Autor Tópico: Futuro da Rádio em Portugal  (Lida 93661 vezes)

joao_s

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #75 em: Novembro 29, 2018, 09:57:22 pm »
Mantenho TUDO aquilo que disse em comentários anteriores.
É a sua opinião, a qual não corroboro. A análise dos múltiplos componentes do serviço público de televisão em Espanha, permite asseverar que profere um argumentário exagerado que extravasa a realidade. Não fiz comparações com o que se faz por cá, mas manipulações e “lavagem ao cérebro” é algo que acontece na comunicação social portuguesa, por vezes feitos de forma desastrada e sensacionalista. Portanto…

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #76 em: Dezembro 07, 2018, 10:04:25 pm »
Em França, por exemplo, ao contrário do que se vai passando por cá, a "luta taco a taco" é feita entre as generalistas RTL (privada) e a FRANCE INTER (pública)...

Por cá, passa-se justamente o contrário...

Também isto diz muito acerca da exigência da maioria dos ouvintes portugueses...
(...)
E também diz muito da falta de qualidade da rádio portuguesa, não lhe parece? Cada vez mais pessoas se “desligam” da rádio ou a encaram como “verbo de encher”.

Mas em matéria televisiva também se assiste a uma deriva insipiente de não assuntos, tratados como matéria importantíssima. Temos 4  estações de TV informativas que tratam os meandros dos clubes e do futebol como matéria de especial importância para os telespectadores, dedicando-lhes um excessivo/exagerado número de horas de um vazio acéfalo, fazendo uma espécie de lavagem cerebral. Não se vê isto em nenhum canal similar de outro país europeu ou norte-americano.

Por exemplo, quando pretendo assistir a um canal de TV informativo sintonizo o canal do país vizinho, <tve-24horas>, que você abomina, caro “Atento”. No programa “La noche en 24 horas”, vejo debates sobre a atualidade,  com protagonistas de vários setores da sociedade espanhola, peças informativas e análise da situação internacional. No programa “La Hora Cervantes”, regra geral, um convidado ligado à cultura manifesta-se sobre a sua área e apresenta o seu ponto de vista sobre a atualidade, muitas vezes sob uma nova/ou diferente perspetiva. Nunca vi nada de parecido com o sensacionalismo/tabloidização/formatação o que os canais informativos portugueses fazem, ao nível de uma sociedade subdesenvolvida.

Mais um exemplo de isenção do GRUPO RTVE...

https://www.esdiario.com/858708925/Periodistas-de-TVE-denuncian-censura-Mateo-mando-esconder-el-abucheo-a-Sanchez.html

joao_s

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #77 em: Dezembro 10, 2018, 08:58:12 pm »

Mais um exemplo de isenção do GRUPO RTVE...

https://www.esdiario.com/858708925/Periodistas-de-TVE-denuncian-censura-Mateo-mando-esconder-el-abucheo-a-Sanchez.html
Pois,… É de salutar a discussão pública da linha editorial das estações de televisão do estado, isso acontece, evidentemente, devido à existência de grupos de comunicação privados nos mais diversos países europeus. Neste universo, digamos assim, ninguém espera que as estações públicas funcionem como contrapoder em matéria política, ou que ponham em causa o sistema levando a hipotéticas desagregações do estado. Não estou a ver, de relance alguns operadores públicos europeus, ORF, FRANCE 2/3/4/5, NOS, ZDF, RAI, NRK, RTP, TVE, BBC, a chamarem a si temas fraturantes dos governos dos respetivos países, que ponham em causa a estabilidade, ou tomarem posições contra a estratégia política em curso. Não é esse o seu papel.

Essa reflexão cabe aos grupos privados, à imprensa livre, digamos assim, embora, na atual conjuntura, julgue que tal não existe. O cidadão que pretende estar devidamente informado, sensacionalismos, epifenómenos, soundbites à parte, consulta diversas fontes de informação sérias, as que espelham a sua linha editorial, para formar a sua opinião.

Pernicioso é existir grupos de comunicação que se fazem passar por independentes e imparciais, quando não o são (linha editorial opaca), apanhando, por essa via, desprevenidos cidadãos “distraídos” e manipulando a opinião pública.

No que concerne à disseminação de: cultura, conhecimento, informação em sentido geral, análise da atualidade, pluralismo, entretenimento, desporto, espaços dedicados ao público juvenil/infantil, cultura dominante de outros países do bloco ocidental (7.ª arte, séries, música…), etc., a <tve> cumpre bem o seu papel. Uma curiosidade: na <tve 1>, "La Uno", está a verificar-se uma renovação geracional dos locutores dos espaços informativos. Alguns não aparentam sequer ter 30 anos. As gerações veteranas, digamos assim, dominam no canal informativo <tve 24h>.

Discordo frontalmente do seu posicionamento relativamente ao operador público de televisão do país vizinho.

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #78 em: Dezembro 11, 2018, 05:43:56 pm »

Mais um exemplo de isenção do GRUPO RTVE...

https://www.esdiario.com/858708925/Periodistas-de-TVE-denuncian-censura-Mateo-mando-esconder-el-abucheo-a-Sanchez.html
Pois,… É de salutar a discussão pública da linha editorial das estações de televisão do estado, isso acontece, evidentemente, devido à existência de grupos de comunicação privados nos mais diversos países europeus. Neste universo, digamos assim, ninguém espera que as estações públicas funcionem como contrapoder em matéria política, ou que ponham em causa o sistema levando a hipotéticas desagregações do estado. Não estou a ver, de relance alguns operadores públicos europeus, ORF, FRANCE 2/3/4/5, NOS, ZDF, RAI, NRK, RTP, TVE, BBC, a chamarem a si temas fraturantes dos governos dos respetivos países, que ponham em causa a estabilidade, ou tomarem posições contra a estratégia política em curso. Não é esse o seu papel.

Essa reflexão cabe aos grupos privados, à imprensa livre, digamos assim, embora, na atual conjuntura, julgue que tal não existe. O cidadão que pretende estar devidamente informado, sensacionalismos, epifenómenos, soundbites à parte, consulta diversas fontes de informação sérias, as que espelham a sua linha editorial, para formar a sua opinião.

Pernicioso é existir grupos de comunicação que se fazem passar por independentes e imparciais, quando não o são (linha editorial opaca), apanhando, por essa via, desprevenidos cidadãos “distraídos” e manipulando a opinião pública.

No que concerne à disseminação de: cultura, conhecimento, informação em sentido geral, análise da atualidade, pluralismo, entretenimento, desporto, espaços dedicados ao público juvenil/infantil, cultura dominante de outros países do bloco ocidental (7.ª arte, séries, música…), etc., a <tve> cumpre bem o seu papel. Uma curiosidade: na <tve 1>, "La Uno", está a verificar-se uma renovação geracional dos locutores dos espaços informativos. Alguns não aparentam sequer ter 30 anos. As gerações veteranas, digamos assim, dominam no canal informativo <tve 24h>.

Discordo frontalmente do seu posicionamento relativamente ao operador público de televisão do país vizinho.

A RTP e FRANCE2, por exemplo, nunca esconderam os assobios feitos a nenhum PM.

A TVE é um antro de manipulação assustador que deve ser reformado por um governo corajoso...

https://www.elespanol.com/bluper/noticias/telediario-tve-manipula-grafico-destacar-mejoria-economia

https://m.eldiario.es/economia/graficos-manipulados-television_0_412609473.html

https://www.google.pt/amp/s/elpais.com/politica/2018/05/05/actualidad/1525542738_319046.amp.html

https://www.google.pt/amp/s/amp.elperiodico.com/es/tele/20180509/dimite-editora-rtve-por-video-secretaria-de-estado-6807983

Os veteranos da TVE foram desterrados para o canal 24 horas...
Outros ficaram na prateleira...
Os afins ao PP, ou independentes não têm lugar nos telejornais da TVE1...
Nesses horários foram colocados uns moços e moças (alguns deles repescados da rede de correspondentes) que não raras vezes têm dificuldades com o teleponto...

Imagine agora a RTP  despachar José Rodrigues dos Santos e Adelino Faria para a RTP3 e colocarem no seu lugar uns fedelhos sem eira nem beira comprometidos até à medula com a linha radical do PS mais à esquerda e com o BE...

A única sobrevivente desta recente censura é Ana Blanco que saiu do Telejornal da noite para o das 15:00...

Os governos não têm de meter o nariz na linha editorial e programática, escolhendo a dedo os jornalistas ou apresentadores...

« Última modificação: Dezembro 11, 2018, 06:03:06 pm por Atento »

joao_s

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #79 em: Dezembro 12, 2018, 08:23:22 pm »
A RTP e FRANCE2, por exemplo, nunca esconderam os assobios feitos a nenhum PM.

A TVE é um antro de manipulação assustador que deve ser reformado por um governo corajoso...
(...)
Os veteranos da TVE foram desterrados para o canal 24 horas...
Outros ficaram na prateleira...
Os afins ao PP, ou independentes não têm lugar nos telejornais da TVE1...
Nesses horários foram colocados uns moços e moças (alguns deles repescados da rede de correspondentes) que não raras vezes têm dificuldades com o teleponto...

Imagine agora a RTP  despachar José Rodrigues dos Santos e Adelino Faria para a RTP3 e colocarem no seu lugar uns fedelhos sem eira nem beira comprometidos até à medula com a linha radical do PS mais à esquerda e com o BE...

A única sobrevivente desta recente censura é Ana Blanco que saiu do Telejornal da noite para o das 15:00...

Os governos não têm de meter o nariz na linha editorial e programática, escolhendo a dedo os jornalistas ou apresentadores...
“A TVE é um antro de manipulação assustador…”, trata-se de um exagero da sua parte, que parece saído do livro de George Orwell, que toda a gente leu, de uma qualquer máquina de propaganda ao serviço de um sistema totalitário e de uma sociedade distópica e oprimida. Obviamente que qualquer órgão de comunicação, mesmo os mais credíveis, pode manipular a opinião pública, quer propositadamente, quer por omissão ou por meias verdades, etc. Em Portugal, são n casos.  Daí a necessidade da existência de vários grupos de comunicação credíveis, que possibilitem ao cidadão mais informado estruturar a opinião a partir de diferentes perspetivas/ângulos/pontos de vista. A <tve> não esconde a linha editorial de ninguém, qualquer pessoa sabe que a informação pode refletir um tratamento de forma a beneficiar a imagem do governo neste ou naquele ponto. Que é plural e trata assuntos dos diferentes quadrantes políticos, é um facto. Cada um filtra aquilo que lhe interessa. O maior problema são os órgãos de comunicação que se fazem passar por independentes e que têm uma agenda escondida, portanto uma linha editorial opaca.

Se referirmos o caso clássico do escândalo Wartergate, investigado pelo Washington Post, na altura em competição com o The New York Times, que levou, como toda a gente sabe, à queda do Presidente dos Estados Unidos, acha que um qualquer serviço público de comunicação de um qualquer país europeu desenvolvia e investigava um hipotético tema com consequências semelhantes? Claro que não. Nem RTP, nem nada. Isso é matéria para grupos independentes do poder político, financeiramente autónomos do estado, portanto privados.

É natural que a <tve 1> aposte em pivots de blocos informativos de gerações mais novas (sempre foi assim, até nos anos 80), uma vez que tem vários programas com mais de “35%  cuota de pantalha” do público mais jovem.  Acho bem que atualizem os rostos dos blocos informativos em função do público-alvo, uma vez que as gerações mais velhas também se revêm nessa renovação.
Na RTP, não se esqueça que José Rodrigues dos Santos era muito novo quando começou a apresentar o “Telejornal”, nas suas palavras “um fedelho”. Não tem razão naquilo que escreve.

Retomando o tema do tópico, uma rádio de palavra que, entre outros, faça a análise de fundo dos temas que neste momento se destacam no país e principalmente na Europa (esses afetam-nos a todos), julgo que se justificaria, não fossem os elevados custos associados aos recursos humanos. A situação explosiva da França e o impasse no Reino Unido já dominam as conversas do dia-a-dia. Por um lado, o governo de Macron estende a passadeira do Poder à extrema-direita de Marine Le Pen, o que, eventualmente, explica a inflexão em toda a linha de estratégias do governo francês, por outro, os determinados britânicos encontram-se num impasse, não saem da UE, saem, há outro referendo, não há, demite-se a primeira-ministra, não se demite, enfim, uma confusão. Dois porta-aviões da Europa em problemas, sendo a situação francesa aquela que poderá ter um desfecho pernicioso. Muita gente está pessimista com o que está para vir, outros nem tanto…

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #80 em: Dezembro 18, 2018, 10:43:02 pm »
A RTP e FRANCE2, por exemplo, nunca esconderam os assobios feitos a nenhum PM.

A TVE é um antro de manipulação assustador que deve ser reformado por um governo corajoso...
(...)
Os veteranos da TVE foram desterrados para o canal 24 horas...
Outros ficaram na prateleira...
Os afins ao PP, ou independentes não têm lugar nos telejornais da TVE1...
Nesses horários foram colocados uns moços e moças (alguns deles repescados da rede de correspondentes) que não raras vezes têm dificuldades com o teleponto...

Imagine agora a RTP  despachar José Rodrigues dos Santos e Adelino Faria para a RTP3 e colocarem no seu lugar uns fedelhos sem eira nem beira comprometidos até à medula com a linha radical do PS mais à esquerda e com o BE...

A única sobrevivente desta recente censura é Ana Blanco que saiu do Telejornal da noite para o das 15:00...

Os governos não têm de meter o nariz na linha editorial e programática, escolhendo a dedo os jornalistas ou apresentadores...
“A TVE é um antro de manipulação assustador…”, trata-se de um exagero da sua parte, que parece saído do livro de George Orwell, que toda a gente leu, de uma qualquer máquina de propaganda ao serviço de um sistema totalitário e de uma sociedade distópica e oprimida. Obviamente que qualquer órgão de comunicação, mesmo os mais credíveis, pode manipular a opinião pública, quer propositadamente, quer por omissão ou por meias verdades, etc. Em Portugal, são n casos.  Daí a necessidade da existência de vários grupos de comunicação credíveis, que possibilitem ao cidadão mais informado estruturar a opinião a partir de diferentes perspetivas/ângulos/pontos de vista. A <tve> não esconde a linha editorial de ninguém, qualquer pessoa sabe que a informação pode refletir um tratamento de forma a beneficiar a imagem do governo neste ou naquele ponto. Que é plural e trata assuntos dos diferentes quadrantes políticos, é um facto. Cada um filtra aquilo que lhe interessa. O maior problema são os órgãos de comunicação que se fazem passar por independentes e que têm uma agenda escondida, portanto uma linha editorial opaca.

Se referirmos o caso clássico do escândalo Wartergate, investigado pelo Washington Post, na altura em competição com o The New York Times, que levou, como toda a gente sabe, à queda do Presidente dos Estados Unidos, acha que um qualquer serviço público de comunicação de um qualquer país europeu desenvolvia e investigava um hipotético tema com consequências semelhantes? Claro que não. Nem RTP, nem nada. Isso é matéria para grupos independentes do poder político, financeiramente autónomos do estado, portanto privados.

É natural que a <tve 1> aposte em pivots de blocos informativos de gerações mais novas (sempre foi assim, até nos anos 80), uma vez que tem vários programas com mais de “35%  cuota de pantalha” do público mais jovem.  Acho bem que atualizem os rostos dos blocos informativos em função do público-alvo, uma vez que as gerações mais velhas também se revêm nessa renovação.
Na RTP, não se esqueça que José Rodrigues dos Santos era muito novo quando começou a apresentar o “Telejornal”, nas suas palavras “um fedelho”. Não tem razão naquilo que escreve.

Retomando o tema do tópico, uma rádio de palavra que, entre outros, faça a análise de fundo dos temas que neste momento se destacam no país e principalmente na Europa (esses afetam-nos a todos), julgo que se justificaria, não fossem os elevados custos associados aos recursos humanos. A situação explosiva da França e o impasse no Reino Unido já dominam as conversas do dia-a-dia. Por um lado, o governo de Macron estende a passadeira do Poder à extrema-direita de Marine Le Pen, o que, eventualmente, explica a inflexão em toda a linha de estratégias do governo francês, por outro, os determinados britânicos encontram-se num impasse, não saem da UE, saem, há outro referendo, não há, demite-se a primeira-ministra, não se demite, enfim, uma confusão. Dois porta-aviões da Europa em problemas, sendo a situação francesa aquela que poderá ter um desfecho pernicioso. Muita gente está pessimista com o que está para vir, outros nem tanto…

Voltando ao Grupo RTVE...:
https://www.elconfidencial.com/espana/2018-12-18/mazazo-judicial-a-rosa-maria-mateo-la-justicia-anula-el-despido-del-director-de-24h_1714390/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=ECDiarioManual

joao_s

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #81 em: Dezembro 19, 2018, 10:30:50 pm »
Voltando ao Grupo RTVE...:
https://www.elconfidencial.com/espana/2018-12-18/mazazo-judicial-a-rosa-maria-mateo-la-justicia-anula-el-despido-del-director-de-24h_1714390/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=ECDiarioManual
A <tve> está longe da imagem de um qualquer órgão de propaganda de um regime comunista totalitário, ao estilo da União Soviética, que pretende colar ao operador público de Espanha. O caso acessório que alude na hiperligação trata-se de um assunto interno da empresa: um jornalista (ex-diretor do canal <tve 24h>) que recorreu aos tribunais para ver anulado o despedimento. A notícia não refere as causas subjacentes ao processo de despedimento, dando a entender tratar-se de abuso de poder (será? Incompetência?). Embora sejam positivas as notícias que, eventualmente, permitam escrutinar como funciona a empresa por dentro, embora casos destes aconteçam em toda a parte, o essencial é aferir se o operador público cumpre as múltiplas funções nos diferentes eixos estruturantes do serviço que presta. A resposta é afirmativa. Uma nota adicional é que está a verificar-se a renovação de gerações nos diferentes canais da <tve>, coabitando gerações mais novas com as mais velhas.

No que concerne ao tema do tópico, como deverá ser o equilíbrio de oferta entre os diferentes tipos de formatos, exigência dos auditórios e que tipo de audiência poderá predominar doravante, atendendo aos produtos descartáveis de hoje. Isso talvez seja passível e até pertinente de analisar.

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #82 em: Dezembro 19, 2018, 11:22:03 pm »
Voltando ao Grupo RTVE...:
https://www.elconfidencial.com/espana/2018-12-18/mazazo-judicial-a-rosa-maria-mateo-la-justicia-anula-el-despido-del-director-de-24h_1714390/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=ECDiarioManual
A <tve> está longe da imagem de um qualquer órgão de propaganda de um regime comunista totalitário, ao estilo da União Soviética, que pretende colar ao operador público de Espanha. O caso acessório que alude na hiperligação trata-se de um assunto interno da empresa: um jornalista (ex-diretor do canal <tve 24h>) que recorreu aos tribunais para ver anulado o despedimento. A notícia não refere as causas subjacentes ao processo de despedimento, dando a entender tratar-se de abuso de poder (será? Incompetência?). Embora sejam positivas as notícias que, eventualmente, permitam escrutinar como funciona a empresa por dentro, embora casos destes aconteçam em toda a parte, o essencial é aferir se o operador público cumpre as múltiplas funções nos diferentes eixos estruturantes do serviço que presta. A resposta é afirmativa. Uma nota adicional é que está a verificar-se a renovação de gerações nos diferentes canais da <tve>, coabitando gerações mais novas com as mais velhas.

No que concerne ao tema do tópico, como deverá ser o equilíbrio de oferta entre os diferentes tipos de formatos, exigência dos auditórios e que tipo de audiência poderá predominar doravante, atendendo aos produtos descartáveis de hoje. Isso talvez seja passível e até pertinente de analisar.

Foi um ato de censura e perseguição, por não ser da linha PSOE/PODEMOS.

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #83 em: Dezembro 26, 2018, 10:02:17 am »
Mais uma polémica no grupo RTVE...que ocorre quase de forma recorrente...:

https://www.elespanol.com/bluper/noticias/ana-belen-tacha-cobarde-tve-relegar-concierto-reivindicativo-mujer

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #84 em: Junho 26, 2019, 01:00:19 pm »

radiokilledtheMTVstar

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #85 em: Dezembro 11, 2019, 11:28:42 am »
Conclusões muito interessantes vindas do Reuters Institute Digital News Report 2019:
- 41,5% dos portugueses dizem "estar cansados da quantidade de notícias com que se deparam atualmente", o que pode explicar muito das fracas audiências das rádios de informação.
- 34% dos portugueses dizem ter escutado pelo menos um podcast no período de análise do estudo, ficando assim Portugal no 6º lugar na média mundial de escuta só atrás de Coreia do Sul, Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Suécia.
- Mais de metade dos portugueses entre os 18 e os 24 anos escutaram algum podcast "no último mês", o que não me espanta nada pelo que vou vendo por aí e só quebra de vez o mito de que os jovens só querem ouvir música a metro, e que pode fazer com que as rádios jovens apostem (felizmente) ainda mais em palavra.

Fonte: https://rr.sapo.pt/noticia/174736/cansados-das-noticias-um-em-cada-tres-portugueses-ja-evita-noticias-online
Relatório completo: https://obercom.pt/reuters-institute-digital-news-report-2019-portugal/

AG

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #86 em: Dezembro 11, 2019, 12:36:18 pm »
Conclusões muito interessantes vindas do Reuters Institute Digital News Report 2019:
- 41,5% dos portugueses dizem "estar cansados da quantidade de notícias com que se deparam atualmente", o que pode explicar muito das fracas audiências das rádios de informação.
- 34% dos portugueses dizem ter escutado pelo menos um podcast no período de análise do estudo, ficando assim Portugal no 6º lugar na média mundial de escuta só atrás de Coreia do Sul, Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Suécia.
- Mais de metade dos portugueses entre os 18 e os 24 anos escutaram algum podcast "no último mês", o que não me espanta nada pelo que vou vendo por aí e só quebra de vez o mito de que os jovens só querem ouvir música a metro, e que pode fazer com que as rádios jovens apostem (felizmente) ainda mais em palavra.

Fonte: https://rr.sapo.pt/noticia/174736/cansados-das-noticias-um-em-cada-tres-portugueses-ja-evita-noticias-online
Relatório completo: https://obercom.pt/reuters-institute-digital-news-report-2019-portugal/
Dados muito interessantes e que confirmam que afinal Portugal não é uma 'ilha' na Europa, seguindo assim a tendência global. Cabe às estações de rádio interpretarem os dados e alterar estratégias caso isso seja necessário. O que me parece que já está a ser feito.

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #87 em: Dezembro 11, 2019, 12:59:44 pm »
Conclusões muito interessantes vindas do Reuters Institute Digital News Report 2019:
- 41,5% dos portugueses dizem "estar cansados da quantidade de notícias com que se deparam atualmente", o que pode explicar muito das fracas audiências das rádios de informação.
- 34% dos portugueses dizem ter escutado pelo menos um podcast no período de análise do estudo, ficando assim Portugal no 6º lugar na média mundial de escuta só atrás de Coreia do Sul, Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Suécia.
- Mais de metade dos portugueses entre os 18 e os 24 anos escutaram algum podcast "no último mês", o que não me espanta nada pelo que vou vendo por aí e só quebra de vez o mito de que os jovens só querem ouvir música a metro, e que pode fazer com que as rádios jovens apostem (felizmente) ainda mais em palavra.

Fonte: https://rr.sapo.pt/noticia/174736/cansados-das-noticias-um-em-cada-tres-portugueses-ja-evita-noticias-online
Relatório completo: https://obercom.pt/reuters-institute-digital-news-report-2019-portugal/


Mas os podcasts que lideram são os ligadas à informação&Ciência.

O Bigode do Sala

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #88 em: Dezembro 11, 2019, 08:12:05 pm »
Conclusões muito interessantes vindas do Reuters Institute Digital News Report 2019:
- 41,5% dos portugueses dizem "estar cansados da quantidade de notícias com que se deparam atualmente", o que pode explicar muito das fracas audiências das rádios de informação.
- 34% dos portugueses dizem ter escutado pelo menos um podcast no período de análise do estudo, ficando assim Portugal no 6º lugar na média mundial de escuta só atrás de Coreia do Sul, Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Suécia.
- Mais de metade dos portugueses entre os 18 e os 24 anos escutaram algum podcast "no último mês", o que não me espanta nada pelo que vou vendo por aí e só quebra de vez o mito de que os jovens só querem ouvir música a metro, e que pode fazer com que as rádios jovens apostem (felizmente) ainda mais em palavra.

Fonte: https://rr.sapo.pt/noticia/174736/cansados-das-noticias-um-em-cada-tres-portugueses-ja-evita-noticias-online
Relatório completo: https://obercom.pt/reuters-institute-digital-news-report-2019-portugal/


Mas os podcasts que lideram são os ligadas à informação&Ciência.

Concordo contudo o que foi dito aqui.
Sobre o facto das pessoas cada vez mais estarem enfadadas com as notícias que ouvem, mas existindo essa contradição no facto de se ouvirem muitos podcasts de informação e ciência, creio que o busílis está no que nos é (e o ângulo de visão) do que nos é transmitido.

Pessoalmente, estou farto de politiquices e de crises. Na impressa europeia e, muito particularmente, na portuguesa, há um foco enorme para o negativismo e, nas televisões (privadas), enchem-se chouriços e debates bacocos com pseudo-entendidos em tudo para que o noticiário dure 1h30.
Os canais de informação (a RTP 3 principalmente) passam horas a repetir as mesmas peças ao longo do dia.
Isso tudo pode causar uma enorme repulsa pasa aqueles que, mesmo querendo serem informados da actualidade, graças às vidas preenchidas com trabalho e família, não têm o mínimo de pachorra para ouvirem a mesma toada.

Mas tudo isto não invalida o desejo ávido das pessoas em se informarem. Daí, os podcasts mais consumidos serem os de informação e ciência. São mais curtos, com uma linguagem diferente e, principalmente, mostram um ângulo das notícias que muito dificilmente ouviríamos num meio de comunicação social tradicional.
Já televisão, costumo consumir o Jornal 2, pois é curto, factual, com maior incidência para o internacional e, lá está, tenta dar uma visão diferente do que se passa no mundo.
Na rádio, gosto muito de ouvir o Bom Dia e Boa Sorte da Antena 3.

PS: Sobre tudo isto que acabei de escrever, gostaria de vos deixar duas hiperligações:

A primeira, sobre a última opinião dada pelo grande comunicador Carlos Pinto Coelho sobre o estado d'arte nos média em 2010.
https://youtu.be/-g3Guk06VXc

A segunda, é uma reportagem e comentários, no Jornal 2, em que se fala na Guerra da Síria. (2017)
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/guerra-na-siria-resulta-da-luta-pelo-controlo-do-gas-e-do-petroleo-do-golfo_v970540

Saudações!
« Última modificação: Dezembro 11, 2019, 08:17:36 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #89 em: Dezembro 11, 2019, 09:29:28 pm »
Conclusões muito interessantes vindas do Reuters Institute Digital News Report 2019:
- 41,5% dos portugueses dizem "estar cansados da quantidade de notícias com que se deparam atualmente", o que pode explicar muito das fracas audiências das rádios de informação.
- 34% dos portugueses dizem ter escutado pelo menos um podcast no período de análise do estudo, ficando assim Portugal no 6º lugar na média mundial de escuta só atrás de Coreia do Sul, Espanha, Irlanda, Estados Unidos e Suécia.
- Mais de metade dos portugueses entre os 18 e os 24 anos escutaram algum podcast "no último mês", o que não me espanta nada pelo que vou vendo por aí e só quebra de vez o mito de que os jovens só querem ouvir música a metro, e que pode fazer com que as rádios jovens apostem (felizmente) ainda mais em palavra.

Fonte: https://rr.sapo.pt/noticia/174736/cansados-das-noticias-um-em-cada-tres-portugueses-ja-evita-noticias-online
Relatório completo: https://obercom.pt/reuters-institute-digital-news-report-2019-portugal/


Mas os podcasts que lideram são os ligadas à informação&Ciência.

Concordo contudo o que foi dito aqui.
Sobre o facto das pessoas cada vez mais estarem enfadadas com as notícias que ouvem, mas existindo essa contradição no facto de se ouvirem muitos podcasts de informação e ciência, creio que o busílis está no que nos é (e o ângulo de visão) do que nos é transmitido.

Pessoalmente, estou farto de politiquices e de crises. Na impressa europeia e, muito particularmente, na portuguesa, há um foco enorme para o negativismo e, nas televisões (privadas), enchem-se chouriços e debates bacocos com pseudo-entendidos em tudo para que o noticiário dure 1h30.
Os canais de informação (a RTP 3 principalmente) passam horas a repetir as mesmas peças ao longo do dia.
Isso tudo pode causar uma enorme repulsa pasa aqueles que, mesmo querendo serem informados da actualidade, graças às vidas preenchidas com trabalho e família, não têm o mínimo de pachorra para ouvirem a mesma toada.

Mas tudo isto não invalida o desejo ávido das pessoas em se informarem. Daí, os podcasts mais consumidos serem os de informação e ciência. São mais curtos, com uma linguagem diferente e, principalmente, mostram um ângulo das notícias que muito dificilmente ouviríamos num meio de comunicação social tradicional.
Já televisão, costumo consumir o Jornal 2, pois é curto, factual, com maior incidência para o internacional e, lá está, tenta dar uma visão diferente do que se passa no mundo.
Concordo completamente. Já o disse uma uma vez aqui no Fórum e fui completamente arrasado, mas parece que os dados o comprovam.

No link que coloquei na RR também dizem que são a rádio com maior equilíbrio entre audiência online e tradicional, não é por acaso uma vez que dá a informação de uma maneira muito mais informal do que Antena 1 e TSF e acredito que das rádios generalistas até seja neste momento a que tem uma média de público mais jovem, o que era inimaginável até há bem pouco tempo...
Não há volta a dar, TSF e Antena 1 têm de ser mais informais sem perderem a qualidade ou vão ficar paradas no tempo.
« Última modificação: Dezembro 11, 2019, 09:34:38 pm por radiokilledtheMTVstar »