Depois do péssimo Nuno Arantes Santos, sem capacidade de comunicação de qualidade nas madrugadas (uma coisa é relatar jogos de futebol, outra é ser locutor numa rádio importante como a TSF), segue-se o monocórdico Jorge de Freitas. As emissões da TSF estão de momento muito mal entregues, a profissionais sem rasgo de imaginação, criatividade e qualidade.
E é preciso rasgo de imaginação, criatividade para dizer as horas, o tempo que faz e anunciar quem vai ler as notÃcias?
Se para si um locutor se limita apenas e só a isso, estamos conversados quanto à noção de rádio que possui. Sugiro-lhe que ouça a emissão inaugural do António Macedo nos 89.5 de Lisboa, a 20-03-1989 (data bem cara à TSF, por sinal), e vai conseguir perceber que é possÃvel dizer as horas, o tempo que faz e anunciar quem vai ler as notÃcias, e muito mais... e ser-se criativo e dinâmico no processo. Vai também conseguir perceber o que é rádio a sério.
Chegámos ao cúmulo da Antena 1, a rádio que era tida como monocórdica, cinzentona e institucional, ter hoje profissionais de topo na condução que fazem isso de forma bem distribuÃda durante o dia na antena: Filomena Crespo, Paulo Rocha, Catarina Miranda, José Carlos Trindade... até a Inês Meneses, no seu tom fixo e tÃpico que já vem desde a própria TSF, sabe dinamizar. Não há desculpas!
É preciso também que a voz não fique rasgada para quem está a ler as notÃcias... Não raro, a leitura de notÃcias é feita a essa hora pelo jornalista João Janes, que se ressente do que parece ser bebida (a maneira como fica a voz e a leitura assim o indicia) à medida que a madrugada vai avançando.
Mas isso são notas à parte, numa hora de menor audiência. Agora para coisas mais sérias:
Na Segunda em cheio no bloco das 13 a (aliás excelente) jornalista Maria de São José teve uma falha de voz grave em que ficou completamente afónica durante largos instantes a meio de uma notÃcia importantÃssima sobre o regresso à s aulas. Cerca de um aflitivo minuto nisto, ao ponto de ter tido que reiniciar duas vezes a leitura da notÃcia e à terceira com sérias anomalias na leitura. Não pigarrear ao microfone (pelo menos de inÃcio - depois tentou mas aà já o mal estava feito) acabou por redundar neste lindo cenário numa hora de potencial maior atenção à s notÃcias sobretudo para quem está a caminho de casa para ir almoçar (mais comum no Norte que em Lisboa).
Dá a sensação que estão a esticar os profissionais até onde dá, pelo resultado que se vai ouvindo em antena de nÃtido desgaste em vários deles (jornalistas e locutores)... o problema é que as mantas só esticam até certo ponto. Seria bom se isto não fosse a realidade.
Trabalhei 10 anos no Porto e residia em Espinho. Acha que alguma vez fui a casa almoçar? Esse Norte a que se refere não deve estar a incluir o Grande Porto pois se acha que os 2 milhões de portugueses que residem na AM do Porto se deslocam a casa para almoçar não faz a mÃnima ideia do que fala. Se me está a falar nos distritos de Bragança, Vila Real, Viana ou Braga esse fenómeno já acontece, mas também na região de Lisboa e Vale do Tejo é mais que habitual fora da AM de Lisboa.
Completamente off-topic essa nota, absurdamente irrelevante e pÃfia para o tópico em causa, e ainda por cima amplifica uma mera nota logÃstica de enquadramento que se resumiu a uma linha para contexto, mas vou responder para que se deixe bem claro.
CarÃssimo: com 23 minutos de percurso para cada lado claro que
para sié impossÃvel, mas não faça da sua experiência única a base para toda a gente, especialmente se já está no distrito de Aveiro que não é Grande Porto, é
Ãrea Metropolitana do Porto (e eu no Norte não incluo Aveiro, lamento!). Na zona do Grande Porto (
Gaia, Porto, Matosinhos, Gondomar, Ermesinde e Maia), onde se situa
o grosso da população, isto é uma realidade pelos tempos de viagem serem de 15 minutos ou menos, torna-se perfeitamente fazÃvel. Basta ter o que quase toda a gente tem, 1h de almoço quando não são 2h como em muito bom establecimento aberto ao público, que com tudo já previamente preparado é sentar e comer.
Na Maia, todos os dias, há trânsito após as 13h na N13 e N14 de gente que vem num só sentido (Porto - Maia); e na VCI, Circunvalação e A4 há muito mais intensidade de trânsito entre as 12h30 e as 14h e não há de ser para trabalho de certeza que muita coisa fecha à hora de almoço. Igual em Ermesinde.
E no caso da região de LVT, ao retirar a AML está a retirar bem mais de 70 ou 80% do total populacional e a deixar de fora
o grosso da realidade local, fora que falar de LVT e falar de *especificamente* Lisboa, como fiz, é muito, muito diferente. Fora da AML é zona centro, ponto. Eu referi-me a Lisboa, apenas e só, eventualmente extensÃvel à Grande Lisboa, e penso que a lógica ficou bem clara.
/offtopic e não responderei mais.
O locutor Jorge de Freitas, por conta da nova rubrica só com mulheres da TSF, teve uma excelente iniciativa na passada Quinta à noite, salvo erro, onde após a promo, alinhou uma meia-hora só com vozes femininas e de excelente qualidade. Que aconteça mais vezes!