No entretanto notas de rodapé da nomenclatura organizacional cristalizada movimentam-se, mas de forma negativa...
José Manuel Rosende envia a partir de Paris um trabalho acerca da intervenção de Macron hoje na TF1 e France 2 e das contestações por causa do aumento da idade da reforma...
Esse trabalho é apresentado ontem nos jornais da noite editados e apresentados por Cláudia Almeida...
A páginas tantas, o correspondente do grupo RTP usa as expressões esquerda e extrema-esquerda...
Hoje às 07:00 da manhã no jornal editado e apresentado por Soares e, naturalmente, assessorado pela Dra. Eduarda Maio, a expressão extrema-esquerda desaparece só ficando a que se referia à esquerda.
Já há dias no jornal foi dada uma solução matemática errada e na gravação desse jornal editado pelo inefável Soares foi retirada essa parte do noticiário. Aqui compreende-se, pois estavam a promover o erro...
Já na parte do corte da extrema-esquerda não se compreende evidentemente...
Não queremos só ares de imparcialidade!!!
Queremos mesmo imparcialidade!!!
Está exatamente ao mesmo nível de uma outra coisa que apanhei quanto à RTP1 que depois teve repetição infelizmente na Antena 1 em boletins noturnos: a menção do think-tank “Turning Point” como uma conferência de extrema direita, mais tarde repetida acriticamente em boletins da Antena 1. Haja rigor: é um grupo de direita standard, conservadora, tipicamente americana, não tem nada de perigoso ou extremado. Isto é o que o Turning Point é, e há muitos anos.
Em ambos os casos é uma tendência sempre para o mesmo lado. Não se compreende.
Mas a propósito dessa manifestação é evidente que teria que vir desse setor: o governo atualmente vigente anda entre o centro-direita e a direita regular. Aliás, diga-se que da maneira que vem sendo aqui apresentada em PT pelos OCS eu até achei mesmo (não estive a seguir a fundo) é que era da sociedade civil…
Não sei porque é que o grupo de serviço público, com tantas valências e tão bons pontos a favor, se deixa cair por vezes nestes recibos verdes em regime de ato isolado… mas pronto.
Em sentido contrário, não é a primeira vez que noto o rigor da Claudia Almeida a editar noticiários, e muitas vezes a horas bastante impróprias e fora do prime-time. Merecia melhor posição na empresa que andar a editar noticiários da uma da manhã.
E finalmente o Aurélio Gomes de volta à rádio, espero que em direto e a mexer na mesa, como vale a pena!