Eu sei que a Catarina Silva quer imprimir dinâmica à emissão da Cidade FM, mas está a fazer um erro muito típico do que se fazia nos anos 90: está a falar demasiado rápido em antena!!!
Fala mesmo com a mudança em 6a na continuidade normal, é demasiado rápido. Nas interações com o colega de painel também é bastante rápido mas ligeiramente menos. De qualquer forma isto é uma muleta indesejável em rádio que se ela não corrige em tempo útil fica com ela durante muito tempo mesmo!
E a mesma crítica pode ser dirigida ao Artur Simões de manhã, com a nuance que ele além de fazer isto assim ainda sobe e baixa a via rapidíssimo para micronotas que diz também rápido demais nos tópicos que eles vão lá falando na emissão da Cidade FM, o que me leva frequentemente a recordar algumas rádios locais da Península de Setúbal em que isto era o que se fazia há... 25 anos.
Falem a velocidade normal e acelerem só de vez em quando. Correr uma emissão toda em 6a é desconfortável para quem ouve e de certeza que é desconfortável para eles próprios.
Ainda sobre a Tarde Livre da Cidade FM: o colega de painel da Catarina tem que fazer o favor de parar de fazer 600 referências ao Norte do país quando a Catarina tem zero noção de 3/4 do que ele está a falar. Lá porque ele quer conquistar o seu público aqui por esta região não pode deixar a colega de painel sozinha e abandonada em metade das referências que ela vai fazendo na emissão, cria uma dessintonia que é só estúpida. Quer para quem ouve em Lisboa quer para quem ouve aqui.
Ah, e também tem que parar de andar a chocar tanto com a Catarina. É notório que a Catarina gosta de um bom debate ou de uma boa disputa sobre temas que sim senhor em antena, o que pode criar ali um frisson que até fique giro se ambos fizerem na desportiva, mas ele pegou nisso e está a executar de uma maneira completamente errada. Não se está a adaptar à colega de painel que, só naquela, é a cabeça do painel, não é ele. Diria mesmo que até está a prejudicar. Portanto um bocadinho menos de estrela e um bocadinho mais de cooperação da parte dele levava a coisa bem mais longe.
Até porque não tem assim tanta graça. Consegue ter umas tiradas giras mas está muito longe de ser refinado nisso e está a milhas do que seria um Vítor Sá ou um Ricardo Maria, por exemplo.
Nota final, mas esta é para a produtora das tardes: quem achou que fazer uma battle de frutos secos era interessante pode pensar outra vez. Eu sei que é difícil encher a antena e que a Catarina sozinha faz o que pode com a produtora, é perceptível que ela esticou o máximo que podia (e conseguiu, és um furacão, Catarina!), mas houve alturas em que morri de cringe com o que ouvi naquela sequência. Sim, é melhor que aquela história batida dos estudos, mas...