Vai para aqui, que é mais apropriado.
Por volta do meio-dia, passou a colaboração Elderbrook x Bob Moses, "Inner Light". Uma faixa de 2021 (inclusive com alguma divulgação via Bons Rapazes da Antena 3, na sua edição original), que foi trazida para um novo pico de popularidade desde final de agosto deste ano, pois foi usada como banda sonora para a cena final do GTA VI: Extended Look.
Até aqui, tudo bem. Este tipo de ressurgimentos e/ou explosões tardias têm sido o pão nosso de cada dia desde o final dos 2010's, quando o TikTok fez da Lizzo um dos seus primeiros casos de sucesso impulsionado pela plataforma. O que me fez rir com gosto foi a Matilde Prata chamar a isto de "música nova". Assim, sem contexto, sem nada. Como se tivesse saído na semana passada! 
Dá mesmo vontade de criar uma Bons Rapazes FM.
A 3 continua a tratar o programa como se não fosse dos que tem mais gente a interagir nas redes com ele ao cortá-lo todo e qualquer vez para emissões especiais sobre tudo e mais alguma coisa, mas não seria nada para fazer misérias.
Bob Moses, Caribou, Rufus do Sol que têm milhões de views por esses streamings agora... Seria bem interessante.
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Acho que é precisamente por causa de ser um dos programas com mais audição no RTP Play que essas "interrupções" para os especiais não se tornam tema. É um programa que encontrou a sua base de fãs, independentemente de estar ou não no ar na rádio linear. Quanto a haver uma rádio do género, convenhamos que os tais milhões, sendo milhões, não deixam de ser milhões dentro de um nicho. Não é que não veja potencial para um eventual furo para um
mainstream mais alargado - este surgir de popularidade da "Inner Light" via sincronização com o GTA demonstra isso mesmo, assim como os números acumulados da "Innerbloom". Mas dificilmente vejo esse
crossover como algo que se sustente a médio/longo prazo. O mais certo seria tornarem-se, aos olhos da audiência pop,
one-
hit wonders.
De resto, estes especiais, a meu ver, também se tornaram peça fundamental para a (relativa) recuperação da 3 nas audiências. Afinal, uma das coisas que a explosão dos
podcasts demonstraram é que as pessoas gostam que haja, bom, pessoas dentro da rádio. Ainda para mais, o Apagão também veio, à sua maneira, devolver a importância que as ondas hertzianas e, sobretudo, o formato ao vivo têm para preservar e, quiçá, recuperar alguma da mística que a rádio parecia ter perdido. Para além de que também funcionam como uma bela forma de promoção dos próprios eventos e dos participantes. Até ver, todos ganham.