O papel de animador vai ficando cada vez mais fraco, passa a ser terciário, dispensável. Porque se formos a ver tudo pode ser automatizado. Nas rádios de música é o que se ouve mais, rádios máquina, a funcionarem com música e jingles. Nas rádios com alguma palavra, emissões gravadas e em automático. E com a entrada em cena do Observador (e se a renascença já faz isso ao fim de semana) já faltará pouco para as rádios de palavra (ditas de informação, generalistas) também optem por essa via. Extingue-se o animador presente ao Fim de Semana, e também nos horários nocturnos. Ficando o jornalista a comandar toda a emissão, bastar-lhe-á carregar em botões e tudo acontece. Imaginem ao fim de semana na TSF, por exemplo, sem animador. O Jornalista controla toda a emissão. Acontece algo catastrófico, o jornalista entra em estúdio, dirige-se à sua mesa com alguns botões. Carrega no Botão: 'Noticia de última hora' Imediatamente é lançado um jingle e a emissão é interrompida em fade out, e logo a seguir uma voz gravada: Especial noticias' e entra a jornalista a dar a noticia e a desenvolvê-la, podendo até entrar em em emissão especial... acabando o especial, carrega no botão em que é lançado outro jingle a fechar o especial e a emissão a ser retomada no ponto onde tinha ficado, ou se foi um especial longo, voltar com música. Nos dias de hoje fazer este tipo de coisas não é complicado, é até muito fácil. Uma emissão especial com diretos, já se torna complicado com uma só pessoa, será necessário sempre uma segunda pessoa para atender e passar chamadas e dar apoio ao pivot. O futuro seguirá esse caminho da automação, com o adento da Inteligência artificial entraremos então no Admirável mundo novo, em que serão as maquinas a fazer tudo e aà nem será necessário o jornalista. Honra para o Jornalista que será o último Guardião da humanidade. Com a máquina no Poder, então sim será tudo perfeito, sem falhas e deixaremos também de poder criticar o que seja, porque não há nada que possa ser dito.