Emissão muito interessante da Prova Oral na última terça sobre a questão das quotas de música portuguesa nas rádios. Podia tornar-se muito teórica mas falaram-se de factos e felizmente estava lá a Luísa Sobral, muito mais moderada que o Benjamim e a Capicua, a concluir que a música não pode ser como o cinema português e tem de existir opções para todos incluindo comerciais de qualidade.
A meio do programa o Nuno Reis interviu e revelou que para além da rádio pública ter uma quota de 50% de música portuguesa (na Antena 1 de 60%), ainda cumpre ainda duas "sub-quotas": 60% de música em língua portuguesa e 35% de "música nova" se bem que a 3 segundo ele passa 70% o que tem "um preço a pagar nas audiências"...
Vou dar este caso que tenho reparado e é mais um dos muitos que têm passado na 3 nos últimos anos, insistências que depois se esfumam. Na minha opinião muita música alternativa portuguesa até tem um bom ritmo/melodia, agora vozes e letra...
https://www.youtube.com/watch?v=KSbpmW8biXA
Uma solução utópica mas que poderia resultar? Facilitar que estas músicas algo "perdidas" pudessem ser regravadas por alguém que não ande pelo experimentalismo.
Apanhei o programa já perto do final, e honestamente, ando sem tempo para nada, quanto mais puxar atrás, mas do que ouvi pareceu-me bastante esclarecedor. Nomeadamente, não sabia que para a quota de música portuguesa entram músicas estrangeiras como o "Quando, Quando, Quando", desde que tenha uma palavra portuguesa ou faça uma referência a PT ou aos países da lusofonia, já conta para a quota. O meu problema, é que entendo, sinceramente, que tal como a Antena 2, também a Antena 3 deveria estar isenta de quota, ou ter um valor muito mais baixo. Para o tipo de público que a A3 deveria apanhar, os jovens 18-35, essa cota é absolutamente castradora.
Em minha opinião, talvez a A1 pudesse ter mais palavra e menos música, e nos espaços de autor (e quiça mesmo na playlist) ser obrigada a ir aos 100%, exceto nos géneros sem produção suficiente. Diria também que poderia fazer sentido ter uma rede em Portugal com as características da DIAL, e se calhar em lugar de tantas rádios fantasmas que por aí andam que nem ao 1% chegam, poder-se-ia utilizar essas frequências para capitalizar esse mercado, com a boa música que existe, não só a atual, como alguma com mais alguns anos.
Concordo também quando referes que a Sobral é bem mais ponderada. Só não se enganou quando referiu que a empresa pública devia dar lucro no excel... foi engano, corrigido rapidamente pelo Alvim, ela referia-se às privadas, e daí compreender outras opções na escolha, não deixando de lamentar (e bem!) que alguma boa música portuguesa por lá não tenha lugar. Mas é verdade que a rádio pública pelo menos devia ter lucro económico 0, nem que para isso tivesse de ter publicidade como a TV.
E sim... de facto há música tuga que não vale nada, mesmo! Mas também há (e muita!) internacional e comemos e calamos nas playlists da RFM/Comercial, RR/M80 e Mega/Cidade.
Certíssimo relativamente a alguma trampa que passa na rfm, comercial, cidade, mega e m80.
Mas olhe que há mais trampa a passar na 3.
Aliás, depois de alguns milhões gastos na 3 nos últimos 8 anos, Reis, se tivesse um pingo de responsabilidade, abstinha-se de repetir a sua ladainha de sempre.
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Insisto:
O relvismo
O madurismo
O nunismo/silvismo
Têm que desaparecer rapidamente da órbita e entranhas fo grupo RTP...
Duas ou três coisas como dizem Galopim & Lopes...
1- Quais os interesses de Relvas em destruir o grupo RTP e, posteriormente, entregá-lo a um grupo angolano amigalhaço do regime de Luanda na altura?
2- Quais as ligações de Nuno Artur Silva ao canal q e grupo Impresa, estando, simultaneamente, no grupo RTP como administrador gerindo conteúdos e informação?
3- Porque é que continuam a aterrar no grupo RTP gente próxima a NAS e ao grupo Impresa?
4- O que fazem no grupo RTP dois ex-ministros que a tutelaram?
5- Porque é que foi escolhido para o Ministério da Cultur, que tutela o grupo RTP, um ex-comentador da RTP e um ex-assalariado de Pinto Balsemão?
6- Porque é que na cúpula da Lusa também tem ex-assalariados de Pinto Balsemão?
7- Porque é que na presidência do CA do grupo RTP há um ex-assalariado de Pinto Balsemão?
8- Porque é que no principal canal de tv do grupo está um ex-assalariado de Balsemão e do Grupo Média Capital a dirigir a sua programação?
9- Porque é que à frente da informação da rtptv está alguém que atacou descaradamente a rtp, defendendo a privatização ou encerramento de canais, nomeadamente a rtp3, quando era assalariado de Balsemão?
10- Porque é que a tdt foi im fracasso, privilegiando-se outras plataformas?
11- Porque é que o DAB morreu?
12- Quais as ligações dos governos, nomeadamente os de António Costa, à Impresa e Média Capital?
13-Porque é alfuns políticos são muito promovidos para chegarem longe no grupo Impresa e Média Capital?
14- Haverá verdadeira democracia ou democracia condicionada pelo espaço mediático que alavanca políticos que sirvam os seus interesses?
É uma batalha, no caso do grupo rtp, que levarei até ao fim.
Portugal não pode estar refém disto.
Gentalha que destrói empresas públicas, que as usa, que as vai destruindo paulatinamente.
Vejamos o que foi feito com a EDP...
Vejamos o que foi feito com a PT...
Vejamos o que foi feito com a EFACEC...
Vejamos o que ia sendo feito com a Caixa Geral de Depósitos...
Vejamos o que vai sendo feito com o grupo RTP...
Vejamos o que tem sido feito com a Escola Pública de qualidade...
Vejamos o que tem sido feito com o SNS...
Vejamos o que tem sido feito com outros serviços públicos.