Corrijam-me se estiver errado: acho que o número máximo de alvarás a que cada grupo media tem direito ronda os 30.
Na melhor das hipóteses, e se entretanto não nascer(em) outra(s) irmã(s), esta Observador pode conseguir a longo prazo ter cobertura nacional?
Obrigado.
Isso é verdade, mas terá sempre de ter emissões locais, pois em associação, com emissão nacional e com RDS sempre nacional só pdoe ter seis frequências e quatro já esgotaram.
Diria que falta uma para Coimbra e, eventualmente outra para a zona da Serra de Candeeiros. Todas as demais, têm de ter horas locais, como é o caso da Cidade FM ou da M80. Ou então fazem como a MegaHits e ignoram olimpicamente a Lei da Rádio e emissão nacional 24h/dia. Também podem fazer como a RECORD que tem RDS local 24h/dia.
Muito obrigado. Coimbra, sim. Em vez da zona da Serra de Candeeiros, talvez o Algarve fosse melhor aposta.
Daquilo que vou ouvindo nesta radio, parece-me que estão com uma vontade enorme de se expandirem.
A Serra de Candeeiros permitiria fazer Porto/Lisboa pela A1 sem interrupções na escuta.
Diria que a solução que me parece mais óbvia será a aquisição da Rádio Popular de Soure, que ainda hoje captei aqui em Gaia, a despicar com a Cidade FM de Amares em 104.4. Tem um problema, evidentemente, que é a microcobertura, é mais um custo de emissor. Serve Leiria e Coimbra.
Para lá disso, parece-me que a Hiper FM vai acabar sacrificada no altar da Observador e ficando o eixo Braga-Setúbal em que todas apostam em associação com 98.4-88.1-104.4-104.6-93.7-98.7. Claro que isto só acontece porque não são abertos concursos para novas frequências, o que manifestamente é negativo, a começar, primeiramente pelas próprias locais.
Com este eixo cobrirão diria que uns 80% da população portuguesa.
A partir daà podem pensar em rádios com horas locais, a começar para a própria interioridade que tem dinâmicas muito distintas da faixa litoral Assim de repente, penso na rede da Dom Bosco que tem nos 92.1/94.1 um emissor poderoso, que se ouve do Porto a Viseu e também em Vila Real e na Guarda, mais para baixo conheço de forma menos eficaz o território. O distrito de Viana do Castelo era também de pensar, mas aà só vejo a Afifense a poder ter hipoteses, até pelo facto de ser a única que consegue saltar a Serra de Arga e chegar a Espanha. A frequência ainda se ouve no Porto, com RDS e radiotext.
Claro está que quanto mais redes nacionais vamos construindo, à base de emissores de baixa potência, menos espaço fica para as locais. Parece-me, claramente, que se terá de evoluir para um modelo de rádios regionais, permitindo a quem crescer o fazer, tanto redes nacionais como locais.