Numa primeira emissão é complicado fazer uma avaliação aprofundada.
Tem voz de menina de 15 anos, não se resguardou, foi comunicativa, arriscou.
Não gostei, nem desgostei, tenho que ouvir mais...
Concordo com a voz de adolescente... mas convenhamos, tem o seu encanto, acho a voz da miúda linda e meiga, o que cativa!
Agora tem boa playlist o resto horrÃvel
A playlist até que podia ser melhor, embora nos últimos tempos tenha sofrido um upgrade. Os animadores não são maus, francamente, a maioria até são muito bons, mas precisam de reorganizar muito bem os paineis.
Não conseguem a liderança nas rádios jovens e não sabem o que fazer. Arriscaram em novos emissores e não ganharam nada com isso.
Sem dúvida que a suspensão dos festivais( a Mega estava presente em 4 festivais, com emissões exaustivas, que motivavam muito os locutores), isso afectou imenso a rádio.
Este pós férias, será vital para o futuro da Mega, que provavelmente terá outra e mais decisiva reformulação.
Os dois novos emissores já eram do grupo, investimento foi nulo. Cairam no colo e não se esperava que rentabilizassem assim tanto, pois são emissores num território envelhecido.
O problema da Mega é, não só que emissores tem, mas sim a qualidade dos que tem, e do dinheiro que não tem para investir em novos. E aà tem problemas grandes, nomeadamente a Norte.
Começando pelo que está bem: 90.0, 92.4 e 92.9 impecáveis.
Os 90.6 são o desastre que são, com espúrias da Festival/Nova ou não, sofre ainda daquele ruÃdo insuportável do analógico e do problema que são os emissores de Valongo no litoral. O emissor tem de estar no Monte da Virgem para servir melhor as áreas mais jovens da AMP o público alvo da Mega. Se for para manter em Santa Justa, para tentar ganhar o Vale do Sousa, que me parece irremediavelmente perdido para a Nova Era, e onde há apenas duas Faculdades, precisa de mais uma cobertura na AMP (perdão Zeca), provavelmente a da defunta Rádio 5 em 88,4 ou os 104.7 da Rádio Clube da Feira, a meu ver seriam a melhor opção (poderiam colocar o Emissor no Monte da Virgem). A ser impossÃvel a Afifense também entra sempre limpo neste eixo, com a vantagem de entrar em Viana do Castelo, onde os 92,9 de Braga, esse grande emissor, também fraqueja um bocadinho.
Os 96,5 são outro problema bicudo. Sofrem da pressão constante da M80 do Montejunto a Sul, entrando muito mal mesmo à s portas de Aveiro. Não conseguem ajudar no sul da AMP, pois levam ripeirada da Cadena 100, e mal passam Aveiro, comutam para Coimbra. São praticamente desnecessários. É uma frequência, que bem pensada, poderia ser alienada e trocada pelos 103,2 na Freita que não falham em Aveiro. Ah, e a estarem corretos os dados da audiência em Aveiro... são totalmente desnecessários, o que é deveras preocupante, significando que os 101.0 comem todo o público elegÃvel.
Os 92.7/106.4/88.0 tenho algum dificuldade em compreender a utilidade dos referidos emissores. Já para nem falar na micro de Rio Maior. Os 88.0, ok, é um complemento a Monsanto, que permite reforçar na zona Oeste, mas acrescentará algo de relevante, que não fizesse por exemplo, um emissor em Ourém (assim de repente, penso nos 94.0 de Leiria) que deslocalizado para Ourém, provavelmente faria as expensas de Rio Maior e de grande parte da área de influência no Oeste dos 88.0, mesmo que não fosse com a melhor das qualidades. Rio Maior, não vejo que sirva por aà além um público jovem. Santarém não é uma cidade universitária. Quanto a Viseu, é mais uma frequência, mas numa cidade que não é assim tao jovem quanto isso, mas também não vejo razão para não a manter. Agora, não esperem é milagres desse emissor.
Questão: os 92.4 chegam bem a Setúbal? Escuta perfeita? É que é uma cidade core para o tipo de rádio que é a Mega!
Falta ainda, claramente, emissor na Covilhã, que ia ser um abalo na Cidade FM daqueles. Considerando que a Guarda é municÃpio vizinho, provavelmente, alugar a antena de uma das rádios da Guarda era capaz de ser um tiro no Porta Aviões. Falta ainda um emissor no Alentejo e no Algarve, mas aà não me atrevo a opinar sobre potencias aquisições, pois conheço mesmo muito mal o terreno.
Um outro tiro limpo, era ainda tentar o Funchal. Mas como tudo, é preciso dinheiro e não sei até que ponto, não iremos mais depressa ver emissores a desaparecer do que a serem acrescentados ao parque. Mas a verdade é que esta nunca foi uma prioridade da Mega, basta ver que para além das duas frequências da SIM não há mudanças desde 2009. Porém, é minha convicção que a luta se continua a ganhar (e continuará) no FM.
Estou também absolutamente convencido que mais um ano de pandemia nestes moldes (sem festivais) e é o fim da Mega! Daà que sim, concorde, setembro é mesmo determinante, se a coisa não correr bem no arranque, vão começar a rolar cabeças, e, parafrazeando o Mário Soares, não hão de ser as do dedo.
A Mega precisa de melhorar a comunicação.
E mudar o estilo da rádio,por mais emissores que tenha não vai mudar muito a nÃvel de audiências. Precisa de mais homens em antena,deixar as conversas afeminizadas...
Pois playlist muito melhor,se calhar arriscava em música latina,onde a Cidade Fm ganha imenso.
E divulgar em massa as novas frequências.
Uma vantagem da Cidade, abrange mais zonas que a Mega.
A Mega chega a menos zonas que a Cidade. Vale de Cambra, Penacova fazem muita diferença. Até mesmo Alcanena. Podem as capitais de distrito não ser a 100%,mas ao contrário da Mega que se foca nas capitais de distrito e grandes urbes a Cidade abrange mais. E isso reflete se e muito.
A Mega precisa de ter nova grelha,novos animadores e novo estilo de comunicação. Playlist não mudaria muito,salvo no que disse de tentar ir buscar público a Cidade.
A Mega é uma rádio mais elitista que a Cidade, que é mais para as massas. Daà que para eles, possa fazer sentido chegar mais longe (há Secundárias em todo o paÃs) ao passo que a Mega vai buscar mais o Universitário/jovem em inÃcio de carreira, que trabalha, fundamentalmente nas grandes áreas urbanas... mas que vive longe delas. E que, portanto, começa a ouvir com algumas deficiências. Isto serve também para a playlist... latinadas na Mega seria um erro. A Mega, tirem-lhe o hip hop tuga e fica
au point em termos de playlist. Funciona muito bem com o Fresh e com o Lugar às Nova a criar ligação com o público, que sabe que ali ouve o que há de novo (e que devia tocar mais em antena).
A Mega precisa de mais palavra. Precisa de trazer o podcast para a Antena, em horário nobre, com conversas excecionais como a que o Alexandre teve com o Rodrigo Guedes de Carvalho. O pessoal está farto de ouvir estrelas do Big Brother. Precisa de programas de autor, como o The Listening aos dias úteÃs. Precisa de ser uma rádio que não seja só jovem palerma e que não tenha rúbricas que sirvam apenas para criar capas das revistas cor-de-rosa, como o Cala-te Boca ou a Notificação Indesejada. Precisa de humor em antena. Precisa de informativos a sério, com jornalistas. Precisa de compreender que, só vai ganahr, voltando à s raÃzes da rádio. E abrindo o livro de cheques agora. E percebendo que não precisa de estrelas que ganham muito e que retornam pouco. Precisa de mais malta com garra e fome de vencer, e não de malta acomodada ao estilo funcionário público. Precisa de mais homens, sem dúvida.
Hoje em dia as rádios têm acesso a variados estudos de mercado, com in formações sobre o auditório, idade, sexo e região,, ainda horários, tempo d escuta, para lá dos públicos das classes A, B ou C, ou seja, sabem a quem se direcionar.
Se eles têm mais temática feminina é porque os dados que eles têm dizem respeito a isso.
É verdade sim, as mulheres são a maioria das ouvintes. E para além disso, li sobre isto há uns tempos, convém lembrar, que está provado que uma mulher a ouvir falar de temática masculina (eg: futebol) desliga totalmente do assunto. No caso, muda de estção. Nós aguentamos as divagações delas sobre roupas, cabelos, unhas. Para além disso, e isto em rádio funciona menos, mas as redes sociais dão uma ajuda forte, o belo ajuda a manter a ligação com o público masculino... e nisso, verdade seja dita, as meninas da Mega não facilitam!
