Autor Tópico: Rádio Observador  (Lida 816283 vezes)

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Re: Rádio Observador
« Responder #1005 em: Outubro 18, 2021, 10:40:53 pm »

Cobertura nacional à custa de rádios locais?
Para termos uma emissão de rádio local de Lisboa sem um unico jornalista fora de Lisboa, cujo país termina em Alverva e Seixal e apenas lhe interessa os emissores locais por questões de receita em publicidade?
Não obrigado. Rádio locais com tiques de nacionais, o país não precisa.

Não é possível fazer um tiro mais ao lado em post...

1. A Rádio Observador já tem jornalistas no Porto, que regularmente entram em antena para os mais diversos temas, de maneira tão natural como em Lisboa, e até melhoraram o aspeto do ruído de fundo que agora em vários casos chega bem limpinho. Ainda não em todos, mas está lá quase. Além disso já têm relatadores a Norte, e ter relatadores em 2 pontos é mais do que a própria Rádio Estádio fazia e mais do que a TSF faz, note-se.

2. A estação chega também ao Minho e ao distrito de Aveiro, e ainda chega às portas de Coimbra, e isto é para já.

3. A rádio em causa não usa os emissores locais para explorar publicidade de empresas locais, é tudo nacional - a meu ver, não muito bem, especialmente a Norte com a quantidade de indústria poderia desdobrar pub para os 98.4/88.1, mas pelo menos uma questão se levantaria numa hipotética exploração (já nem falando da tabela pub): capacidade do sistema comutar entre pub local e animação centralizada...

Eu ouço isso na Record e às vezes é uma carga de trabalhos para sincronizar tudo, especialmente no início de cada painel: fica o sistema a lançar sweepers atrás de sweepers de entrada/saída, a ver se sincroniza pub local de seis emissores ao mesmo tempo para seguir para animação de um único ponto, e às vezes dá umas brancas de 2/3 segundos também entre eles fora a troca de RDS que também vai mexendo no processo, mas acaba sempre direitinho e a funcionar bem, com fade in/fade out. Está super bem configurado, nota-se mesmo que não é possível fazer melhor. E eu não sei se o software é igual, mas o Digital RM aqui há uns anos tinha fama de não ser, digamos, muito meigo nestes aspetos, mas estou a usar info de 2007/8 e pode ter mudado... não sei o que é que a Record usa.

Uma curiosidade: eu acho que a Rádio Observador não está com emissão por satélite. Está por IP, e provavelmente em linha dedicada por conta da Vodafone (recordo que um dos acionistas tem ligações ao operador). Nos 88.1 quando choveu esta semana que passou, deu uns microcortes típicos de buffering que me chamaram à atenção. Se é o caso, está um IP extremamente bem configurado e uma ligação sólida... e a prova de que é possível ter ligações IP em condições e não o bonito caos que ocorria na defunta Rádio Estádio de longe a longe.

Só posso falar pelos 88.1 e pelos 93.7, a quem já apanhei falhas deste tipo e tenho algumas seguranças. 98.4 será lógico ter o mesmo tipo de alimentação, mas dos 98.7 não posso falar. Pode, ou não, ser assim, como pode ser por link ao emissor em digital e redistribuição via IP a partir daí.

pdnf

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Re: Rádio Observador
« Responder #1006 em: Outubro 19, 2021, 12:10:10 am »
Permitam-me discordar: a rádio tem de ter um fio condutor do princípio ao fim, desde o noticiário, aos espaços de opinião, passando pela publicidade.
Não faz sentido a uma rádio que é u produto premium desdobrar publicidade. Passo a explicar: a publicidade que passa é nacional, de grandes empresas, tal como os conteúdos que produz são de primeira água. Ou seja, a Observador iria, por exemplo, ter um debate com especialistas de topo numa qualquer matéria e, seguidamente, estar a dar publicidade à Serralharia Ave, ao Talho Vilacondense ou ao Café de Modivas? A única empresa local que poderia publicitar, e que até já apanhei publicidade a ela nas nacionais, é o Vila do Conde Fashion Outlet, mas essa pode passar sem problema nas quatro frequências.

Mais a mais, nem sempre é assim tão fácil ter publicidade local adequada ao target da rádio.

Exemplo 1: 101.0 da Cidade FM de Vale de Cambra passam a mesma publicidade que na emissão nacional, mais uma vez, não faz sentido passar a Frutaria Cambrense na Cidade, como não faz na Observador, apesar dos targets totalmente distintos.

Exemplo 2: Los 40 em Espanha. Desdobram para publicidade, mas sempre a grandes marcas. A diferença é que, no final do Spot, por exemplo do Lidl fala na loja(s) mais próxima do emissor. O Pingo Doce aqui já vi a fazer o mesmo na Sintonia. Não vai falar do café Pontevedra. No caso da Los40 segue sempre emissão de Madrid, acabando a publicidade local, entra a emissão de Madrid, esteja ela onde estiver, sem genérico nem nada. E a Los 40 é só a rádio com mais audiência em Espanha.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Memorias da Radio

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Re: Rádio Observador
« Responder #1007 em: Outubro 19, 2021, 02:52:36 am »
A publicidade com referenciação local é paga pelas estruturas empresariais locais que têm o supermercado, não pelo Pingo Doce sede em Lisboa. Similar situação acontece nos Intermarché e no McDonald's (aqui ouvi casos para Lourosa, Leiria e Évora, pelo menos).

É a este tipo de situações que me refiro com desdobramentos. É perfeitamente irrelevante ouvir publicidade ao Pingo Doce da Feira em nacional, e se calhar a marca central não quer fazê-lo em Lisboa, mas se calhar a estrutura local quer, por exemplo.

Outro exemplo: a corticeira Amorim, que é da Feira, quer fazer um anúncio dirigido só aos ouvintes a Norte.

Outro exemplo ainda: acesso à Rede Nova de Rádios para anunciantes específicos que são só para passar em frequências locais.

Um quarto exemplo: anúncios da Câmara Municipal de Lisboa que só interessam para Lisboa.

Em nenhum destes exemplos se questiona o prestígio e em todos estes exemplos são situações perfeitas de como o desdobramento é importante. São a estes cenários que me refiro.

O Vila do Conde não o faz porque a empresa atualmente detém esse e o Freeport, junta os dois com as mesmas promos num anúncio genérico, e manda-o para as nacionais. Porque se estivesse à parte como chegou a estar seria relevante separar as águas, e quem conhece ambos sabe muito bem que as ofertas e lógicas dos dois são às vezes bastante díspares.

É a este tipo de questões que falo e não subitamente o Observador passar a encher sete minutos de antena com o Talho Carnes Casal.

A MCR não o faz mas tem produtos mainstream, e digo com todas as letras, não o faz porque não tem competência para o fazer. Desde 2000 que se fala na possibilidade e nunca quiseram em condições, ou quando quiseram, tinham uma tabela perfeitamente absurda para as realidades locais logo ninguém lá anunciava, a M80 esteve dois anos (!!!) com tabela regionalizada nesses termos e mal captava para as horas de ponta em local, fará fora delas. Fora a competência para desdobramentos pela qual ficou famosa nos anos 2000 com o Dalet (agora está melhor). A exceção a isto são rádios em parceria: Viseu e Redondo pelo menos.

No caso de Espanha falamos de um mercado com 5x a população e não se pode comparar de todo neste ponto porque nem as escalas são as mesmas. Em Portugal salvo erro 90% das empresas são PMEs e é esse o tecido com que as rádios vão a jogo.

Já a Observador surgir querendo ainda captar nos 10% que existem é bravo, é valente e merece ser valorizado no contexto de mercado que se conhece. Tomara muitos acionistas terem essa coragem para lançar uma rádio nestes termos, para captar uma franja nestes termos, quando Comercial e RFM contam por 38% de acumulada de véspera.
« Última modificação: Outubro 19, 2021, 03:03:32 am por Memórias da Rádio »

pdnf

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Re: Rádio Observador
« Responder #1008 em: Outubro 19, 2021, 11:02:27 am »
A publicidade com referenciação local é paga pelas estruturas empresariais locais que têm o supermercado, não pelo Pingo Doce sede em Lisboa. Similar situação acontece nos Intermarché e no McDonald's (aqui ouvi casos para Lourosa, Leiria e Évora, pelo menos).

É a este tipo de situações que me refiro com desdobramentos. É perfeitamente irrelevante ouvir publicidade ao Pingo Doce da Feira em nacional, e se calhar a marca central não quer fazê-lo em Lisboa, mas se calhar a estrutura local quer, por exemplo.

Outro exemplo: a corticeira Amorim, que é da Feira, quer fazer um anúncio dirigido só aos ouvintes a Norte.

Outro exemplo ainda: acesso à Rede Nova de Rádios para anunciantes específicos que são só para passar em frequências locais.

Um quarto exemplo: anúncios da Câmara Municipal de Lisboa que só interessam para Lisboa.

Em nenhum destes exemplos se questiona o prestígio e em todos estes exemplos são situações perfeitas de como o desdobramento é importante. São a estes cenários que me refiro.

O Vila do Conde não o faz porque a empresa atualmente detém esse e o Freeport, junta os dois com as mesmas promos num anúncio genérico, e manda-o para as nacionais. Porque se estivesse à parte como chegou a estar seria relevante separar as águas, e quem conhece ambos sabe muito bem que as ofertas e lógicas dos dois são às vezes bastante díspares.

É a este tipo de questões que falo e não subitamente o Observador passar a encher sete minutos de antena com o Talho Carnes Casal.

A MCR não o faz mas tem produtos mainstream, e digo com todas as letras, não o faz porque não tem competência para o fazer. Desde 2000 que se fala na possibilidade e nunca quiseram em condições, ou quando quiseram, tinham uma tabela perfeitamente absurda para as realidades locais logo ninguém lá anunciava, a M80 esteve dois anos (!!!) com tabela regionalizada nesses termos e mal captava para as horas de ponta em local, fará fora delas. Fora a competência para desdobramentos pela qual ficou famosa nos anos 2000 com o Dalet (agora está melhor). A exceção a isto são rádios em parceria: Viseu e Redondo pelo menos.

No caso de Espanha falamos de um mercado com 5x a população e não se pode comparar de todo neste ponto porque nem as escalas são as mesmas. Em Portugal salvo erro 90% das empresas são PMEs e é esse o tecido com que as rádios vão a jogo.

Já a Observador surgir querendo ainda captar nos 10% que existem é bravo, é valente e merece ser valorizado no contexto de mercado que se conhece. Tomara muitos acionistas terem essa coragem para lançar uma rádio nestes termos, para captar uma franja nestes termos, quando Comercial e RFM contam por 38% de acumulada de véspera.

Só uma nota, que quis confirmar: o Pingo Doce de Santa Maria da Feira não é franchisado, é pertença integral do grupo Jerónimo Martins, até porque é de grande dimensão (hipermercado) logo essas lojas não são sujeitas a serem franchisadas. Na AMP apenas o Pingo Doce de Avintes funciona nesse regime.

De qualquer das formas, bato no ponto: uma rádio como a Observador que almeja uma emissão nacional só deve publicitar anunciantes nacionais, até por toda a logística que isso implica e que bem descreveste para a RECORD.

O caso de Espanha ser 5x maior do que nós não trás qualquer diferenciação à análise, pois também existem mais rádios e, mais importante que tudo, a estrutura empresarial é em tudo similar à nossa, bem diferente da dos países do Norte da Europa. Eu dei o exemplo da Los40 como algo que não aprecio de todo. Mais uma vez, voltamos ao mesmo, a importância de um modelo de rádios regionais (não locais) fortes! Limpavamos o espetro substancialmente, acabando com trapalhadas estilo 101.0 CDD VC, 101.1 RR que estão sempre a se sobrepor, e permitindo uma maior qualidade de oferta aos ouvintes.
« Última modificação: Outubro 19, 2021, 11:04:41 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Zeca 2021

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Re: Rádio Observador
« Responder #1009 em: Outubro 19, 2021, 08:55:32 pm »

Cobertura nacional à custa de rádios locais?
Para termos uma emissão de rádio local de Lisboa sem um unico jornalista fora de Lisboa, cujo país termina em Alverva e Seixal e apenas lhe interessa os emissores locais por questões de receita em publicidade?
Não obrigado. Rádio locais com tiques de nacionais, o país não precisa.

Não é possível fazer um tiro mais ao lado em post...

1. A Rádio Observador já tem jornalistas no Porto, que regularmente entram em antena para os mais diversos temas, de maneira tão natural como em Lisboa, e até melhoraram o aspeto do ruído de fundo que agora em vários casos chega bem limpinho. Ainda não em todos, mas está lá quase. Além disso já têm relatadores a Norte, e ter relatadores em 2 pontos é mais do que a própria Rádio Estádio fazia e mais do que a TSF faz, note-se.

2. A estação chega também ao Minho e ao distrito de Aveiro, e ainda chega às portas de Coimbra, e isto é para já.

3. A rádio em causa não usa os emissores locais para explorar publicidade de empresas locais, é tudo nacional - a meu ver, não muito bem, especialmente a Norte com a quantidade de indústria poderia desdobrar pub para os 98.4/88.1, mas pelo menos uma questão se levantaria numa hipotética exploração (já nem falando da tabela pub): capacidade do sistema comutar entre pub local e animação centralizada...

Eu ouço isso na Record e às vezes é uma carga de trabalhos para sincronizar tudo, especialmente no início de cada painel: fica o sistema a lançar sweepers atrás de sweepers de entrada/saída, a ver se sincroniza pub local de seis emissores ao mesmo tempo para seguir para animação de um único ponto, e às vezes dá umas brancas de 2/3 segundos também entre eles fora a troca de RDS que também vai mexendo no processo, mas acaba sempre direitinho e a funcionar bem, com fade in/fade out. Está super bem configurado, nota-se mesmo que não é possível fazer melhor. E eu não sei se o software é igual, mas o Digital RM aqui há uns anos tinha fama de não ser, digamos, muito meigo nestes aspetos, mas estou a usar info de 2007/8 e pode ter mudado... não sei o que é que a Record usa.

Uma curiosidade: eu acho que a Rádio Observador não está com emissão por satélite. Está por IP, e provavelmente em linha dedicada por conta da Vodafone (recordo que um dos acionistas tem ligações ao operador). Nos 88.1 quando choveu esta semana que passou, deu uns microcortes típicos de buffering que me chamaram à atenção. Se é o caso, está um IP extremamente bem configurado e uma ligação sólida... e a prova de que é possível ter ligações IP em condições e não o bonito caos que ocorria na defunta Rádio Estádio de longe a longe.

Só posso falar pelos 88.1 e pelos 93.7, a quem já apanhei falhas deste tipo e tenho algumas seguranças. 98.4 será lógico ter o mesmo tipo de alimentação, mas dos 98.7 não posso falar. Pode, ou não, ser assim, como pode ser por link ao emissor em digital e redistribuição via IP a partir daí.

Como?
Relatadores a Norte?
Jornalistas a Norte?
Diga-me lá quem são esses jornalistas a Norte a relatadores a Norte.
Onde estão?
Estúdios onde estão? Ou vai-me dizer que uma rádio tem jornalistas mas não tem estúdios?
Os jornalistas entram em direto a Norte do Douro? Qual foi a ultima vez e onde?
A Observador sem os diretos das tvs não existe fora de Lisboa. A Observador é uma nulidade fora de Lisboa.


Atento

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Re: Rádio Observador
« Responder #1010 em: Outubro 19, 2021, 09:12:53 pm »

Cobertura nacional à custa de rádios locais?
Para termos uma emissão de rádio local de Lisboa sem um unico jornalista fora de Lisboa, cujo país termina em Alverva e Seixal e apenas lhe interessa os emissores locais por questões de receita em publicidade?
Não obrigado. Rádio locais com tiques de nacionais, o país não precisa.

Não é possível fazer um tiro mais ao lado em post...

1. A Rádio Observador já tem jornalistas no Porto, que regularmente entram em antena para os mais diversos temas, de maneira tão natural como em Lisboa, e até melhoraram o aspeto do ruído de fundo que agora em vários casos chega bem limpinho. Ainda não em todos, mas está lá quase. Além disso já têm relatadores a Norte, e ter relatadores em 2 pontos é mais do que a própria Rádio Estádio fazia e mais do que a TSF faz, note-se.

2. A estação chega também ao Minho e ao distrito de Aveiro, e ainda chega às portas de Coimbra, e isto é para já.

3. A rádio em causa não usa os emissores locais para explorar publicidade de empresas locais, é tudo nacional - a meu ver, não muito bem, especialmente a Norte com a quantidade de indústria poderia desdobrar pub para os 98.4/88.1, mas pelo menos uma questão se levantaria numa hipotética exploração (já nem falando da tabela pub): capacidade do sistema comutar entre pub local e animação centralizada...

Eu ouço isso na Record e às vezes é uma carga de trabalhos para sincronizar tudo, especialmente no início de cada painel: fica o sistema a lançar sweepers atrás de sweepers de entrada/saída, a ver se sincroniza pub local de seis emissores ao mesmo tempo para seguir para animação de um único ponto, e às vezes dá umas brancas de 2/3 segundos também entre eles fora a troca de RDS que também vai mexendo no processo, mas acaba sempre direitinho e a funcionar bem, com fade in/fade out. Está super bem configurado, nota-se mesmo que não é possível fazer melhor. E eu não sei se o software é igual, mas o Digital RM aqui há uns anos tinha fama de não ser, digamos, muito meigo nestes aspetos, mas estou a usar info de 2007/8 e pode ter mudado... não sei o que é que a Record usa.

Uma curiosidade: eu acho que a Rádio Observador não está com emissão por satélite. Está por IP, e provavelmente em linha dedicada por conta da Vodafone (recordo que um dos acionistas tem ligações ao operador). Nos 88.1 quando choveu esta semana que passou, deu uns microcortes típicos de buffering que me chamaram à atenção. Se é o caso, está um IP extremamente bem configurado e uma ligação sólida... e a prova de que é possível ter ligações IP em condições e não o bonito caos que ocorria na defunta Rádio Estádio de longe a longe.

Só posso falar pelos 88.1 e pelos 93.7, a quem já apanhei falhas deste tipo e tenho algumas seguranças. 98.4 será lógico ter o mesmo tipo de alimentação, mas dos 98.7 não posso falar. Pode, ou não, ser assim, como pode ser por link ao emissor em digital e redistribuição via IP a partir daí.

Como?
Relatadores a Norte?
Jornalistas a Norte?
Diga-me lá quem são esses jornalistas a Norte a relatadores a Norte.
Onde estão?
Estúdios onde estão? Ou vai-me dizer que uma rádio tem jornalistas mas não tem estúdios?
Os jornalistas entram em direto a Norte do Douro? Qual foi a ultima vez e onde?
A Observador sem os diretos das tvs não existe fora de Lisboa. A Observador é uma nulidade fora de Lisboa.

Ricardo Loureiro e Pedro Fernandes,  por exemplo.

Julio Carvalho

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Re: Rádio Observador
« Responder #1011 em: Outubro 19, 2021, 10:17:26 pm »
E tem, pelo menos, duas jornalistas...

Zeca 2021

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Re: Rádio Observador
« Responder #1012 em: Outubro 19, 2021, 10:20:11 pm »

Cobertura nacional à custa de rádios locais?
Para termos uma emissão de rádio local de Lisboa sem um unico jornalista fora de Lisboa, cujo país termina em Alverva e Seixal e apenas lhe interessa os emissores locais por questões de receita em publicidade?
Não obrigado. Rádio locais com tiques de nacionais, o país não precisa.

Não é possível fazer um tiro mais ao lado em post...

1. A Rádio Observador já tem jornalistas no Porto, que regularmente entram em antena para os mais diversos temas, de maneira tão natural como em Lisboa, e até melhoraram o aspeto do ruído de fundo que agora em vários casos chega bem limpinho. Ainda não em todos, mas está lá quase. Além disso já têm relatadores a Norte, e ter relatadores em 2 pontos é mais do que a própria Rádio Estádio fazia e mais do que a TSF faz, note-se.

2. A estação chega também ao Minho e ao distrito de Aveiro, e ainda chega às portas de Coimbra, e isto é para já.

3. A rádio em causa não usa os emissores locais para explorar publicidade de empresas locais, é tudo nacional - a meu ver, não muito bem, especialmente a Norte com a quantidade de indústria poderia desdobrar pub para os 98.4/88.1, mas pelo menos uma questão se levantaria numa hipotética exploração (já nem falando da tabela pub): capacidade do sistema comutar entre pub local e animação centralizada...

Eu ouço isso na Record e às vezes é uma carga de trabalhos para sincronizar tudo, especialmente no início de cada painel: fica o sistema a lançar sweepers atrás de sweepers de entrada/saída, a ver se sincroniza pub local de seis emissores ao mesmo tempo para seguir para animação de um único ponto, e às vezes dá umas brancas de 2/3 segundos também entre eles fora a troca de RDS que também vai mexendo no processo, mas acaba sempre direitinho e a funcionar bem, com fade in/fade out. Está super bem configurado, nota-se mesmo que não é possível fazer melhor. E eu não sei se o software é igual, mas o Digital RM aqui há uns anos tinha fama de não ser, digamos, muito meigo nestes aspetos, mas estou a usar info de 2007/8 e pode ter mudado... não sei o que é que a Record usa.

Uma curiosidade: eu acho que a Rádio Observador não está com emissão por satélite. Está por IP, e provavelmente em linha dedicada por conta da Vodafone (recordo que um dos acionistas tem ligações ao operador). Nos 88.1 quando choveu esta semana que passou, deu uns microcortes típicos de buffering que me chamaram à atenção. Se é o caso, está um IP extremamente bem configurado e uma ligação sólida... e a prova de que é possível ter ligações IP em condições e não o bonito caos que ocorria na defunta Rádio Estádio de longe a longe.

Só posso falar pelos 88.1 e pelos 93.7, a quem já apanhei falhas deste tipo e tenho algumas seguranças. 98.4 será lógico ter o mesmo tipo de alimentação, mas dos 98.7 não posso falar. Pode, ou não, ser assim, como pode ser por link ao emissor em digital e redistribuição via IP a partir daí.

Como?
Relatadores a Norte?
Jornalistas a Norte?
Diga-me lá quem são esses jornalistas a Norte a relatadores a Norte.
Onde estão?
Estúdios onde estão? Ou vai-me dizer que uma rádio tem jornalistas mas não tem estúdios?
Os jornalistas entram em direto a Norte do Douro? Qual foi a ultima vez e onde?
A Observador sem os diretos das tvs não existe fora de Lisboa. A Observador é uma nulidade fora de Lisboa.

Ricardo Loureiro e Pedro Fernandes,  por exemplo.
Esgotou o stock.
A Rádio Observador é um marasmo no Grande Porto, sem ninguem, sem estúdios.
As audiencias assim o revelam, pois no Porto esta rádio está ao nivel de uma RDP Africa em termos de audiencia.

Zeca 2021

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Re: Rádio Observador
« Responder #1013 em: Outubro 19, 2021, 10:23:52 pm »
E tem, pelo menos, duas jornalistas...

Nem ao nível de uma rádio on line chegam com essa "multidão" de jornalistas.


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Re: Rádio Observador
« Responder #1014 em: Outubro 19, 2021, 10:26:58 pm »
E tem, pelo menos, duas jornalistas...

Nem ao nível de uma rádio on line chegam com essa "multidão" de jornalistas.
Quais são as rádios online que tem multidões de jornalistas?

Zeca 2021

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Re: Rádio Observador
« Responder #1015 em: Outubro 20, 2021, 12:55:41 am »
E tem, pelo menos, duas jornalistas...

Nem ao nível de uma rádio on line chegam com essa "multidão" de jornalistas.
Quais são as rádios online que tem multidões de jornalistas?
A piada está aí.
Um jornal e uma radio com 2 jornalistas no Porto? Maravilha.
Brincar aos jornais e às rádios no Porto.


Atento

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Re: Rádio Observador
« Responder #1016 em: Outubro 20, 2021, 05:53:57 am »
E tem, pelo menos, duas jornalistas...

Nem ao nível de uma rádio on line chegam com essa "multidão" de jornalistas.
Quais são as rádios online que tem multidões de jornalistas?
A piada está aí.
Um jornal e uma radio com 2 jornalistas no Porto? Maravilha.
Brincar aos jornais e às rádios no Porto.

Júlio Magalhães

João Pedro Vieira

Ricardo Loureiro

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Re: Rádio Observador
« Responder #1017 em: Outubro 20, 2021, 09:07:38 am »

Esta conversa de no Porto somos uns desgraçadinhos e os gajos de Lisboa são uns vampiros já chateia.

Ninguém os obriga a vender /alugar as frequências a rádios de Lisboa mas ganha-se mais Euros assim do que a tentar lançar/manter projectos minimamente viáveis.


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Re: Rádio Observador
« Responder #1018 em: Outubro 20, 2021, 11:29:33 am »
E tem, pelo menos, duas jornalistas...

Nem ao nível de uma rádio on line chegam com essa "multidão" de jornalistas.
Quais são as rádios online que tem multidões de jornalistas?
A piada está aí.
Um jornal e uma radio com 2 jornalistas no Porto? Maravilha.
Brincar aos jornais e às rádios no Porto.

Júlio Magalhães

João Pedro Vieira

Ricardo Loureiro

Pedro Fernandes

Mais duas jornalistas, e bem, referenciadas para o Porto, que tratam secções e paulatinamente entram em antena; mais a voz de estação, Sara Antunes de Oliveira, que é de Matosinhos; mais a jornalista fixa de São João da Madeira e o jornalista fixo de Vila do Conde, designados legalmente.

São nove pessoas a Norte. O grupo Média Capital Rádios inteiro não tem tanta gente.

E sim, Zeca, espante-se, a rádio não tem que ter estúdios. Ontem o Júlio Magalhães entrou de casa dele com o arroz de cabidela ao ombro (um running gag ao longo de toda a transmissão) e o som estava nítido, natural, sem eco, só com o espaço que evidentemente um local não tratado mete no som, mas estava impecável de som. Devem andar a usar uns microfones de lapela caríssimos para conseguir sair assim tão bem. Isso é investimento.

E já disse a pujança que o Ricardo Loureiro mete nos relatos? Aquele homem relata melhor que a TSF e a Antena 1, está bem ao nível da Renascença. Foi uma grande contratação à Rádio Barcelos, sem dúvida.
« Última modificação: Outubro 20, 2021, 11:31:55 am por Memórias da Rádio »

pdnf

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Re: Rádio Observador
« Responder #1019 em: Outubro 20, 2021, 01:07:18 pm »

E sim, Zeca, espante-se, a rádio não tem que ter estúdios. Ontem o Júlio Magalhães entrou de casa dele com o arroz de cabidela ao ombro (um running gag ao longo de toda a transmissão) e o som estava nítido, natural, sem eco, só com o espaço que evidentemente um local não tratado mete no som, mas estava impecável de som. Devem andar a usar uns microfones de lapela caríssimos para conseguir sair assim tão bem. Isso é investimento.


Verdade. Hoje em dia, e talvez infelizmente, as novas formas de trabalhar podem levar a que assim aconteça. Também não deixa de ser verdade que quem sabe com o crescimento da Observador até não possa ser aberta aqui uma delegação regional. Mais uma vez lembro, gostemos ou não, para uma rádio com o perfil da Observador, a redação principal tem de estar em Lisboa, pois é lá que está a Presidência, o Governo e a Assembleia da República. Estivesse o país mais descentralizado e também a rádio o poderia estar.

Para além disso, como já demonstrei no tópico que o Zeca criou para o efeito, é verdade que a Rádio eminentemente regional está morta no Grande Porto, estando até mais pujante nos concelhos limítrofes à AMP. Contudo, não devemos descorar que na AML a situação não é melhor, qualquer que seja a métrica que utilizemos. Isto porque uma TSF, uma Observador, uma MegaHits, uma Cidade FM, uma M80, uma Maria não são rádios locais de Lisboa. São rádios nacionais, que utilizam licenças locais do Porto, de Lisboa, de Braga, de Coimbra, de Évora, de Viseu, etc, etc. Porque as rádios dos grandes grupos têm vocação nacional, não local. O que acontece, dada a proximidade ao poder político e empresarial é que, não raras vezes a fronteira entre a realidade local da AML e a nacional é ténue.

Ontem relatei aqui um bandscan de Cerveira/Tomino, onde praticamente só se escuta rádio de Espanha. Nos nossos vizinhos a realidade é ainda pior. Praticamente são tudo rádios nacionais a utilizar pequenos emissores locais. Agora, existe é uma rádio regional muito forte. É essa a nossa falha em Portugal, o modelo está todo ele mal de raís, pois, manifestamente 6 redes nacionais, sendo 3 do Estado, é manifestamente curto, mas o possível dada a poluição do eter com produtos que estão esgotados e que são, na sua grande maioria, meras jukeboxs. Se pegassemos nas poucas locais que subsistem e têm produtos de qualidade, e lhes dessemos cobertura regional com emissores de 40 ou 50kw, tinhamos espaço que chegasse e sobrasse para ter uma rede sem estas maroscas.
« Última modificação: Outubro 20, 2021, 01:16:47 pm por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.