Mas quais interesses, quais interesses, isto é exercÃcio de opinião... o Atento é que acha que está em França, e que forçosamente tem que ser igual a França e tem.
Nem sequer são realidades comparáveis.
Então a da Rádio Cultura / Antena 4 com uma nova rede de FM é que é mesmo utópica... repare bem: uma rádio deste tipo exige maior atenção ao conteúdo, logo maior consistência de sinal para não perder nada. Emissores em FM, os poucos que seriam possÃveis, dificilmente no quadro atual de FM poderiam ir além dos 2000w, o que exceto um punhado de localizações nacionais é francamente complexo de gerir, e Lisboa/Porto nem têm espaço. Ia ter uma rádio direcionada à atenção e ao conteúdo com a pior rede de emissores de todo o grupo a nÃvel nacional?! Que sentido faria isso?
Os podcasts para idosos acho óbvio, mas vou indicar: não há plataformas agregadoras fáceis de operar para computador, ou quando há não são amplamente conhecidas ou são difÃceis de operar; mesmo que haja, ir dar com esse tipo de conteúdos é de uma pertinência que, na atual geração de terceira idade, é questionável, uma vez que o hábito não existe e o privilégio é para a comunicação direta e não gravada. Talvez seja viável na próxima geração, sim, e aà será excelente, mas não acredito nisso nesta, menos ainda nos termos atuais. Senão tÃnhamos tido podcasts de programas da Rádio Sim introduzidos no site da Renascença e tinham sido um sucesso. Onde é que se viu tal coisa? Claro que não se viu. O que saiu, foi direto para antena.
Quanto à A1, disse e insisto, acho compatÃvel uma playlist mais rica sem descurar no demais. Quem ouve a Antena 1 não ouve pelas lindas músicas que passa entre cada espaço de informação, não interessa a ninguém. Ouve pelo conteúdo que traz. O que faz sentido é que passem também a ouvir pela música em si, ser esse mais um meio de atrativo para escutar o principal canal da radio pública. Já dei ideias e caminhos possÃveis, não me vou debruçar mais sobre isso.
As ideias de "temos que fazer mainstream, como os privados mas no serviço público e com diferenças nossas" é que trouxeram os problemas que trouxeram à RTP1 de 1994/5 até à sua resolução, em 2004. Não queiramos isso para a rádio também, que no estado da arte atual, é muito perigoso.