Do que dá a entender, a razão da saída da Marta Campos é a maior de todas a seguir da saúde, a família. Não é conhecido até ao momento, se vai sair do país ou não, sabe-se que tem família no Brasil.
Mas ainda sobre a saida, mesmo que fosse uma má animadora, não era a melhor mas também muito longe de ser da piores, podia sempre voltar à produção de programas que fazia antes, pelo que o dizer que é verdade nua e crua e que era fácil de antever não faz sentido, sobretudo numa Rádio Comercial que dá varias oportunidades, veja-se os casos da Luisa Barbosa e o Pedro Andrade.
Não faz sentido à luz do que se sabe
agora, que isso veio a terreiro. Agora é fácil dizer isso, "assim também eu com a minha barriguinha", já dizia o saudoso Jorge Perestrelo. Faz todo o sentido presumir o que presumi no contexto decrépito em que está enterrada a rádio portuguesa. As coisas não têm ido para melhor. E muito gostaria eu de dizer o oposto.
E é extremamente polémico dizer-se que a Comercial deu muitas oportunidades à Luísa Barbosa. Os vídeos que estão no Youtube não mostram
bem isso - mostram muito mais um cenário híbrido em que alguns ligam melhor com a Luísa que outros, que foi verdade desde a saída da Vanda MIranda até ao derradeiro vídeo nas Manhãs que há no Youtube. Qualquer pessoa que saiba ler uma sala percebe que isso não foi bem verdade. Claro que depois entramos para as noções de oportunidades e o que se fez e não se fez e etc etc etc, mas eu não lido sequer com isso - a minha leitura vai a montante. Ela simplesmente acabou por não ser aceite em última instância por alguns no painel das manhãs, o painel não se ia dividir por alguém mais secundário e optou, e bem, por retirar-se.
O culminar e o último estertor dessa não aceitação completa do grupo (chamemos-lhe assim) é este vídeo de 9 de junho de 2017 do Rebenta a Bolha:
https://www.youtube.com/watch?v=hHk5YJqCwg8 em que vemos uma Luísa Barbosa completamente assoberbada por um César Mourão a ir direito a ela com bastante agressividade, e depois uma equipa dividida entre um Nuno Markl a gerir a persona, o João Só a apoiá-la e um Vasco Palmeirim que passou por neutro e bem (porque estava a pivot nestes dias). No mesmo exato dia em que este vídeo foi publicado, ela fez uma postagem no Instagram ali entre o velado e o direto (na base de "entendedores entenderão") em que se queixava um bocado de temas que um leitor atento percebia estarem ligados à Comercial. Algum tempo depois desaparece da antena, e nem 2 meses depois, a 21-07, sabe-se que foi convidada a sair das Manhãs:
https://www.novagente.pt/luisa-barbosa-e-convidada-sair-das-manhas-da-comercial-e-trocada-porNão me façam também ir buscar vários outros vídeos do Rebenta a Bolha - assim de cabeça, pelo menos dois - em que o César Mourão se dirige à Luísa Barbosa em certos momentos em formas, no mínimo, particulares (estou a ser suave no que escrevo), e idem aspas para o Pedro Ribeiro. Só pesquisarem um bocadinho pelas rubricas desta época e pelos vídeos delas que a divisão é bem, bem visível. A vantagem de não ser plástico como a RFM é poder-se analisar esse material.
Mas teria um espaço numa equipa diferente. Por exemplo, nas tardes da Comercial neste momento seria uma lufada de ar fresco. Mas que não se diga que esse tema foi linear, porque não foi.
No caso do Pedro Andrade, é também outro animador que sairá, mais cedo que mais tarde, nem que seja para outro projeto. Não anima mal, atenção. Mas acho-o desenquadrado. Opinião aqui, apenas, não matéria de facto.
Foi bonita a festa de despedida e completamente merecida, mas quando sairam a Ana do Carmo e a Catarina Miranda, não houve festa nenhuma, saíram pela calada da noite, silêncio que não se passou nada e já poucos se lembram.
Muito bem lembrado. E se no caso da Catarina Miranda ainda houve espaço para ela aflorar o tema numa ou noutra entrevista, sem qualquer direito de resposta exercido pela Comercial, no caso da Ana do Carmo nem isso sequer aconteceu em momento algum (que eu tenha ouvido).
Mais: quando ambas surgem na Rádio Observador, ambas surgem absurdamente formatadas e isso fica muito denunciado em antena. A Catarina Miranda não se adaptou, tentou mas a base era demasiado forte, e acaba mesmo a derivar para outras coisas e a sair do Observador; a Ana do Carmo conseguiu adaptar-se e ir buscar o registo da Rádio Observador, beneficiando de ser a animadora feminina menos formatada que a Comercial tinha e das muitas épocas em que fazia horários ermos e de pouco relevo, e tem o destaque que sempre mereceu ter agora, por estes dias. Faz umas entrevistas excelentes.
Uma rádio que faz 22% de audiência tem sempre os seus quês, é inevitável, são pessoas. A questão é que têm passado por vezes com muito pouco escrutínio e acho que faz falta tratar-se desse tema com mais afinco para o caso da Comercial, nem que seja por questões de rotação.para não serem "sempre os mesmos".