Porque é que o Montez não junto todos os recursos que tem e cria duas rádios verdadeira inovadoras e competitivas no mercado? Porquê manter um portfolio tão diversificado, com audiência minoritária e rádio que metade do tempo são fantasmas, ie, sem qualquer intervanção humana (noites e fins de semana)?
Percebo esse "andar ás aranhas". Há muito tempo que o Eng. não consegue lançar nada que consiga furar as audiências...Lembro-me da Comercial formato radio rock e do renascer temporário da Antena 3. Fora isso, apenas rádios de minorias que diga-se estão estagnadas há anos - Radar e Oxigénio. Só no Porto, com a Rádio Nova, que julgo ter ainda gestão partilhada com a Sonae, é que se tem visto algo, vá lá, "diferente"...
Pelo que é dito no artigo, quase de certeza que é um projeto novo simultâneo nas duas frequências. Só falta perceber o que será? Embora eu ache que o Montez anda ás "aranhas" sem saber o que fazer, pois se o soubesse já teria apontado alguma pista.
Exacto, porque não apostar numa reorganização como esta:
"Nova Rádio" - perfil um pouco mais generalista com uma playlist de qualidade com músicas de todas as épocas: 90,4 Lisboa + 100,8 Almada + 91,0 Matosinhos
Radar+Oxigénio: 97,8 Almada + 102,7 Gondomar + 102,6 Oeiras
Amália: 92,0 Loures + 100,6 Setúbal + 98,1 Cascais
Mais vale apostar a sério nas rádios com mais potencial de crescimento, do que dispersar recursos de forma desnecessária.
Penso que as generalistas estão fora de mão para o eng. Montez, infelizmente. O custo que é envolvido em todas para a falta de impacto que teria só com dois emissores... Já houve uma generalista. Chamava-se Rádio Capital. Por outro lado, se ele lançar a SBSR Rádio e tiver o azar de num ano os artistas de um serem demasiado próximos dos do outro - e há esse risco, são dois mainstream!... é um choque desnecessário.
Especializando-a em rock, choca de frente com a já establecida SuperFM quer pelo nome quer pelo produto e é capaz de dar chatice, porque a SuperFM faz serviço às duas margens e é um choque de frente com o produto que é. Podia ser bem sucedido pela máquina que ele tem montada nos festivais, mas sujeitava-se a complicações e a um mercado que já tem duas rádios rock (uma mais focada em oldies, a 105.4, e outra como é a SuperFM). Três é demais, minha opinião.
Acho que já chega sinceramente de tanta rádio diferente e nova. Mais vale focar e especializar o que tem, de modo a dar mais reconhecimento às mesmas.
A minha sugestão é um pouco diferente da tua (embora ache a tua ideia de consolidação excelente). É esta:
MEO Music - *91.0 Matosinhos + 100.8 Almada
Amália - 100.6 Setúbal + *90.4 Lisboa + *98.1 Cascais
Radar + Oxigénio - *92.0 Loures + 97.8 Almada + *102.7 Porto
Nova Era - 101.3 Paredes + 100.1 Vila Nova de Gaia + *102.6 Oeiras.
*emissores com rádio alterada
Tem os seguintes pontos de suporte:
» A MEO Music deve, a meu ver, focar-se nos centros urbanos e nada mais. Mas tem alguns ouvintes fidelizados ao emissor de Almada (e alterar a frequência era tornar a rádio irrelevante, além de ser uma rádio patrocinada) e para isso acho que usarem os 102.7 de Gondomar é demais. Mais vale aproveitarem os 91.0 de Matosinhos, mantendo o emissor de Almada na Meo Music, e caso arrumado.
» A Radar deve fundir-se com a Oxigénio, e aqui sou da mesma opinião que tu. Mas acho que meteres dois emissores na zona ribeirinha do Tejo é muito redundante, porque os 97.8 chegam a Oeiras e vice versa. Por outro lado, qualquer uma das duas tem à s vezes dificuldades grandes para se fazer ouvir na parte mais alta de Lisboa, e seria excelente se se puderem ouvir aÃ. Proponho para isso os 92.0 de Loures para suprir essas falhas. Quanto ao Porto, os 102.7 dão lhe o destaque que merece. Aqui tenho muitas dúvidas se ficaria a Radar ou a Oxigénio como marca, e qual das duas a mais integrada na outra.
» A Amália tem procura muito essencialmente em Lisboa e na PenÃnsula de Setúbal, com grandes ligações ao fado lisboeta e ao "além-tejo". O emissor da baixa de Palmela, embora excelente, está distante de Lisboa, e à Linha de Cascais e Sintra, que também têm essa tradição do fado e algum turismo também por isso, é mais difÃcil chegar. Proponho um reforço de cobertura em Cascais para fazer face a essa questão.
» Acho que a Nova Era tem potencial em Lisboa e na Linha, porque nem toda a gente na zona ribeirinha fica totalmente servida quer com a Radar quer com a Oxigénio. E provavelmente apanhará muitos ouvintes que não gostam da Orbital, que convenhamos, está decadente e ultrapassada. A zona mais alta de Lisboa, no entanto, já está muito fidelizada à Orbital, em particular Loures, Odivelas e Amadora.
» O ponto mais importante é este: como são frequência única, não há uma cadeia de rádios, preocupei-me em assegurar ao máximo que pelo menos um dos emissores de cada rádio ficava na mesma, de modo a que os ouvintes não percam rasto das mesmas e possam usufruir das melhoradas capacidades de escuta.