Chego tarde a este debate que muito interessa e me entristece. O que alguns de nós temíamos, aconteceu... Esta rádio, a Foia, além da Gilão são as duas rádios mais genuínas do éter no Algarve e, neste caso concreto, a Fóia era sem dúvida a que tinha maior cobertura.
Todo este processo de definhar ao longo dos anos, tinha um fim anunciado, mas todos nós, algarvios, pensámos que o dia seria sempre para "depois de amanhã"...
Na minha opinião, um património e veiculo da difusão da cultura, desporto (única rádio que acompanhava o Distrital do Algarve, na sua dimensão geográfica) e costumes, companhia para os mais velhos num concelho que é dos mais envelhecidos do país, é um "crime", e a ERC, ao validar este negócio está literalmente a participar no dito crime. É ridículo alegar as mais valias para os jovens de Monchique, quando estes têm no seu portfolio umas 2 ou 3 rádios do mesmo target e a "população tipo" da zona perde a única companhia das manhãs e tardes.
É também de má-fé ler a mini entrevista do responsável da Cooperativa alegar que isto é transitório, quando todos sabemos que não existe um único caso em que um grande grupo se meta num negócio destes para o devolver a médio prazo. Se assim fosse, deveria ter sido explicito o prazo do contrato assinado.
Por fim, pergunto se em todo este processo as entidades estatais (regionais), como a câmara e outros, que subsidiam esta rádio, foram consultadas e o que têm a dizer disto...
Há hora que escrevo vejo ainda que a ERC não deliberou sobre a renovação de algumas rádios do Algarve que temos que, de produção algarvia e sem ser meras jukebox, subsistam na região umas 3 ou 4 rádios, para uma população residente de 500 mil pessoas. Algao vai mal, é importante clarificar e assumir este problema na sociedade algarvia.