Não acho que tenha a ver com medo de concorrência. Nada melhorou nas outras para fazer mais concorrência. Acho que tem a ver com a nova administração que quer fazer da tsf a "TSF do seu fundador o EmÃdio Rangel", mas sem investir em nada, pelo contrário, desinvestindo em tudo, sobretudo na informação a sério, que é o principal produto de uma rádio como a TSF.
É um mal de todas as empresas de jornalismo, sobretudo agora com a pandemia: venderam-se. Não investigam, não fazem perguntas, repetem o que lhes mandam dizer. E todas as empresas (TV, rádio e jornais de todas as marcas) disfarçam com nomes sonantes e folclore. A TSF disfarça com o Fernando Alves e acha que, porque tem alguém do tempo do EmÃdio Rangel, a rádio volta a ter as glórias desse tempo, do tempo em que se fazia jornalismo. Até porque o Fernando Alves, há 2 ou 3 anos atrás, se não estou em erro, já fazia a manhã e tal como agora. Nunca achei muito interessante o ir ao fim da rua saber o que pensa o senhor abÃlio que vende bolos...é mais do mesmo. É uma repetição dos programas dele, mas em directo.
Continuarem a assobiar para o lado e pior, num tempo privilegiado e importante para as rádios como a manhã?
Não acho que tenha que se reinventar, nem mudar de imagem. Tem é que fazer jornalismo de investigação, sem medo de pôr dedos em feridas, mesmo que sejam muito perigosas. Sem isso, a tsf é como as outras todas. Tem bons jornalistas, bons locutores e bons sonoplastas (que ainda não foram nas sucessivas razias) que mascaram uma rádio de informação que não informa, não investiga, não defende a democracia. Sem eles não sobra nada.
Acho que a morte do jornalismo foi má para todas as empresas, mas enquanto as televisões podem disfarçar com caras e oferecer outros produtos para entreter as massas, e porque ainda são mais convenientes pelo lugar e tempo que ocupam, pela cor (embora também acho que muita gente já tem a tv para ver séries da cabo), a rádio é muito pouco usada e, se não oferecer melhor...morre mais depressa.