Autor Tópico: Memórias da Rádio  (Lida 132929 vezes)

O Bigode do Sala

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #120 em: Novembro 05, 2019, 09:25:48 pm »
Dava gosto ouvir o Zona X da M80 e o Super Rock.

Sobre a Mega e a Cidade, confesso que não sou apreciador das duas, muito menos, do David Carreira.
Mas considero a Mega mais bem estruturada e com uma playlist melhor.
E apesar da equipa das manhãs ter praticamente a minha idade, não suporto a forma como, por exemplo, o Conguito trata o seu auditório.
Acho que não condiz com uma geração que anda ou já andou na universidade e que é, ou tem possibilidades de viajar e alargar os seus horizontes.
Provavelmente estou a ser rude ou elitista, mas não me sinto à vontade com essa linguagem.
Daí, tanto eu, como o radiokilledtheMTVstar batermos tanto na tecla que urge uma Antena 3 diferente. Jovem, mas culta e variada.
Acho que ninguém que ouve a Mega a partir de uns 21/22, mesmo nunca tendo andado na faculdade, pode ligar muito ao que eles dizem. Se ouve a rádio é praticamente em exclusivo pela música... mas isso também faz parte do background de youtuber que o fez chegar até aqui. Claro que está a léguas do que faz o André Santos.
Quanto à M80 não sei o que lhes passou pela cabeça, a Zona X era uma excelente alternativa para terminar o fim de semana e praticamente a única altura em que ouvia a rádio mais de 5 minutos, e aposto que haverá mais gente assim que até pode ter deixado de referir a rádio no Bareme. É que se as audiências estivessem a descer na altura ainda tentava entender, mas não...

Não sei como é aí para o Porto, mas na minha Associação de Estudantes ouvia-se muito a Mega.
Mas também era numa outra altura, onde havia a dupla Rui Pêgo e Filipa Galrão, por exemplo.

Provavelmente terás razão em relação ao facto de quem já passou, digamos, dos 23 anos, já não está para aí virado para o que eles falam ou não. Contudo, eu não oiço, nem nunca ouvi a rádio como um mero repositório de músicas, mesmo quando tinha una 12 anos e consumia a magotes a Cidade FM.

Eu já ando há meses para fazer uma pen com músicas mas, para além da preguiça de seleccionar uma playlist, gosto de ter o gosto de sintonizar o auto-rádio e de sentir que, independentemente do locutor, que está alguém a comunicar comigo do outro lado.
Apesar de ser cada vez mais raro, gosto de ser surpreendido pela música que o locutor (ou o software) escolhe para pôr no ar.
Mais isso sou eu, que sou um romântico.  :D

Sobre a M80, certamente será um pouco anacrónico e infeliz o que irei dizer, mas quando a Antena 3 bateu naquele poço sem fundo, entre as saídas e indie, a M80 deve ter sido a rádio que mais consumia, mesmo tendo, à época, pouco mais de 20 anos.
Há lá nomes que gosto muito, como a Vanda Miranda, o Paulo Fernandes ou o Miguel Simões. Mas de quem eu sou fã é da Sandra Ferreira.
Ouvia muito o seu regresso a casa. A playlist tinha-se alargado aos anos 2000 (e até 10's, como os Golpes) e, no caso da Sandra, sentia que me revia nos seus gostos musicais.
Depois, era meio mítico ouvir o Zona X, onde ela ia, desde do trip hop, a sons mais dançáveis, à Madchester, ao grunge e àquele rock alternativo como os Skunk Anansie, Anouk, Placebo, Suede, Pulp, Radiohead, etc..

Depois o Zona X acabou e a Sandra saiu das tardes, sendo substituída por um locutor que nunca gostei, apesar de ser um senhor com muita história no meio.
Como não gosto de ouvir risos forçados e citações de estudos de cariz duvidoso vistos à última hora no feed de notícias do Facebook, lá regressei para a Antena 3, precisamente na altura em que o Tiago Ribeiro tomou as rédeas das tardes.
« Última modificação: Novembro 05, 2019, 09:38:30 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

joao_s

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #121 em: Novembro 05, 2019, 09:42:14 pm »
(...)
Eu, com uns 13/14 anos ouvia a Best Rock FM em streaming (depois dos 96.4 FM de Santarém terem ido para o Rádio Clube e depois para a M80).
(...)

96.4 FM, Montejunto, não emitiram a ‘Best Rock’ (CMR, Nostalgia, R CLUB P, M80, etc.). Porventura, está a confundir com 97.7, Santarém, que emitiram a estação visada, mas também, M80, R CLUB P, Star FM e, presentemente, ‘Smooth FM’. Reside no Ribatejo, Pedro?

Tem razão caro joao_s. Era precisamente aos 97.7 MHz que me referia. Onde actualmente se escuta a Smooth FM.
Foi lapso meu.
Sim, sou do Ribatejo e o João também é?
Sim, também.
 
Com 13/14 anos, na minha geração, no Ribatejo, ouvíamos: rádio, discos de vinil e cassetes. Na rádio, a estação pública “FM Estéreo da Rádio Comercial”. Na TV, RTP 1, a nível musical o programa “Vivámúsica”, ia para o ar aos sábados, e na TVE 1, “Tocata”, ia para o ar às terças, pelas 18 horas (hora portuguesa).

Se ouvir o programa da RR, “Hotel Califórnia”, dinamizado pelo Paulino Coelho e Júlio Isidro, sábados, 10-11h, a descrição das memórias do Paulino Coelho coincidem com aquilo que me lembro. Isto porque somos da mesma geração e zona de residência era a mesma.

O Bigode do Sala

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #122 em: Novembro 05, 2019, 09:55:48 pm »
(...)
Eu, com uns 13/14 anos ouvia a Best Rock FM em streaming (depois dos 96.4 FM de Santarém terem ido para o Rádio Clube e depois para a M80).
(...)

96.4 FM, Montejunto, não emitiram a ‘Best Rock’ (CMR, Nostalgia, R CLUB P, M80, etc.). Porventura, está a confundir com 97.7, Santarém, que emitiram a estação visada, mas também, M80, R CLUB P, Star FM e, presentemente, ‘Smooth FM’. Reside no Ribatejo, Pedro?

Tem razão caro joao_s. Era precisamente aos 97.7 MHz que me referia. Onde actualmente se escuta a Smooth FM.
Foi lapso meu.
Sim, sou do Ribatejo e o João também é?
Sim, também.
 
Com 13/14 anos, na minha geração, no Ribatejo, ouvíamos: rádio, discos de vinil e cassetes. Na rádio, a estação pública “FM Estéreo da Rádio Comercial”. Na TV, RTP 1, a nível musical o programa “Vivámúsica”, ia para o ar aos sábados, e na TVE 1, “Tocata”, ia para o ar às terças, pelas 18 horas (hora portuguesa).

Se ouvir o programa da RR, “Hotel Califórnia”, dinamizado pelo Paulino Coelho e Júlio Isidro, sábados, 10-11h, a descrição das memórias do Paulino Coelho coincidem com aquilo que me lembro. Isto porque somos da mesma geração e zona de residência era a mesma.

Não sabia que o Paulino Coelho era daqui da região.
Sabia que o José Coimbra e o Nuno Matos tinham começado na extinta Piranha, mas desconhecia esse facto.
Eu quando conduzo a essa hora costumo picar o Hotel Califórnia, principalmente pelas estórias ditas por esses grandes senhores.

Sobre a minha infância/juventude, das minhas primeiras memórias auditivas são da RC - Rádio Rock e da Rádio Renascença, do Jogo da Mala e do Paulino Coelho nas manhãs. Fazia muitas viagens de carro com a minha mãe durante as manhãs e ela ouvia muito a RR e o HQMC.
Na TV, fui fortemente influenciado pelo Top +, pelo Live Aid e pelos concertos que davam à noite na RTP2. O mais marcante para mim foi Roger Waters em Berlim (1990). Também me lembro daquelas montras dos cafés repelas com cassetes (que ainda usei e sei bem a relação complicada que tinha com as canetas BIC).
E lá está, graças à minha avó e ao rádio que ela lá tinha, desde tenra idade que ouvia a saudosa Rádio Tágide, de que guardo muitas memórias e saudades. Estou prestes a completar 25 anos, mas lembro-me como fosse ontem, ter ligado, pelo menos duas vezes para os Discos Pedidos. Uma porque fazia 7 anos e queria ouvir a música de aniversário do Batatoon e outra porque queria dedicar um tema do Marco Paulo à minha avó.
Tremia como varas verdes de estar a ouvir a minha voz no ar e por ter que dizer as míticas frases publicitárias sem me enganar. Hoje tenho acesso a tudo o que quero através de meia dúzia de dedadas.
E, mesmo com algum nervosismo, já tenho participado na Prova Oral por WhatsApp.
Contudo, não é a mesma coisa.

Por fim, como o senhor se sente ao ver a Rádio Pernes transformada na Record Santarém?

Saudações ribatexanas! ;)
« Última modificação: Novembro 05, 2019, 10:11:33 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
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Agostinho da Silva

estvmkt

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #123 em: Novembro 05, 2019, 10:20:26 pm »
A M80 tem um mal... emissões locais que logo aí condiciona muita coisa.
Mas não serve de desculpa.
Os Supers Pop e Rock e a Zona X deveriam voltar... E o programa do Gonçalo Câmara aos fins de semana deveria mudar de horário...
Se metessem o Zona X as 24 de domingo,o Super Pop a hora do costume (Domingo as 11),Super Rock sabado as 16 e já mexia a grelha... Ou então colocarem programas de autor nas emissões locais... Gravados mas a darem nas locais...

joao_s

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #124 em: Novembro 05, 2019, 11:49:47 pm »
(...)
as minhas primeiras memórias auditivas são da RC - Rádio Rock e da Rádio Renascença, do Jogo da Mala e do Paulino Coelho nas manhãs. Fazia muitas viagens de carro com a minha mãe durante as manhãs e ela ouvia muito a RR e o HQMC.
Na TV, fui fortemente influenciado pelo Top +, pelo Live Aid e pelos concertos que davam à noite na RTP2. O mais marcante para mim foi Roger Waters em Berlim (1990). Também me lembro daquelas montras dos cafés repelas com cassetes (que ainda usei e sei bem a relação complicada que tinha com as canetas BIC).
(...)

Por fim, como o senhor se sente ao ver a Rádio Pernes transformada na Record Santarém?

Saudações ribatexanas! ;)

Não comprávamos cassetes gravadas, gravávamos as cassetes ou a partir da rádio ou através de discos de vinil (era o MP3/streaming da época). Nunca comprei uma cassete gravada de origem.

Comecei a ouvir rádio nestes dois aparelhos, decorria o ano de 1981, quando tinha 11 anos: rádio-relogio “Maximal 3600” e rádio leitor de cassetes “Pioneer RK-355A”. Foi a primeira temporada do programa “ViváMúsica” (1981) da RTP 1 que suscitou o meu interesse pela rádio, uma vez que a versão radiofónica chamava-se “TNT – Todos No Top”, emitida no “FM Estéreo da Rádio Comercial”. Quando fazia os TPC da escola ou estudava para os testes, o rádio tinha obrigatoriamente de estar ligado. O aparelho da Pioneer acompanhou todo o meu percurso escolar e académico  desde então, uma vez que o trabalho de casa rendia mais com o rádio ligado (e tinha de ser este aparelho, outro qualquer não resultava). Ainda hoje, volvidos 38 anos, o mesmo funciona quase como novo. Este longo período de escuta (também em equipamentos HI-FI) moldou os meus gostos musicais, consubstanciados por aquilo que ouvia em várias estações de rádio, devidamente selecionadas.

Verifico que, musicalmente, foi influenciado por espetáculos que não pertencem à sua geração. Live Aid, foi emitido em direto e na íntegra pela RTP 1 no ano de 1985, numa longa maratona televisiva, o concerto do Roger Waters (ex-Pink Floyd) em Berlim, “The Wall”, data de 1990. A curiosidade pelo que as gerações precedentes ouviam acontece com todos (ou quase).

Não comento a Rádio Pernes, não oiço.
No geral, o Ribatejo tem bastante potencial que não é devidamente aproveitado, devido, em grande parte, à mentalidade que impera há décadas, que divide e não une, sem sinergia e estratégias comuns, o que prejudica o desenvolvimento de toda a região. Mas, essa é outra conversa... Julgo que fazem falta projetos de rádio robustos e de âmbito regional (englobando um ou mais distritos), ligados, por exemplo à imprensa regional, e vocacionados para as iniciativas e dinâmicas dessas regiões (não cópias disto ou daquilo).

Termino, referindo que, no geral, falta rejuvenescimento na comunicação social portuguesa e, em particular, na rádio pública. Estamos em contraciclo com os outros países da Europa (Espanha, França, Reino Unido, etc…). É necessário sangue novo, novas ideias, iniciativas e formas de fazer rádio que estejam em consonância com o público de hoje.

Saudações Cordiais.

AG

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #125 em: Novembro 06, 2019, 12:29:40 am »
Sobre a M80, certamente será um pouco anacrónico e infeliz o que irei dizer, mas quando a Antena 3 bateu naquele poço sem fundo, entre as saídas e indie, a M80 deve ter sido a rádio que mais consumia, mesmo tendo, à época, pouco mais de 20 anos.
Não é nada infeliz, pelo contrário.

Eu em 2001-2002, tendo na altura 13-14 anos, a minha rádio favorita era a Nostalgia. Ainda hoje para mim é a melhor rádio musical que ouvi, com um painel de luxo e uma playlist excelente, além de um ou outro programa de autor.

Claro que à época ouvia bastante a Comercial Rock ou a Antena 3 da era Montez e a local TOP FM. E mesmo mais tarde, com o regresso do RCP, apesar de ser bastante novo, passou a estar com naturalidade no topo das minhas preferências.
Nesse ano de 2003 deixei de ouvir a Comercial quando o Tojal arruinou a rádio rock. A playlist era intragável com Celine Dion, Santos e Pecadores, e outras coisas desse género. Mais tarde passaram a fazer quase concorrência ao RCP (!) com o claim dos 'grandes clássicos e mais música nova', era melhor mas mesmo assim muito repetitiva.
Como não apanhava a Best na minha zona, passei a ouvir ainda mais a Antena 3. Também me virei um pouco mais para a Antena 1, pois também passei a estar mais interessado em boa informação. A RR já ouvia por causa do desporto.

Em 2006 a MCR teve a sua melhor fase até hoje, a meu ver. A Comercial passou a ter programas de autor como o já citados de João Vaz e António Sérgio, e voltei a ser ouvinte. O mesmo no RCP (mais informativo nas manhãs) com Nuno Infante do Carmo ou José Carlos Cunha que tinha um programa de easy listening domingos à noite! Foi pena ambas não terem durado muito, no caso do RCP era o tipo de rádio que acho que ainda hoje faz falta em Portugal, a RR podia ser perfeitamente essa rádio.

Entretanto com o aumento da facilidade em ouvir emissões online, passei a assíduo ouvinte da Mix FM ou da Radar. De lá para cá, não tenho alternado muito nos gostos. Antena 1, Antena 3, Radar (agora em FM), Marginal, Smooth, ou rádios internacionais de vez em quando...
« Última modificação: Novembro 06, 2019, 12:31:40 am por AG »

O Bigode do Sala

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #126 em: Novembro 06, 2019, 09:11:58 pm »
(...)
as minhas primeiras memórias auditivas são da RC - Rádio Rock e da Rádio Renascença, do Jogo da Mala e do Paulino Coelho nas manhãs. Fazia muitas viagens de carro com a minha mãe durante as manhãs e ela ouvia muito a RR e o HQMC.
Na TV, fui fortemente influenciado pelo Top +, pelo Live Aid e pelos concertos que davam à noite na RTP2. O mais marcante para mim foi Roger Waters em Berlim (1990). Também me lembro daquelas montras dos cafés repelas com cassetes (que ainda usei e sei bem a relação complicada que tinha com as canetas BIC).
(...)

Por fim, como o senhor se sente ao ver a Rádio Pernes transformada na Record Santarém?

Saudações ribatexanas! ;)

Não comprávamos cassetes gravadas, gravávamos as cassetes ou a partir da rádio ou através de discos de vinil (era o MP3/streaming da época). Nunca comprei uma cassete gravada de origem.

Comecei a ouvir rádio nestes dois aparelhos, decorria o ano de 1981, quando tinha 11 anos: rádio-relogio “Maximal 3600” e rádio leitor de cassetes “Pioneer RK-355A”. Foi a primeira temporada do programa “ViváMúsica” (1981) da RTP 1 que suscitou o meu interesse pela rádio, uma vez que a versão radiofónica chamava-se “TNT – Todos No Top”, emitida no “FM Estéreo da Rádio Comercial”. Quando fazia os TPC da escola ou estudava para os testes, o rádio tinha obrigatoriamente de estar ligado. O aparelho da Pioneer acompanhou todo o meu percurso escolar e académico  desde então, uma vez que o trabalho de casa rendia mais com o rádio ligado (e tinha de ser este aparelho, outro qualquer não resultava). Ainda hoje, volvidos 38 anos, o mesmo funciona quase como novo. Este longo período de escuta (também em equipamentos HI-FI) moldou os meus gostos musicais, consubstanciados por aquilo que ouvia em várias estações de rádio, devidamente selecionadas.

Verifico que, musicalmente, foi influenciado por espetáculos que não pertencem à sua geração. Live Aid, foi emitido em direto e na íntegra pela RTP 1 no ano de 1985, numa longa maratona televisiva, o concerto do Roger Waters (ex-Pink Floyd) em Berlim, “The Wall”, data de 1990. A curiosidade pelo que as gerações precedentes ouviam acontece com todos (ou quase).

Não comento a Rádio Pernes, não oiço.
No geral, o Ribatejo tem bastante potencial que não é devidamente aproveitado, devido, em grande parte, à mentalidade que impera há décadas, que divide e não une, sem sinergia e estratégias comuns, o que prejudica o desenvolvimento de toda a região. Mas, essa é outra conversa... Julgo que fazem falta projetos de rádio robustos e de âmbito regional (englobando um ou mais distritos), ligados, por exemplo à imprensa regional, e vocacionados para as iniciativas e dinâmicas dessas regiões (não cópias disto ou daquilo).

Termino, referindo que, no geral, falta rejuvenescimento na comunicação social portuguesa e, em particular, na rádio pública. Estamos em contraciclo com os outros países da Europa (Espanha, França, Reino Unido, etc…). É necessário sangue novo, novas ideias, iniciativas e formas de fazer rádio que estejam em consonância com o público de hoje.

Saudações Cordiais.

Sobre a M80, certamente será um pouco anacrónico e infeliz o que irei dizer, mas quando a Antena 3 bateu naquele poço sem fundo, entre as saídas e indie, a M80 deve ter sido a rádio que mais consumia, mesmo tendo, à época, pouco mais de 20 anos.
Não é nada infeliz, pelo contrário.

Eu em 2001-2002, tendo na altura 13-14 anos, a minha rádio favorita era a Nostalgia. Ainda hoje para mim é a melhor rádio musical que ouvi, com um painel de luxo e uma playlist excelente, além de um ou outro programa de autor.

Claro que à época ouvia bastante a Comercial Rock ou a Antena 3 da era Montez e a local TOP FM. E mesmo mais tarde, com o regresso do RCP, apesar de ser bastante novo, passou a estar com naturalidade no topo das minhas preferências.
Nesse ano de 2003 deixei de ouvir a Comercial quando o Tojal arruinou a rádio rock. A playlist era intragável com Celine Dion, Santos e Pecadores, e outras coisas desse género. Mais tarde passaram a fazer quase concorrência ao RCP (!) com o claim dos 'grandes clássicos e mais música nova', era melhor mas mesmo assim muito repetitiva.
Como não apanhava a Best na minha zona, passei a ouvir ainda mais a Antena 3. Também me virei um pouco mais para a Antena 1, pois também passei a estar mais interessado em boa informação. A RR já ouvia por causa do desporto.

Em 2006 a MCR teve a sua melhor fase até hoje, a meu ver. A Comercial passou a ter programas de autor como o já citados de João Vaz e António Sérgio, e voltei a ser ouvinte. O mesmo no RCP (mais informativo nas manhãs) com Nuno Infante do Carmo ou José Carlos Cunha que tinha um programa de easy listening domingos à noite! Foi pena ambas não terem durado muito, no caso do RCP era o tipo de rádio que acho que ainda hoje faz falta em Portugal, a RR podia ser perfeitamente essa rádio.

Entretanto com o aumento da facilidade em ouvir emissões online, passei a assíduo ouvinte da Mix FM ou da Radar. De lá para cá, não tenho alternado muito nos gostos. Antena 1, Antena 3, Radar (agora em FM), Marginal, Smooth, ou rádios internacionais de vez em quando...

Agradeço-lhe as suas afáveis palavras e a forma pormenorizada e apaixonada como falou dos retalhos que guarda da sua infância/juventude.

O Live Aid que me estava a referir foi uma versão (ou tentativa de) do que ocorreu em 1985.
Esta ocorreu em 2005 e, partindo do mesmo pressuposto humanitário do original, serviu também para comemorar o seu vigésimo aniversário.
Nesse certame, apresentado em Portugal pela RTP1 e com os comentários de Pedro Ribeiro e Ana Lamy e as reportagens da Ana Galvão e do Luís Oliveira (então, os repórteres do Top +).
Esta versão, se emiscuirmos as polémicas, teve o condão de ser uma autêntica maratona que durou uma semana e meia, com concertos em todos os países do G8 e em África (creio que na África do Sul).
Lembro-me de assistir, colado à RTP, os espectáculos dos Green Day, U2, Linkin Park, Coldplay, Maroon 5, Robbie Williams e que na altura não gostava de ter visto os Pink Floyd, que se reuniram prepositadamente para este evento (mea culpa mea maxima culpa).
Acho que a Antena 3 também esteve lá presente, mas como na altura não a ouvia, não posso afirmar com exactidão.
Para além do Live Aid, também cresci com o boom dos festivais de Verão e a vinda de artistas que, nos anos 80, eram muito difíceis de virem a Portugal.

Voltando às memórias, o rádio da minha avó era um Grundig daqueles que carregávamos ao ombro e que tinha leitor de cassetes.
Lembro-me que os meus pais me ofereceram uma espécie de Walkman da loja dos 300, onde podia ouvir a minha cassete do Pokémon Total e a rádio que pretendesse.

Por fim, falando sobre a RC. Eu só passei a ouvi-la regularmente e conscientemente, muito influenciado por um primo meu, em 2007/2008, O Palmeirim e a Catarina Miranda já lá estavam, o Diogo Beja fazia as Manhãs 2, a Sofia Morais também lá estava e a estação passava música popular e contemporânea adulta. Era uma altura em que alternavam com o Pedro Vaz, o Gil do Carmo, ou o Ricardo Azevedo, com as sonoridades anglo-saxónicas da época (Amy McDonald, Duffy, Coldplay, Marion 5, Gwen Stefani, Madonna, etc.), remexendo, a meu ver, prepositadamente com as memórias colectivas da Rádio Rock. Lembro-me que passavam também Green Day, o novíssimo The Day That Never Comes dos Metallica, 3 Dors Down, Puddle of Mudd Incubus, Staind, Creed, a Lonely Day dos System of a Down ou Linkin Park (provavelmente, a par dos SOAD, a banda que mais marcou a minha geração).

Também ouvia os 97.7 MHz, já na era Rádio Clube, pois gostava imenso do Lugar Cativo e das Conversas de Café entre o Senhor Fernando Correia e o Carlos Dolbeth (muito antes da sua revelação na Sporting TV).
Já tive oportunidade de dizer isto pessoalmente ao Senhor Fernando Correia e ele, para além do ar meio surpreendido, foi de uma amabilidade extrema, revelando ser um gentlemen, dentro e fora de estúdio.
Ouvi o fim agonizante do Rádio Clube. Estava em escuta quando, à meia noite, se tocou o «E Depois do Adeus» do Paulo de Carvalho.
Tinha tudo para ser a verdadeira rádio de palavra neste país, mas não sei bem o que se passou com a gestão do Luís Osório e o seus despedimentos colectivos.
Curiosamente, graças a isso, o Diogo Batáguas foi promovido de estagiário a pivô do Lugar Cativo e, mais tarde, passei a ouvi-lo na Super FM. Agora sigo o seu trabalho e quando YouTuber! xD

Percebo quando diz que essa altura foi a melhor era da MCR. De facto era bem ecléctica, contudo, hoje ela vive a sua melhor fase em termos de números.
Embora não consiga ouvir muito tempo a emissão contínua da RC, eles são exímios nos conteúdos online e na interacção que fazem com o público, sendo essa, na minha opinião, a verdadeira diferença para ganharem à RFM.
A M80, infelizmente, estagnou ou regrediu com o fim dos programas de autor ou temáticos.
A Cidade FM, pouco ou nada me diz.
E, por fim, têm dois produtos de excelência que pecam pela pouca cobertura e investimento em locutores: a Vodafone FM e a Smooth FM.

Também ouvia bastante a Bola Branca e as Tardes Desportivas com o Alexandre Afonso e os comentários do Álvaro Braga Júnior.
Actualmente oiço a Antena 1 para informação/desporto, pico a RR para ouvir o que a Ana Galvão e a Joana Marques estão a fazer (hábitos da Antena 3) e oiço a TSF pelos motivos errados que se deve ouvir uma rádio daquele género: oiço-a aos fins-de-semana graças à música de excelência que passam que, na minha opinião, dá 10 a 0 à da RR.

Por fim, tornei-me aos 15 anos um fan boy da Antena 3 e considero que as Manhãs da 3 com o Diogo Beja, Franco Bastos, Joana Marques, Serginho, Jorge Botas, rubricas de Mário Augusto, Pontapés na Gramática, Espaço 1999, Linha Avançada e a informação com o Alexandre David, o melhor programa de rádio que alguma vez ouvi.
As manhãs, sejam no comboio em direcção à faculdade, seja a conduzir, a estudar para um exame ou por puro lazer, voavam ao som daquela equipa de luxo.
Tudo isto, juntando a música que gostava de ouvir e um enorme sentido de serviço público, mas transmitido de uma forma leve.
Esse programa surgiu na altura em que estudava em Lisboa, facto que abriu a minha cabeça para outras sonoridades e culturas. Era uma altura em que a Troika tinha entrado a todo o vapor, os noticiários estavam inundados de notícias tristes, existia uma crise e contestações quase todas as semanas no ensino superior e a existência daquele programa fazia com que, por breves momentos, esquecesse todo aquele clima de tensão a que todos, sem excepção, estávamos mergulhados. Era a magia da rádio.

Hoje, continuo apaixonado pela rádio e por esse mundo que são os podcasts que, na minha opinião, são locais onde os locutores e autores têm a liberdade que a ditadura das Playlists e a formatação de conteúdos das rádios não lhes permitem ter.

Saudações caro joao_s!
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Agostinho da Silva

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #127 em: Novembro 07, 2019, 10:56:35 pm »
Caros amigos.
Tirando nós, amantes da rádio, o certo é que cada vez se ouve menos rádio em Portugal.
Claro que, como som de fundo ou nos carros, no início da manhã, lá se vai ouvindo os suspeitos do costume. Sempre os mesmos.
De resto quem ouve rádio? Os locutores que nelas ainda trabalham?
Começo de manhãs e finais de tarde sim. Nos carros a rádio ainda é ouvida. Mas as estações emitem 24/7/365.
Muito gostaria de saber qual o tempo útil que cada ouvinte sintoniza mais do que Comerciais, RFM's e e pouco mais.
Já nem vou falar nas locais, onde os resistentes dos discos pedidos são lá continuam. Mas certamente que, dentro de 10 anos, não passam de uma doce nostalgia.
Com a proliferação da Internet, as novas gerações já pouco querem saber da rádio e estão a viver num mundo global onde têm acesso ao que querem em vez daquilo que lhes é impingido.
Mudam-se os tempos...

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #128 em: Novembro 08, 2019, 10:05:40 am »
A rádio tem razões para se preocupar, pois a sua audição agora é maioritariamente nos carros, pelo menos no nosso país.

Então preocupar-se porquê, perguntam vocês?

Porque a tendência a nível global é deixar o carro e apostar em modos mais verdes, a chamada mobilidade suave. Dinamarca, Alemanha, Holanda e até mesmo o Reino Unido são países onde a bicicleta é cada vez mais utilizada para ir trabalhar. Até nos Estados Unidos, a Meca do automóvel, essa tendência já se verifica. Não vamos ouvir rádio numa bicicleta, até porque só seria possível com headphones e isso é ilegal.

Mesmo por cá, em Lisboa, são cada vez mais as pessoas a adoptar modos suaves para as suas deslocações. Basta irmos agora até ao Campo Grande, Entrecampos ou o Saldanha para vermos isso. Eu sou uma dessas pessoas. Grande parte das minhas deslocações dentro da cidade são mais rápidas de bicicleta. Por exemplo, demoro cerca de 25/30 minutos em hora de ponta a ir de Santos ao Parque das Nações e 15 minutos de Santos à Avenida de Berna. Estou ciente que isto só é possível em cidades de dimensões consideráveis - no interior, em muitos casos, continuamos dependentes do transporte individual. Quando mais pessoas perceberem isto, a quantidade de automóveis a circular no centro vai diminuir. Ainda estamos longe disso, mas creio que seja uma tendência. E com menos carros, menos pessoas a ouvir rádio, de acordo com hábitos actuais.

No futuro, a rádio terá de se adaptar. Fora das deslocações pendulares, pode tornar-se pano de fundo durante o dia e parte da noite (é o que faço) para não perder ouvintes.

No meu trabalho, por exemplo, recorro ao online pois estou numa zona de Lisboa de difícil captação de ondas, mas a hertziana continuará a vingar. E, quiçá, até ganhar mais alguns adeptos.

Tudo o que se possa dizer neste momento é mera futurologia.

radiokilledtheMTVstar

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #129 em: Novembro 08, 2019, 06:00:15 pm »
Eu penso que as rádios também nunca encorajam muito as pessoas a ouvirem rádio FM no telemóvel. Se não me engano os últimos números da Marktest diziam que apenas 15% por cento dos ouvintes de rádio o fazem... há todo um potencial a explorar e em vez disso preferiam publicitar as suas apps, mas ninguém quer correr o risco de esgotar o tráfego do seu tarifário para ouvir rádio. É verdade que estão a aparecer os primeiros tarifários sem limite de dados, mas ainda não são para todas as carteiras.
Muita gente quase nem se quer se lembra que os telemóveis dispõem da rádio FM. No entanto, tirando a Apple com o iPhone, a maior parte das marcas está a reintroduzi-lo nos seus modelos topo de gama.
« Última modificação: Novembro 08, 2019, 06:05:23 pm por radiokilledtheMTVstar »

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #130 em: Novembro 08, 2019, 07:52:45 pm »


No entanto, tirando a Apple com o iPhone, a maior parte das marcas está a reintroduzi-lo nos seus modelos topo de gama.

Quais? Está a acontecer precisamente o contrário.

Um rádio FM precisa de um "fio" para funcionar, que costuma ser o dos fones. O que as marcas estão a fazer é eliminar a ficha 3,5. Sem isso não há rádio.

O telemóvel onde escrevo estas linhas já não tem jack. E não é iPhone.



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radiokilledtheMTVstar

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #131 em: Novembro 08, 2019, 08:49:06 pm »
Por exemplo o Samsung Galaxy S10+ tem, coisa que já não acontecia há algum tempo na Samsung.

guest6

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #132 em: Novembro 09, 2019, 01:11:49 am »
Por exemplo o Samsung Galaxy S10+ tem, coisa que já não acontecia há algum tempo na Samsung.

O que PDF diz é a realidade e o que você diz NEM é realmente assim: https://www.gsmarena.com/samsung_galaxy_note10+-9732.php Apenas a versão para os EUA e o canada o tem.
Tendencialmente os telemóveis estão a deixar de ter radio FM. Facto.

O Bigode do Sala

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #133 em: Novembro 09, 2019, 03:40:19 pm »
O futuro da rádio será algo ainda muito dúbio, mas uma coisa é certa:
De todos os modos tradicionais de comunicação, a rádio é aquele que tem tido uma maior plasticidade e capacidade de adaptação às novas formas de comunicação, evitando, sempre com mestria, todas as suas mortes anunciadas.

O grande desafio será, a meu ver, resistir após o fim das ondas hertzianas.
Na Europa, já se está a proceder, progressivamente, ao fim do FM e ao início de algo que, não demorará muito a ser implementado.
O 5G e a possibilidade dos carros (eu sei que o uso do transporte individual privado está cada vez mais a ser mitigado) poderem albergar sistemas como o Android Auto, faz com que uma estação líder de audiências como a Rádio Comercial, compita com praticamente todas as rádios do mundo que transmitem de forma online e, sobretudo, com as playlists musicais de cada utilizador criadas, através de aplicações como o Deezer ou o YouTube Player, e com os podcasts.

E mesmo com o progressivo desuso do carro, todos nós, sem excepção, temos acesso a toda essa informação através de meia dúzia de dedadas no telemóvel, independentemente que este tenha uma entrada «Jack», ou não.
Por fim, há uns tempos debati com um camarada de fórum, sobre o DAB+. Ele foi peremptório a dizer que esse seria um passo importante para a digitalização total da forma como consumimos rádio.

Não sei se o caminho será por aí, visto ser uma tecnologia cara e que apenas alguns países europeus a usam convenientemente, mas o 5G, para além de facilidades ao nível transmissão de dados e velocidade de rede, faz com que, a passos largos, se caminhe para termos um tráfego de Internet móvel ilimitado.

Hoje em dia, já existem pacotes de rede móvel que oferecem uma miríade de aplicações com tráfego ilimitado, tais como o Deezer e o Spotify e, até mesmo, dando 5 gigabytes para uso do YouTube.
Portanto, penso que o futuro da rádio terá que passar, inevitavelmente, por se adaptar e adoptar finalmente à Internet. Quiçá a palavra rádio cairá em desuso para se chamar, apenas e só, audio.
A única grande adversidade será espalhar o sinal de rede móvel para todo o território, principalmente onde as operadoras móveis não têm interesse em expandir (derivado ao factor custo/lucro determinado pelo escasso de consumidores).

Nesse aspecto, em Portugal, a estação que melhor aproveita os seus recursos online é a Rádio Comercial, com os vídeos das rubricas a tempo e horas no YouTube e um conjunto de podcasts que, infelizmente, dada à ditadura das audiências e, quiçá, à mentalidade redutora de quem consome o produto radiofónico, não têm a liberdade de poderem estar em contínuo no FM.
E ainda há a questão do Visual Radio, que também são os únicos que o usam, mais ou menos, em condições.

Saudações!
« Última modificação: Novembro 09, 2019, 04:33:04 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #134 em: Dezembro 31, 2019, 12:38:29 am »
esse tema das repetições já foi bem pior. Nos final dos 80's quando foram implementadas as primeiras rádios com playlist em Portugal, por exemplo com o programa "os 100 mais" do FM Renascença / RFM, os dez hitpicks da semana rodavam de 3 em 3 horas! Aqui a maior diferença era de que a playlist tinha 100 temas e não 20 ou 30 como a maioria das radios actuais. A Antena 3 continua a ser uma excepção a esta regra, pois tem de certo valores proximos da centena na sua playlist...

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20 não acredito mas que pelo menos a Mega e a Cidade não passem de uns 50 tenho quase a certeza... E já foram muito piores.
O pior caso que já vi de repetição, para além das rádios espanholas, passava-se quando tinha 10/12 anos e a Cidade FM era a rádio oficial dos Morangos com Açúcar em que as músicas da novela repetiam de 2 em 2 horas, lembro-me muito bem disso!
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(Peço, encarecidamente, aos administradores do fórum que movam esta mensagem para o devido tópico. Obrigado!)

Olha que nessa altura também papava doses industriais de Cidade FM e não era assim tão linear como dizes.

Aliás, ou eu sou uma alma velha, ou a Cidade FM de então tinha uma equipa bem melhor e uma playlist bem mais ecléctica.

A voz oficial da estação era a actriz Margarida Vila Nova.
As manhãs eram com o Abre a Pestana com o Pedro e a Joana. Era só o Pedro Marques e a Joana Azevedo.
Esse programa tinha dois repórteres que era uma tal de Verinha Mágica (ouvi dizer que está bem na vida ) e o Paulo Fernandes.
Depois também estavam lá a Elsa Teixeira, o Miguel Simões, a Ana Moreira, mais tarde entrou a Rita Rujeroni e, no final do dia, tinhas o Top 8 às 8 com o Wilson Honrado.

No que toca a playlist, mesmo ela tendo muito das bandas sonoras dos Morangos com Açúcar (era a febre da época e curiosiamente só passavam 2/3 músicas dos D'zrt e muito a espaços), era bem mais ecléctica que agora.

Tinhas música de dança com o Bob Sinclair, Supafly, Yves Larrock, The Underdog Project e o programa do Miguel Simões.

Tinhas rock/nu metal com Linkin Park, P.O.D., 3 Doors Down, Maroon 5, Da Weasel, Lonely Day dos System, Avril Lavigne.

Tinhas rap/Hip Hop como o Guetto Gospel do 2 Pac e Elton John, Ready or Not dos Fugees, Jay-Z, Bow How, Snoop Dogg, Eminem, Nelly, R Kelly, Ja Rule, Ashanti, Fort Minor, Mattafix, Mind da Gap, Dealema, Boss AC, etc.

Tinhas o último reduto do R&B como Usher, Alicia Keys, Destiny Child, Mariah Carey, Gutto, As Gémeas, Diana.

Tinhas a pop junenil que batia na altura como a JoJo, a Kelis, Patrice, as manas Nina Sky, os irmãos Bedingfield, o início da Rihanna, a Gwen Stefani e coisas piores que tenho vergonha de referir como o aparecimento do azeite latino aka reggaeton.

Existiu uma altura em que eles apostaram em Ayo, Corrine Bailey Rae, Gentleman, Damien Marley...

Pá, desde dos meus 10 aos 14 anos, consumi a magotes essa rádio.
Já não oiço nem metade das músicas que ouvia então.
Mas não me fez mal nenhum ter essa playlist como base, até porque repara bem em alguns dos clássicos seleccionados pelo Tiago Ribeiro e pelo André Santos... Ainda hoje ouvi Kelis e o «Cor de Laranja» do Ace na Antena 3.
Os anos 20 será a nossa década de revivalismo.

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« Última modificação: Dezembro 31, 2019, 12:45:51 am por O Bigode do Sala »
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