Como seria de prever, o simultâneo tv-rádio é desastroso, porque a linguagem para tv é muito diferente daquela que se usa em rádio...
Há cues visuais permanentes - "vai entrar por aqui", "como podemos ver" - que são absurdos de ouvir em rádio. Isto precisa de ser rapidamente abandonado...
E o intervalo, quando acabaram as músicas? Para o Porto ainda houve uma publicidade local, mas depois foram 3 penosos minutos com a locutora sem saber o que fazer: faltam 7 minutos para as 13, faltam 6 minutos para as 13, é o Grande Jornal da Hora, isto é o Jornal da Tarde, um sujeito em estúdio que não consegue abrir a via, e depois quando entra, ah, já começou o jornal, vamos lá.
O único ponto positivo é que anunciam as frequências na Televisão. O que é deveras relevante para quem está a ver TV. De duas uma, ou fazem um investimento a sério nisto, ou daqui a dois anos está a ser reconvertido numa coisa qualquer. Ou, é mais uma que vira para o piloto automático.
O outro que falava na CMR travestida, está duplamente coberto de razão. Travestida face aos anos 90 e porque é uma TV travestida da rádio.
Se têm o pessoal da FESTIVAL e da SBSR nos quadros, eles que assegurem a emissão, e arranjem um jornalista para fazer jornais à hora certa de cinco minutos. Simples. E desculpem-me, mas a ERC falhou, e redondamente ao permitir os simultâneos tão regulares, numa violação clara do que é o artigo 37º. Na prática, entre as 7h e as 24h, a CMR deve ter menos que as 8h de programação própria que tem uma rádio em parceria de serviço de programas, que por sinal, retransmite sinal rádio nas demais horas, não uma televisão.