euros negativos, na TSF. Tenho muitas dúvidas.
Acrescentar por fim que: a empresa pode não ter dívidas na banca e ter vedado o crédito pelo passivo que apresenta (contas não saudáveis), *ou* por alguma eventual prescrição de algum direito de crédito que tenha ocorrido (embora essas levem 20 anos).