Não estou a ver qual é o problema da ‘Observador’ ou qualquer outra estação acompanhar o casamento dos descendentes da família real, desde que não resvale para uma cobertura “cor de rosa” do acontecimento. Portugal foi uma monarquia durante séculos, desde a fundação. O regime monárquico fez deste país uma potência mundial. Conquistou e consolidou um vasto império, levou a língua portuguesa aos quatro cantos do mundo. Várias palavras japonesas têm origem em palavras portuguesas. Antes do terramoto de 1755, Lisboa era uma das capitais europeias mais relevantes, sob o regime monárquico. Não fosse a monarquia, e os sucessivos reis, Portugal seria engolido por Castela. Um regime que esteve próximo dos templários. Não sabia, foi dito num programa da ‘Observador’, D. Afonso Henriques tinha descendência francesa.
Portanto, o passado honra-nos enquanto nação, não há motivos para qualquer tipo de preconceito.
Relativamente às monarquias que ainda persistem, e respetivas tradições, costumes, ligação que mantêm entre povos e como fatores de coesão interna, não deixa de ser inesperado a devoção que os franceses manifestam pela monarquia britânica, havendo, por esta via, uma ligação especial entre estes dois povos. Logo os franceses que deram o tratamento aos reis do seu país, conhecido da história. Neste caso, temos a monarquia a desempenhar um papel relevante na geopolítica. Não sou monárquico, mas não deixo de ter uma certa simpatia por este regime antigo, que está na origem de múltiplos povos europeus, incluindo o nosso.