Autor Tópico: Centralismo  (Lida 5650 vezes)

Zeca 2021

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Re: Centralismo
« Responder #15 em: Março 19, 2026, 10:38:13 am »
Este tópico de conversa das AEs é só estúpido, mas vamos lá dar mais uma moedinha ao senhor idoso:

Há uma tradição em designar as auto-estradas principais em Portugal pelos seus términos.

A1 » Autoestrada do Norte, acaba indubitavelmente no Norte (Ponte da Arrábida, entre Gaia e o Porto)
A2 » Autoestrada do Sul, acaba indubitavelmente no Sul (Algarve, ligação com a A22)
A3 » Autoestrada do Minho, apesar de começar no Porto (ligação com a VCI), acaba indubitavelmente no Minho em Valença, antes da ligação com Espanha
A4 » Autoestrada Transmontana, apesar de começar em Matosinhos, acaba em Quintanilha (Bragança).
A5 » Autoestrada da Costa do Estoril, apesar de começar em Lisboa, acaba.... na Costa do Estoril, que pertence a Cascais e por isso até é muitas vezes corriqueiramente dita como Estrada Lisboa-Cascais.
A6 » Autoestrada do Alentejo, apesar de começar numa área que não é o Alentejo (ninguém me venha dizer que a Marateca não é Área Metropolitana de Lisboa, pertence a Palmela e é AML), acaba precisamente bem dentro do Alentejo, em Elvas.

E por aí adiante. Há uma tradição de nomear as autoestradas pelos seus términos ou, quando muito, pela área principal que abordam.
É só mais um exercício de estúpida desonestidade intelectual do Zeca. Estamos habituados.

Não me faça rir.
A mania do centralismo é precisamente essa, acharem que tudo começa na Capital, até o universo termina e começou lá e é de lá que dão os nomes às coisas, pois as entidades publicas, sediadas 99,8% em Lisboa, ao contrario da Europa, onde as entidades publicas estão sediadas em diversas regiões em cada pais, decidem os nomes na prespectiva lisboeta.

Chamarem Auto estrada do Norte a uma auto estrada com 310km quando apenas 20km estão dentro da região Norte é de chorar a rir.
Meu caro, para quem está no Porto, a A1 será sempre A1 e para mim é auto estrada do Sul, pois só a uso quando vou para sul.
Em Lisboa tudo é norte, Alentejo ou Algarve.

Gosto é daquela parte em que até acham que não têm sotaque :)

Ou então, como acontece na empresa onde trabalho, pedirem a um colaborador que está no Porto, dar um saltinho a Bragança às 11h para lá estar às 11h30 pois é no Norte. :)
È um azar este país chamar-se Porto(gal)






Julio Carvalho

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Re: Centralismo
« Responder #16 em: Março 19, 2026, 10:57:36 am »
Meu caro, as coisas têm  que ter nome e muitas vezes  as autoridades regionais são consultadas,  não  e tudo decedido no Terreiro do Paço.

Quanto à ignorância geográfica é  grande. 
E garanto lhe que a norte tambem se cometem muitos erros em relação  ao centro e sul.
Muitos mesmo, digo lhe que sou um transmontano, nascido e criado.

Podia lhe falar em vários episódios,  quando vivi no Porto, mas fico -me por aqui.
Mas realmente a ignorância geografica é  gigante em Portugal,  mais do noutros países,  ate superiores geograficamente ao nosso.


Zeca 2021

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Re: Centralismo
« Responder #17 em: Março 19, 2026, 11:23:16 am »
Meu caro, as coisas têm  que ter nome e muitas vezes  as autoridades regionais são consultadas,  não  e tudo decedido no Terreiro do Paço.

Quanto à ignorância geográfica é  grande. 
E garanto lhe que a norte tambem se cometem muitos erros em relação  ao centro e sul.
Muitos mesmo, digo lhe que sou um transmontano, nascido e criado.

Podia lhe falar em vários episódios,  quando vivi no Porto, mas fico -me por aqui.
Mas realmente a ignorância geografica é  gigante em Portugal,  mais do noutros países,  ate superiores geograficamente ao nosso.

Tradicionalmente em Portugal, sempre existiu mais fluxo de Norte para Sul do que de Sul para Norte.
Primeiro, para as idas ao Algarve no Verão e culturalmente, pois muita gente do Norte vai a Lisboa ver concertos, graças ao centralismo doentio.
A maior parte dos nortenhos já foi ao Alentejo e Algarve.
Poucos algarvios e alentejanos foram ao Porto ou a outra cidade acima do Douro e o mesmo se passa com muito lisboeta que enm a santarém foi.
Por isso, o desconhecimento geografico do país é mais gritante a sul do que a Norte.

joao_s

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Re: Centralismo
« Responder #18 em: Março 19, 2026, 03:32:47 pm »
Boa tarde, Zeca.

Nem de propósito, hoje é Feriado Municipal aqui, em Santarém. Muitos lisboetas estão a escolher Santarém como local de residência, não só lisboetas, também portuenses, sabia? A tendência de expansão da Área Metropolitana de Lisboa para esta zona é evidente e tida como certa nos próximos anos.

===
Em 1985, o programa TNT, FM Estéreo da Rádio Comercial, divulgava a versão maxi de um tema emblemático da banda alemã Propaganda, pela mão do locutor João Carlos Oliveira. Um estilo de música eletrónica que fazia lembrar indústria, linhas de montagem, fábricas, automação, estruturas metálicas, produção, design industrial, como se tudo isso estivesse plasmado em som. Aos 14 era um tema que soava muitíssimo bem na rádio, gostava bastante de ouvir isto, sobretudo os graves extensos e envolventes da música. Esta é a melhor versão, muito superior ao single, na minha ótica. Match, coincide, com o que escutámos no FM Estéreo da Rádio Comercial.

Aumente o volume de som e puxe pelos baixos:
PROPAGANDA – Duel_versão_maxi-single (1985)  4|5  [TNT, 99.8 FM Estéreo da Rádio Comercial, Montejunto]

Díodo de junção – 1940; Transístor bipolar – 1947, Circuitos integrados – 1958; LED de cor vermelha – 1962; Microcontrolador – 1976, são componentes fundamentais da Tecnologia Digital que tem vindo a moldar o mundo. Que cultura popular, que música, ouviam os cientistas que estiveram na origem da revolução industrial 4.0, agora, apenas no começo? Cultura, é isso mesmo, expandir horizontes e enxergar mais longe. Ouve-se bastante bem:

PAUL ANKA – Diana (1957)  3|5  [96.4 NSTALGIA, Montejunto] >> BOBBY DAY - Rockin' Robin (1958)   3|5  [96.4 NSTALGIA, Montejunto]

Rádio Cidade surge nos anos 80 e teve uma evolução exponencial na audiência, sobretudo devido à dinâmica dos animadores, ritmo da banda sonora e da emissão, e conciliação da modernidade com o contemporâneo. Música também é estímulo:

S'EXPRESS - Theme from S'Express (1988)  3|5  [107.2 CIDADE, Amadora]
---

Zeca 2021

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Re: Centralismo
« Responder #19 em: Março 19, 2026, 04:07:12 pm »
Boa tarde, Zeca.

Nem de propósito, hoje é Feriado Municipal aqui, em Santarém. Muitos lisboetas estão a escolher Santarém como local de residência, não só lisboetas, também portuenses, sabia? A tendência de expansão da Área Metropolitana de Lisboa para esta zona é evidente e tida como certa nos próximos anos.

===
Em 1985, o programa TNT, FM Estéreo da Rádio Comercial, divulgava a versão maxi de um tema emblemático da banda alemã Propaganda, pela mão do locutor João Carlos Oliveira. Um estilo de música eletrónica que fazia lembrar indústria, linhas de montagem, fábricas, automação, estruturas metálicas, produção, design industrial, como se tudo isso estivesse plasmado em som. Aos 14 era um tema que soava muitíssimo bem na rádio, gostava bastante de ouvir isto, sobretudo os graves extensos e envolventes da música. Esta é a melhor versão, muito superior ao single, na minha ótica. Match, coincide, com o que escutámos no FM Estéreo da Rádio Comercial.

Aumente o volume de som e puxe pelos baixos:
PROPAGANDA – Duel_versão_maxi-single (1985)  4|5  [TNT, 99.8 FM Estéreo da Rádio Comercial, Montejunto]

Díodo de junção – 1940; Transístor bipolar – 1947, Circuitos integrados – 1958; LED de cor vermelha – 1962; Microcontrolador – 1976, são componentes fundamentais da Tecnologia Digital que tem vindo a moldar o mundo. Que cultura popular, que música, ouviam os cientistas que estiveram na origem da revolução industrial 4.0, agora, apenas no começo? Cultura, é isso mesmo, expandir horizontes e enxergar mais longe. Ouve-se bastante bem:

PAUL ANKA – Diana (1957)  3|5  [96.4 NSTALGIA, Montejunto] >> BOBBY DAY - Rockin' Robin (1958)   3|5  [96.4 NSTALGIA, Montejunto]

Rádio Cidade surge nos anos 80 e teve uma evolução exponencial na audiência, sobretudo devido à dinâmica dos animadores, ritmo da banda sonora e da emissão, e conciliação da modernidade com o contemporâneo. Música também é estímulo:

S'EXPRESS - Theme from S'Express (1988)  3|5  [107.2 CIDADE, Amadora]
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Leia novamente e comente, não diga disparates.
È obvio que as pessoas do sul viajam muito menos para Norte do que as do Norte para sul.
È factual.
Pergunte ao algarvio se conhece Bragança.
Se lhe pedir para dizer três nomes de ruas do Porto ou praças do Porto, você nem uma consegue dizer.

Memorias da Radio

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Re: Centralismo
« Responder #20 em: Março 21, 2026, 07:47:47 pm »
Por isso é que os autocarros Lisboa - Porto vêm em vazio no sentido do Porto, mas cheios que nem um ovo no sentido de Lisboa.

Zeca 2021

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Re: Centralismo
« Responder #21 em: Março 23, 2026, 10:00:50 am »
Por isso é que os autocarros Lisboa - Porto vêm em vazio no sentido do Porto, mas cheios que nem um ovo no sentido de Lisboa.

È factual, tal como o comboio.