Curiosidade histórica sobre a Comercial: descobri hoje que algures entre 1990-1995 o Telejornal da RTP1 chegou a ser transmitido em simultâneo nesta rádio. Em 30 anos, passaram a ter noticiários de 2 minutos. Não está mau... 
2 minutos já é bom. Há uns, talvez, 15 anos, houve uma altura em que praticamente não havia noticiários na Comercial. Diziam na rádio algo do género "pode ver as notícias no nosso site"...
2006-2008. Fora das horas de ponta, destacavam 1 ou 2 notícias e diziam para ir ler tudo ao site da Comercial. Daquelas ideias iniciais do Pedro Ribeiro que eu não sei porque é que ele as fazia. Nas horas de ponta era também serviços mínimos. Isto numa altura em que a RFM apresentava noticiários de três minutos e meio e a RR 7-9 minutos.
Depois da remodelação do 4º trimestre de 2008 das Manhãs da Comercial e com o desaire do RCP, a Comercial passou a ter notícias de hora a hora também durante o dia. A início só até às 18h, depois até às 19h, depois por um curtíssimo período até às 21h (que não durou nem um mês) e desde talvez 2010 que tem notícias até às 20h.
É aquela altura em que eu sempre que falo disto digo que é uma completa vergonha uma estação de rádio nacional com 20% de audiência acumulada de véspera só ter notícias até às 20h. A responsabilidade social de entreter é tanta que devia ter notícias 24h/dia, no mínimo. E RFM igual. Devia ser mesmo obrigatório pelo alvará.
O expediente de transmitir o Telejornal deve ter sido porque na altura a Comercial precisava de audiência e o Canal1 da RTP marcava uns estrondosos 60% de share na época (1993). A SIC na época contra-atacou com a rede de rádios locais associadas e o “Oiça o que Vai Ver na SIC”, que ainda manteve até 95, e a RTP1 deixou-se disso.
A Presslivre teve umas ideias entre 93 e 95 que tentou executar com as duas redes que detinha (RRS e Comercial). Depois começou a cortar, porque o balão de oxigénio do financiamento foi-se cedo. A sorte de muitos dos que ainda estiveram muitos anos na Comercial foi que salvo erro havia obrigação legal de manutenção de postos de trabalho pós-privatização e isto ainda era um tempo em que o dinheiro em caixa era mais importante nas empresas. Depois as regras alteraram-se um pouco.
As noticias em dois minutos foi na renovação que fizeram em setembro de 2007, em que abandonaram o claim "Toca a Animar" que vinha do início de 2006. Lembro-me bem porque a playlist da RC piorou consideravelmente e deixei de ouvir a rádio, era ouvinte regular da estação principalmente desde que o Pedro Ribeiro tinha assumido as manhãs, no final de 2005. Foi nessa altura que terminaram os bons programas que eram As Horas de António Sérgio, e Água e Sal de João Vaz que tinham surgido precisamente nessa renovação de 2006.
Relativamente à Presslivre, em 1993 cometeram vários erros. O pior deles foi comprarem uma rádio que não valia 1 milhão de contos, que foi o preço que pagaram por ela. As redes emissoras de OM/FM eram praticamente as mesmas desde o tempo do RCP, ou seja, estavam há uma série de anos sem ter manutenção regular desde que se tornou evidente que a RC seria privatizada, a meio dos anos 80.
Depois o segundo erro foi terem mantido a marca RC que estava muito desvalorizada ao tempo (o próprio director Rui Pêgo estava contra), em vez de terem transposto a marca CMR para a RC ou em alternativa recriarem o RCP, marca que ainda tinha grande prestígio 18 anos depois da nacionalização. Poderiam ter mantido as duas rádios "separadas", o RCP nas redes da RC (unindo desde logo a emissão em Onda Média com o FM, cortando assim fundos que poderiam ter servido para melhorar a rede emissora) e o CMR na rede sul. Em alternativa, outra solução seria colocar o CMR nas duas redes da RC e a Nostalgia na rede sul, que estava a começar a ter boa aceitação nesse ano de 1993 nos 103,0 do Barreiro.
Optaram pelo pior, colocaram a RC OM na Rede Regional Sul e no FM "misturaram" a RC estatal com o CMR, dando origem a um produto incaracterístico e numa rede emissora muito frágil. Quando corrigiram o erro de terem a RC OM na rede sul substituindo pela Nostalgia na rede sul em 1996 já era tarde.