Reflexões sobre o estado desta rádio e eventuais pistas para fugir ao abismo (ou talvez não...):
• A rádio está “muito pesada”, com excesso de rock e de música nova. Deveria haver um aumento de sonoridades mais eletrónicas e um incremento de clássicos do indie / rock alternativo, que tornassem o produto difundido mais apelativo.
• Há demasiadas rubricas / enlatados, que cortam a fluidez normal da emissão. Excesso de repetição dessas rubricas. Mudo logo de estação quando surge a rubrica do Rap / Hip Hop, e pior é que repete de 3 em 3 horas...Deveriam ser remetidas para programas de autor, ao fim de semana.
• Terminando os enlatados, isso daria maior cunho aos autores, que deveriam, contudo, assegurar uma coerência mínima da emissão (regra 60% playlist, 40% escolhas autor)
• Publicidade a festivais de verão excessivamente repetitiva e anunciada em antena, muitos meses antes dos eventos se realizarem. Coloca uma fadiga imensa num ouvinte regular das emissões. Na Pandemia, estiveram a rodar mais de 2 anos a mesma promo ao festival Super Rock…faz sentido?
• A entrada da Catarina Pereira nas manhãs não trouxe nada de novo. As suas intervenções soam a demasiado forçadas. Deveria haver, sim, uma maior aposta na interatividade com os ouvintes, num formato de conversa / “discos pedidos”.
• Uma nota sobre o programa do Rui Portulez: há 30 anos atrás quando queria ouvir rock, ela passava jungle e drum n bass (na XFM). Hoje, que quero menos rock e mais eletrónica, sou bombardeado com guitarradas…
• As emissões em direto deveriam ser alargadas no mínimo até às 20h. Às 19h ainda estamos em pleno prime time do “regresso a casa”.
• No late night (depois das 21h e até às 24h), deveria ter sonoridades com ritmo mais lento, numa espécie de “Oceano Pacifico” da música alternativa.
• Rever a sonoridade / jingles da estação, tornando-os mais modernos e frescos.
• Ativar a função RT com informação das músicas / artistas que estão a rodar. Não faz sentido uma rádio com esta características, não ter esta funcionalidade ativa.