Autor Tópico: Futuro da Rádio em Portugal  (Lida 94817 vezes)

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #240 em: Fevereiro 16, 2026, 11:21:58 am »
Não me parece que o futuro seja concentrar streams online numa plataforma gerida por uma empresa no Reino Unido, mas pronto.

Yagi

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #241 em: Fevereiro 16, 2026, 01:33:04 pm »
Se a cobertura em FM tem zonas de difícil receção, receber rádio em 4G/5G especialmente fora das grandes cidades e principais auto-estradas é ainda mais problemático. Somem a isso os 20 segundos de delay que o radioplayer e afins não conseguem evitar. Consome dados que têm um custo que não é insignificante, sobretudo no nosso país. Depois, quando muito bem lhes (plataformas) apetecer, podem colocar publicidade na emissão e/ou criar tiers de utilizadores. Sendo uma app está sujeita a atualizações que mais cedo ou mais tarde deixam de funcionar com hardware mais antigo.

A verdadeira rádio digital (quando bem implementada) oferece muito mais e uma melhor experiência ao ouvinte. Apps de rádio? Só utilizo quando não há outra opção, para ouvir rádios estrangeiras. Mas pronto, há gostos para tudo...  ;D

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #242 em: Fevereiro 16, 2026, 02:21:21 pm »
Parece-me até contraproducente estarmos a falar de soluções que dependem exclusivamente da internet quando estamos no rescaldo de duas situações críticas onde o pouco que se manteve a funcionar foi a rádio tradicional e por FM... a digital, a sair dos mesmos centros emissores, continuaria da mesma forma...

Memorias da Radio

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #243 em: Fevereiro 16, 2026, 11:30:33 pm »
Ficou um post longo, desculpas antecipadas por isso.

Mais depressa vão as rádios do Álvaro Covões.

Talvez sim, da maneira low-cost como percebo que ele vai gerindo a Radar e a Oxigénio, não me admiraria. É nítido o desinteresse do Montez pelo meio, por isso coloco muito em dúvida este ponto. Nem me lembrei dele.

Não me parece que o futuro seja concentrar streams online numa plataforma gerida por uma empresa no Reino Unido, mas pronto.

Tenho todo o gosto em rever isto que acabei de dizer (retirar o que disse, até), se vir que a coisa não vai como penso que possa ir. Isto não depende só de quem transmite, depende também de quem ouve, claro. É como tudo.

Se a cobertura em FM tem zonas de difícil receção, receber rádio em 4G/5G especialmente fora das grandes cidades e principais auto-estradas é ainda mais problemático.

A cobertura de torres móveis é muito mais capilar do que uma estação de FM alguma vez conseguirá ser (também porque as frequências e potência de cada torre são bem distintas). Não é verdade que seja assim tão problemático receber rádio em 4G/5G fora das grandes cidades, sobretudo porque a tecnologia evoluiu a um ponto que até as chamadas "bandas baixas" asseguram hoje, com folga, a largura de banda necessária para elas conseguirem transmitir continuamente. Para áudio apenas, claro, para vídeo a história ainda é outra, por agora.

Eu já ando a fazer esses testes, dentro e fora de AEs e das ditas "grandes cidades". Na A25 tive um corte de 5 segundos entre Aveiro e Viseu, junto a Talhadas, mas nem sequer sei se foi do próprio stream ou da falta de sinal, isto na rede NOS. Mas tem sido uma solução muito viável.

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Somem a isso os 20 segundos de delay que o radioplayer e afins não conseguem evitar.

Extremo exagero. Sem buffering consegue introduzir 3-6 segundos de latência, com um buffering simples de 5 segundos vai aos 8-11. Longe, longe dos 20.

Mais: já hoje o que se ouve em FM tem delay. Como já ninguém emite no analógico, tem no mínimo delay provindo de:
- controlos à saída da mesa
- processamento de ficheiros no PC (300ms de média)
- processamento/agregação de som no estúdio (entre 1/1.5 segundos para uma boa qualidade sonora e a depender do sampling usado)
- transporte (por satélite será +0,5-1s fora buffering para o satélite, por IP será entre 3-5 segundos mas depende das afinações, no Observador parecem usar 10, por link talvez seja o mais rápido)
- processamento no emissor (variável)
- receção e pós-processamento áudio no equipamento de FM (latência virtualmente zero em DACs analógicos e talvez 0.1s em digitais).

Já hoje o que tem de som em FM não é tempo real. Só é mais aproximado ao tempo real.

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Consome dados que têm um custo que não é insignificante, sobretudo no nosso país.


Não desde 4 de novembro de 2024.

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Depois, quando muito bem lhes (plataformas) apetecer, podem colocar publicidade na emissão e/ou criar tiers de utilizadores.

Esta sua afirmação demonstra um profundo e franco desconhecimento do mercado português de rádio pela sua parte. O que as rádios estão mais desejando é não depender de publicidade! A presença da rádio no que se paga de publicidade em Portugal é de apenas 1,8%: https://marketeer.sapo.pt/radio-foi-o-segundo-meio-com-maior-crescimento-de-publicidade-em-2024/

Ninguém tem interesse em criar tiers de utilizadores porque deixa o ouvinte desconfortável e este é um meio sensível a haver ouvintes de primeira e ouvintes de segunda. Ninguém. Pelo contrário, quanto mais de massas mais rende, ou quanto mais específico e valorizado mais rende também.

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Sendo uma app está sujeita a atualizações que mais cedo ou mais tarde deixam de funcionar com hardware mais antigo.

Os rádios também não raras vezes deixam de funcionar precisamente enquanto hardware mais antigo. Tudo deixa de funcionar com o tempo, é a vida. Mas este é do raro tipo de aplicações em que não compensa lançar atualizações que arredem faixas de utilizadores, portanto duvido e muito.

E se alguém não quiser usar um smartphone para ouvir rádio, sem problema, há o carro. Ou o FM, que eu não defendo nem nunca defenderei que desapareça.

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A verdadeira rádio digital (quando bem implementada) oferece muito mais e uma melhor experiência ao ouvinte.

A diferença entre DAB+ e rádio online são ~530 MHz para a frequência mais baixa (N28), e o que fazem numa e noutra. Só isso.

É tecnicamente irrelevante se depois a organização é feita por muxes que permitem X rádios em cada frequência, ou se é feita linear num contexto online, porque estamos em 2026 e a capacidade instalada para a Internet na Europa é tanta que podiam estar os 449 milhões de europeus a ouvir rádio ao mesmo tempo que íamos ter mais que capacidade para aguentá-los e ainda ter outros tipos de tráfego em paralelo.

O DAB/DAB+ é uma tecnologia que teria sido perfeitamente útil e pertinente se tivesse sido implementada há 10 ou 20 anos. Em 2016 não estávamos neste ponto, muito menos em 2006, e seria altamente pertinente algo que oferecesse eficiência, isenção do noise floor, cobertura alargada, e muito sobretudo em que toda a gente estivesse no mesmo patamar de ter um rádio digital. Nunca substituiria o FM como último recurso, mas tinha a sua valência.

Hoje? Lisboa e Porto por causa do espectro. Só. E mesmo nessas é francamente questionável não só pelos gastos adicionais de estrutura, como pelo facto de que, conforme meti lá em cima, o meio rádio é virtualmente de nicho no que respeita à captação de publicidade em Portugal. O DAB+ não permite monetizar as estações, a rádio online sim. Parte da razão pela qual não temos estações diferentes, além da profunda falta de imaginação e atavismo de muita gente que as lidera e de um seguidismo ridículo em 2026, é a falta de dinheiro para as financiar.

Remova-lhes o garrote dos custos mensais e de manutenção com torres, e pode gastar mais dinheiro nas pessoas.

O DAB+ quase só serve à Sitemaster.

Parece-me até contraproducente estarmos a falar de soluções que dependem exclusivamente da internet quando estamos no rescaldo de duas situações críticas onde o pouco que se manteve a funcionar foi a rádio tradicional e por FM... a digital, a sair dos mesmos centros emissores, continuaria da mesma forma...

Nunca poderia ser exclusivamente, claro, o FM teria sempre que persistir... na visão que tenho das coisas, ambos devem existir, até pelo parque que tens hoje de recetores em FM. É importante.

Tenho muitas dúvidas da resiliência do DAB+ em situações de catástrofes como as que vimos. Como concentras mais rádios nas mesmas torres, e estamos em Portugal, a probabilidade não é infelizmente que tenhas melhores torres - é que mantenhas ou até desças (por causa do investimento extra em equipamentos) a qualidade estrutural das que hoje tens para rádio. E portanto, uma só torre cair teria um impacto muito maior do que existe hoje, porque em vez de calar uma rádio cala 7, e a propagação (com as frequências mais elevadas) não te facilitar que captes de outros distritos ou regiões.

Mais: como tu tens um noise floor em digital que não permite uma escuta clara sequer ao mesmo patamar do analógico, em situação em que só tens DAB+, criam-se buracos maiores de cobertura porque tens simplesmente mais situações em que cai abaixo desse mínimo, não consegues ouvir com ruído. Em zonas de litoral ou zonas mais planas não é muitas vezes um tema, mas por exemplo neste último problema que aconteceu em Leiria foi tema e muito.

Zonas como o Ribatejo, se Montejunto falhar por qualquer razão, estariam condenadas a ter vastas áreas em que não tinhas Lisboa mas também deixavas de ter a Lousã, especialmente a sul de Torres Novas. A mesma coisa para Viana, se o Muro e o Sameiro falhassem por algo acontecer na região. Hoje tens a chegar Marão e Monte da Virgem, com o DAB+ fica longe demais para algo assim ser estável em movimento.
« Última modificação: Fevereiro 16, 2026, 11:35:01 pm por Memorias da Radio »

Yagi

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #244 em: Fevereiro 17, 2026, 02:05:26 am »
Que grande confusão. Vou apenas rebater apenas alguns pontos:

Se a cobertura em FM tem zonas de difícil receção, receber rádio em 4G/5G especialmente fora das grandes cidades e principais auto-estradas é ainda mais problemático.

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A cobertura de torres móveis é muito mais capilar do que uma estação de FM alguma vez conseguirá ser (também porque as frequências e potência de cada torre são bem distintas). Não é verdade que seja assim tão problemático receber rádio em 4G/5G fora das grandes cidades, sobretudo porque a tecnologia evoluiu a um ponto que até as chamadas "bandas baixas" asseguram hoje, com folga, a largura de banda necessária para elas conseguirem transmitir continuamente. Para áudio apenas, claro, para vídeo a história ainda é outra, por agora.

Que confusão... não me referi à capacidade de largura de banda do 4G/5G para difundir canais audio (que são dados), mas sim à maior dificuldade de propagação das frequências de banda larga móvel que (na melhor das hipóteses) começam nos 700Mhz enquanto o FM é 88-108Mhz e o DAB 174-240Mhz.

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Depois, quando muito bem lhes (plataformas) apetecer, podem colocar publicidade na emissão e/ou criar tiers de utilizadores.

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Esta sua afirmação demonstra um profundo e franco desconhecimento do mercado português de rádio pela sua parte. O que as rádios estão mais desejando é não depender de publicidade! A presença da rádio no que se paga de publicidade em Portugal é de apenas 1,8%: https://marketeer.sapo.pt/radio-foi-o-segundo-meio-com-maior-crescimento-de-publicidade-em-2024/

Ninguém tem interesse em criar tiers de utilizadores porque deixa o ouvinte desconfortável e este é um meio sensível a haver ouvintes de primeira e ouvintes de segunda. Ninguém. Pelo contrário, quanto mais de massas mais rende, ou quanto mais específico e valorizado mais rende também.

Fui muito claro, mas mais uma vez distorce o que escrevo (vá-se lá saber porquê). Referia-me obviamente às plataformas como a radioplayer (que divulgou), em que as rádios não controlam o seu funcionamento. Quem controla o modelo de negócio é o dono da app, não as rádios. Assim, podem colocar a publicidade que quiserem. 

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Tenho muitas dúvidas da resiliência do DAB+ em situações de catástrofes como as que vimos. Como concentras mais rádios nas mesmas torres, e estamos em Portugal, a probabilidade não é infelizmente que tenhas melhores torres - é que mantenhas ou até desças (por causa do investimento extra em equipamentos) a qualidade estrutural das que hoje tens para rádio. E portanto, uma só torre cair teria um impacto muito maior do que existe hoje, porque em vez de calar uma rádio cala 7, e a propagação (com as frequências mais elevadas) não te facilitar que captes de outros distritos ou regiões.

Mais: como tu tens um noise floor em digital que não permite uma escuta clara sequer ao mesmo patamar do analógico, em situação em que só tens DAB+, criam-se buracos maiores de cobertura porque tens simplesmente mais situações em que cai abaixo desse mínimo, não consegues ouvir com ruído. Em zonas de litoral ou zonas mais planas não é muitas vezes um tema, mas por exemplo neste último problema que aconteceu em Leiria foi tema e muito.

Zonas como o Ribatejo, se Montejunto falhar por qualquer razão, estariam condenadas a ter vastas áreas em que não tinhas Lisboa mas também deixavas de ter a Lousã, especialmente a sul de Torres Novas. A mesma coisa para Viana, se o Muro e o Sameiro falhassem por algo acontecer na região. Hoje tens a chegar Marão e Monte da Virgem, com o DAB+ fica longe demais para algo assim ser estável em movimento.

Faz uma séria de presunções, algumas francamente descabidas e sem qualquer fundamento técnico. No mínimo, recomendo que leia alguns case studies sobre implementação de DAB+. Se fosse como diz (não é), a Suíça, Itália e tantos outros países que avançaram para o DAB+ cometeram um erro tremendo.

Vou apenas referir que o DAB+ necessita entre 1/4 e 1/10 da potência do FM, as antenas emissoras (dipolos) são mais pequenas devido à banda de emissão e um único grupo de antenas serve todas as rádios (até 18). Tudo isto reflete-se em menor custo do site e menor exigência estrutural das torres de emissão. Logo a carga de vento das torres é quase sempre mais baixo (para a mesma qualidade estrutural) o que as torna mais resistente às intempéries. Devido à menor potência necessária as soluções de backup de energia elétrica são também mais económicas e versáteis.

Como já comentei neste fórum, a maioria das redes DAB+ utilizam topologia SFN's regionais e utilizam mais sites que o FM. Ou seja, num determinado local normalmente haverá mais opções de captação. Isso permite mitigar melhor a falha de um determinado site. Por exemplo, na Suíça a cobertura da rádio pública em DAB+ é maior do que em FM.

Memorias da Radio

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #245 em: Fevereiro 17, 2026, 01:23:29 pm »
Que confusão... não me referi à capacidade de largura de banda do 4G/5G para difundir canais audio (que são dados), mas sim à maior dificuldade de propagação das frequências de banda larga móvel que (na melhor das hipóteses) começam nos 700Mhz enquanto o FM é 88-108Mhz e o DAB 174-240Mhz.

E a isso aplica-se o meu comentário: a cobertura de torres móveis é mais capilar do que uma estação de rádio em FM alguma vez poderá ter. Não importa a possível dificuldade de propagação, porque já hoje há a estrutura para a mitigar. No DAB+, não, e provavelmente nunca haverá.

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Fui muito claro, mas mais uma vez distorce o que escrevo (vá-se lá saber porquê). Referia-me obviamente às plataformas como a radioplayer (que divulgou), em que as rádios não controlam o seu funcionamento. Quem controla o modelo de negócio é o dono da app, não as rádios. Assim, podem colocar a publicidade que quiserem.

O detentor do meio são as próprias rádios no caso do Radioplayer. Insiste em referir a possibilidade de haver publicidade quando isso não pode ser uma realidade viável em Portugal pelos números que apresentei. Você apresenta suposições, eu apresento factos.

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Vou apenas referir que o DAB+ necessita entre 1/4 e 1/10 da potência do FM, as antenas emissoras (dipolos) são mais pequenas devido à banda de emissão e um único grupo de antenas serve todas as rádios (até 18). Tudo isto reflete-se em menor custo do site e menor exigência estrutural das torres de emissão. Logo a carga de vento das torres é quase sempre mais baixo (para a mesma qualidade estrutural) o que as torna mais resistente às intempéries. Devido à menor potência necessária as soluções de backup de energia elétrica são também mais económicas e versáteis.

Como já comentei neste fórum, a maioria das redes DAB+ utilizam topologia SFN's regionais e utilizam mais sites que o FM. Ou seja, num determinado local normalmente haverá mais opções de captação. Isso permite mitigar melhor a falha de um determinado site. Por exemplo, na Suíça a cobertura da rádio pública em DAB+ é maior do que em FM.

Ora mais me ajuda quanto ao que disse: "menor exigência estrutural das torres de emissão". Se a exigência estrutural é menor, para quê investir em mais? O incentivo é a manter a atual resistência como está.

Estamos em Portugal, mais uma vez friso e recordo, isto não é a Suiça que tanto gosta de citar. De nada adianta o DAB requerer 10-25% da potência do FM se depois o gasto se traduz em mais torres, sabe porquê? Porque já hoje o problema e o gasto principal das estações é com a instalação e manutenção de uma torre (e com a recompra/transferência de alvarás), não com a eletricidade que a sustenta. Aí é que está o gasto elevadíssimo.

E é um gasto que não deixa de existir, pelo contrário, amplifica-se, com o DAB+. E como, repito, estamos em Portugal, se uma torre leva até 18 estações, sempre que for abaixo são até 18 estações de uma assentada que se deixam de ouvir. Insustentável em situações de catástrofe.

Dá o exemplo da rádio pública da Suiça, mas falha em perceber que o garrote das estações *em Portugal*, não na Suiça, é precisamente o investimento em torres e equipamentos similares. Não são os 250€/mês que paguem de eletricidade que acabam com um orçamento - é a compra ou recompra da torre, é a manutenção dela, e tudo isto sem dinheiro decente e que se veja de publicidade captada em muitos casos.

E isto é aplicável desde a mais básica rádio local até redes de emissores que não a conseguem captar, como a RDS, a Record, a Batida e (a menor extensão) a Smooth, entre outras.

Repito: DAB+ só serve a quem instala torres. Mal serve aos broadcasters, e não serve de todo a população. E muito, muito menos substitui o FM. E repito mais uma vez: a única situação em que este país vai ver uma migração (e parcial) para o DAB+ é se o Estado entrar com dinheiro leoninamente, e mesmo assim vai ser difícil dado que as nossas queridas empresas vão aproveitar isso para inflacionar o custo final do que apresentarem aos clientes.

« Última modificação: Fevereiro 17, 2026, 01:27:09 pm por Memorias da Radio »

modernices

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #246 em: Fevereiro 17, 2026, 07:23:20 pm »
Que confusão... não me referi à capacidade de largura de banda do 4G/5G para difundir canais audio (que são dados), mas sim à maior dificuldade de propagação das frequências de banda larga móvel que (na melhor das hipóteses) começam nos 700Mhz enquanto o FM é 88-108Mhz e o DAB 174-240Mhz.

E a isso aplica-se o meu comentário: a cobertura de torres móveis é mais capilar do que uma estação de rádio em FM alguma vez poderá ter. Não importa a possível dificuldade de propagação, porque já hoje há a estrutura para a mitigar. No DAB+, não, e provavelmente nunca haverá.

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Fui muito claro, mas mais uma vez distorce o que escrevo (vá-se lá saber porquê). Referia-me obviamente às plataformas como a radioplayer (que divulgou), em que as rádios não controlam o seu funcionamento. Quem controla o modelo de negócio é o dono da app, não as rádios. Assim, podem colocar a publicidade que quiserem.

O detentor do meio são as próprias rádios no caso do Radioplayer. Insiste em referir a possibilidade de haver publicidade quando isso não pode ser uma realidade viável em Portugal pelos números que apresentei. Você apresenta suposições, eu apresento factos.

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Vou apenas referir que o DAB+ necessita entre 1/4 e 1/10 da potência do FM, as antenas emissoras (dipolos) são mais pequenas devido à banda de emissão e um único grupo de antenas serve todas as rádios (até 18). Tudo isto reflete-se em menor custo do site e menor exigência estrutural das torres de emissão. Logo a carga de vento das torres é quase sempre mais baixo (para a mesma qualidade estrutural) o que as torna mais resistente às intempéries. Devido à menor potência necessária as soluções de backup de energia elétrica são também mais económicas e versáteis.

Como já comentei neste fórum, a maioria das redes DAB+ utilizam topologia SFN's regionais e utilizam mais sites que o FM. Ou seja, num determinado local normalmente haverá mais opções de captação. Isso permite mitigar melhor a falha de um determinado site. Por exemplo, na Suíça a cobertura da rádio pública em DAB+ é maior do que em FM.

Ora mais me ajuda quanto ao que disse: "menor exigência estrutural das torres de emissão". Se a exigência estrutural é menor, para quê investir em mais? O incentivo é a manter a atual resistência como está.

Estamos em Portugal, mais uma vez friso e recordo, isto não é a Suiça que tanto gosta de citar. De nada adianta o DAB requerer 10-25% da potência do FM se depois o gasto se traduz em mais torres, sabe porquê? Porque já hoje o problema e o gasto principal das estações é com a instalação e manutenção de uma torre (e com a recompra/transferência de alvarás), não com a eletricidade que a sustenta. Aí é que está o gasto elevadíssimo.

E é um gasto que não deixa de existir, pelo contrário, amplifica-se, com o DAB+. E como, repito, estamos em Portugal, se uma torre leva até 18 estações, sempre que for abaixo são até 18 estações de uma assentada que se deixam de ouvir. Insustentável em situações de catástrofe.

Dá o exemplo da rádio pública da Suiça, mas falha em perceber que o garrote das estações *em Portugal*, não na Suiça, é precisamente o investimento em torres e equipamentos similares. Não são os 250€/mês que paguem de eletricidade que acabam com um orçamento - é a compra ou recompra da torre, é a manutenção dela, e tudo isto sem dinheiro decente e que se veja de publicidade captada em muitos casos.

E isto é aplicável desde a mais básica rádio local até redes de emissores que não a conseguem captar, como a RDS, a Record, a Batida e (a menor extensão) a Smooth, entre outras.

Repito: DAB+ só serve a quem instala torres. Mal serve aos broadcasters, e não serve de todo a população. E muito, muito menos substitui o FM. E repito mais uma vez: a única situação em que este país vai ver uma migração (e parcial) para o DAB+ é se o Estado entrar com dinheiro leoninamente, e mesmo assim vai ser difícil dado que as nossas queridas empresas vão aproveitar isso para inflacionar o custo final do que apresentarem aos clientes.

Que grandes alarvidades diz este senhor a este propósito. Total falta de conhecimento de mundo. Tenho dificuldade em perceber porque raio toda a Europa está errada quando o caminho lá fora está a ser feito no reforço do DAB. Aliás, basta ir a Espanha, não precisa andar muito. 
Quer isto dizer que na perspectiva deste senhor estão todos errados. Que grandes alarvidades estão aqui a ser ditas.

E mais. Eu tinha vergonha em vir para aqui defender uma plataforma que está assente em redes móveis quando nem 3 semanas se passaram sobre uma tempestade que deixou sem rede móvel centenas de milhares de clientes na zona centro. Eu não tenho rede móvel em casa desde dia 28 de janeiro e quer vir aqui defender uma app em detrimento de uma tecnologia broadcast?
Ganhe vergonha antes de escrever o que escreve.
« Última modificação: Fevereiro 17, 2026, 07:24:58 pm por modernices »

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #247 em: Fevereiro 17, 2026, 08:01:47 pm »
Que grandes alarvidades diz este senhor a este propósito. Total falta de conhecimento de mundo. Tenho dificuldade em perceber porque raio toda a Europa está errada quando o caminho lá fora está a ser feito no reforço do DAB. Aliás, basta ir a Espanha, não precisa andar muito. 
Quer isto dizer que na perspectiva deste senhor estão todos errados. Que grandes alarvidades estão aqui a ser ditas.

E mais. Eu tinha vergonha em vir para aqui defender uma plataforma que está assente em redes móveis quando nem 3 semanas se passaram sobre uma tempestade que deixou sem rede móvel centenas de milhares de clientes na zona centro. Eu não tenho rede móvel em casa desde dia 28 de janeiro e quer vir aqui defender uma app em detrimento de uma tecnologia broadcast?
Ganhe vergonha antes de escrever o que escreve.

Não estão errados, têm é um mercado muito maior e mais pujante que o nosso - que permite essas coisas. Neste aspeto somos um microclima radiofónico e pelas piores razões possíveis. E garanto-lhe que em termos de conhecimento de mundo não me falta de todo, bem pelo contrário e não é por qualquer opinião sobre o DAB+ que avalia uma dessas, garanto-lhe eu.

Aliás, eu tenho tanto problema e tanta falta de visão que não tenho problema em ir pessoalmente a Madrid (de novo, porque já lá estive não há muito tempo) ou a Frankfurt e tentar escutar com um rádio DAB+ e perceber a dinâmica local. Mas já sei que vou sair de lá decepcionado se por exemplo tentar ir com um rádio móvel DAB+ a Guadalajara ou coisa que o valha. Sabe onde fica Guadalajara? Já lá foi visitar museus e ver a realidade local? Sabe usar transportes para lá ir? É que eu já fui.

Eu olho para o prisma prático das coisas. E de um ponto de vista prático, não está simplesmente lá, o tema do DAB+. Noutros países europeus, arrancaram mais cedo - e se isso tivesse acontecido cá mais cedo, por mim ótimo, não vinha aqui defender qualquer reversão para voltar ao FM, até porque se isso não aconteceu no dossier em que mais se impunha uma reanálise das coisas (que foi o da TDT), não ia acontecer neste. Mas agora?

Ah, agora é tarde. Tardíssimo, mesmo. E espuma-se contra a pessoa errada. Deve espumar-se isso sim contra quem não decidiu nem avançou em tempo útil.

Quanto à questão do último parágrafo, vergonhoso nos termos em que se me dirige para alguém que não conhece de lado algum, repito e sublinho que não defendo o fim do FM. E fica sabendo que se não tem rede móvel mas tem fixa em casa - para já está com mais sorte que muita gente, para começar, e depois há tecnologia que lhe permitem continuar a comunicar dentro de casa com o normal número de telemóvel, como o VoWifi ou, loucura, um redirecionamento simples de chamadas do móvel que tem para o fixo que se ativa e desativa com um código simples.

Em situações de calamidades pode não haver rede móvel, mas não haveria DAB+ também, e sobretudo não haveria o mais importante - independência de estruturas, uns não dependerem dos outros, poder-se jogar no facto de haver ainda quem emita em vez de até 18 rádios irem abaixo. Há, e sempre haverá, o FM, que permite já hoje tudo isso.

A perspetiva que aqui trago é uma perspetiva que sei que é perfeitamente ingrata de representar neste processo, que é a do broadcaster (e eu nem sequer sou um!). Essa é uma perspetiva que não interessa a quem advoga a tecnologia, a quem advoga a conversão/venda de novas torres e equipamentos, porque vai fazer grande dinheiro com isso. Mas tenho todo o gosto em falar dela tendo-a em perspetiva. Ou achará alguém que se isto conviesse por razões financeiras a quem emite íamos tê-los contra? Seriam os primeiros, mesmo que o consumidor tivesse que comprar novos rádios no processo. E queiramos ou não queiramos, são os mais afetados pelo tema, porque uns limitam-se a receber dinheiro e outros a receber o produto.

Eu vou colocar aqui uma coisa bem clara: a mim eu pouco me interessa se eu for contra todo o fórum nesta posição. É a minha posição e acabou, ponto final, avancem porque daqui é o que irão ouvir de mim. Se e quando houver material e elemento prático (ou técnico) para que eu reveja a posição, tenho todo o gosto em a rever adequadamente, mas não é com este tipo de linguajar e este tipo de discurso que vão lá, aviso já.

A continuação de uma muito boa noite.
« Última modificação: Fevereiro 17, 2026, 08:06:52 pm por Memorias da Radio »

modernices

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #248 em: Fevereiro 18, 2026, 06:09:13 am »
Que grandes alarvidades diz este senhor a este propósito. Total falta de conhecimento de mundo. Tenho dificuldade em perceber porque raio toda a Europa está errada quando o caminho lá fora está a ser feito no reforço do DAB. Aliás, basta ir a Espanha, não precisa andar muito. 
Quer isto dizer que na perspectiva deste senhor estão todos errados. Que grandes alarvidades estão aqui a ser ditas.

E mais. Eu tinha vergonha em vir para aqui defender uma plataforma que está assente em redes móveis quando nem 3 semanas se passaram sobre uma tempestade que deixou sem rede móvel centenas de milhares de clientes na zona centro. Eu não tenho rede móvel em casa desde dia 28 de janeiro e quer vir aqui defender uma app em detrimento de uma tecnologia broadcast?
Ganhe vergonha antes de escrever o que escreve.

Não estão errados, têm é um mercado muito maior e mais pujante que o nosso - que permite essas coisas. Neste aspeto somos um microclima radiofónico e pelas piores razões possíveis. E garanto-lhe que em termos de conhecimento de mundo não me falta de todo, bem pelo contrário e não é por qualquer opinião sobre o DAB+ que avalia uma dessas, garanto-lhe eu.

Aliás, eu tenho tanto problema e tanta falta de visão que não tenho problema em ir pessoalmente a Madrid (de novo, porque já lá estive não há muito tempo) ou a Frankfurt e tentar escutar com um rádio DAB+ e perceber a dinâmica local. Mas já sei que vou sair de lá decepcionado se por exemplo tentar ir com um rádio móvel DAB+ a Guadalajara ou coisa que o valha. Sabe onde fica Guadalajara? Já lá foi visitar museus e ver a realidade local? Sabe usar transportes para lá ir? É que eu já fui.

Eu olho para o prisma prático das coisas. E de um ponto de vista prático, não está simplesmente lá, o tema do DAB+. Noutros países europeus, arrancaram mais cedo - e se isso tivesse acontecido cá mais cedo, por mim ótimo, não vinha aqui defender qualquer reversão para voltar ao FM, até porque se isso não aconteceu no dossier em que mais se impunha uma reanálise das coisas (que foi o da TDT), não ia acontecer neste. Mas agora?

Ah, agora é tarde. Tardíssimo, mesmo. E espuma-se contra a pessoa errada. Deve espumar-se isso sim contra quem não decidiu nem avançou em tempo útil.

Quanto à questão do último parágrafo, vergonhoso nos termos em que se me dirige para alguém que não conhece de lado algum, repito e sublinho que não defendo o fim do FM. E fica sabendo que se não tem rede móvel mas tem fixa em casa - para já está com mais sorte que muita gente, para começar, e depois há tecnologia que lhe permitem continuar a comunicar dentro de casa com o normal número de telemóvel, como o VoWifi ou, loucura, um redirecionamento simples de chamadas do móvel que tem para o fixo que se ativa e desativa com um código simples.

Em situações de calamidades pode não haver rede móvel, mas não haveria DAB+ também, e sobretudo não haveria o mais importante - independência de estruturas, uns não dependerem dos outros, poder-se jogar no facto de haver ainda quem emita em vez de até 18 rádios irem abaixo. Há, e sempre haverá, o FM, que permite já hoje tudo isso.

A perspetiva que aqui trago é uma perspetiva que sei que é perfeitamente ingrata de representar neste processo, que é a do broadcaster (e eu nem sequer sou um!). Essa é uma perspetiva que não interessa a quem advoga a tecnologia, a quem advoga a conversão/venda de novas torres e equipamentos, porque vai fazer grande dinheiro com isso. Mas tenho todo o gosto em falar dela tendo-a em perspetiva. Ou achará alguém que se isto conviesse por razões financeiras a quem emite íamos tê-los contra? Seriam os primeiros, mesmo que o consumidor tivesse que comprar novos rádios no processo. E queiramos ou não queiramos, são os mais afetados pelo tema, porque uns limitam-se a receber dinheiro e outros a receber o produto.

Eu vou colocar aqui uma coisa bem clara: a mim eu pouco me interessa se eu for contra todo o fórum nesta posição. É a minha posição e acabou, ponto final, avancem porque daqui é o que irão ouvir de mim. Se e quando houver material e elemento prático (ou técnico) para que eu reveja a posição, tenho todo o gosto em a rever adequadamente, mas não é com este tipo de linguajar e este tipo de discurso que vão lá, aviso já.

A continuação de uma muito boa noite.

Explique la quem defendeu a substituição do FM.
Explique la melhor o argumento de defender a distribuição de um serviço numa tecnologia frágil
como o 5G.
Explique la que broadcasters estão contra e quais a suas razões.
Fico me por aqui de pipocas na mão.
Vai ser engraçado ver as espargatas argumentativas do iluminado.

Memorias da Radio

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #249 em: Fevereiro 18, 2026, 11:41:33 am »
Explique la quem defendeu a substituição do FM.
Explique la melhor o argumento de defender a distribuição de um serviço numa tecnologia frágil
como o 5G.
Explique la que broadcasters estão contra e quais a suas razões.
Fico me por aqui de pipocas na mão.
Vai ser engraçado ver as espargatas argumentativas do iluminado.

Não vai gastar grandes pipocas, que depois dos epítetos que me mandou não lhe vou dar grande conversa.

A substituição do FM vem sendo defendida por pelo menos dois utilizadores neste forum que dizem que o DAB+ é o futuro e que estamos atrasados e etc etc etc. Para mim, isso é uma posição extrema.

Claramente desconhece a vertente técnica associada ao 5G e como opera. É tão "frágil" que uma torre pode captar-se a vários km de distância e substituir outras que estejam inoperacionais. É tão frágil que, à semelhança do FM, pode instalar uma torre provisória que até pode estar numa carrinha. Não há uma fragilidade do dito 5G ou 4G nisso, aproveita-se é para muito mais que apenas rádio. Pode pesquisar.

Quanto a broadcasters contra, a RTP já veio a público afirmar que não tinha sentido avançar sem os privados e os dois principais grupos privados de media pouco ou nada têm querido fazer pelo tema, e preferem lançar aplicações. Neste mesmo fórum relatou-se que o próprio presidente de uma das associações de estações de rádio não compreendia e estava contra tal elemento, coisa aliás que se lamentou. Não estava cá quando isso aconteceu?

ruicleto

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #250 em: Fevereiro 18, 2026, 04:56:01 pm »
Tenho ficado estarrecido com algumas afirmações colocadas neste fórum, sobre este tema. Realmente, os portugueses gostam mesmo de estar isolados da restante europa, que paulatinamente adere em força a esta tecnologia de difusão digital terrestre. É caso para dizer que os restantes países europeus devem ter organizações mesmo muito incompetentes para estarem a implementar o raio do DAB+... que grande cambada de ignorantes e retrógrados que eles são!
Vejam o mapa - https://www.worlddab.org/countries e tirem a vossas conclusões (recordo que os nossos vizinhos espanhóis estão apenas a elaborar o plano técnico detalhado de frequências a empregar, que a curto prazo deverá ser totalmente construído). Somos de vistas curtas e merecemos o que temos semeado...

modernices

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #251 em: Fevereiro 18, 2026, 06:30:24 pm »
Tenho ficado estarrecido com algumas afirmações colocadas neste fórum, sobre este tema. Realmente, os portugueses gostam mesmo de estar isolados da restante europa, que paulatinamente adere em força a esta tecnologia de difusão digital terrestre. É caso para dizer que os restantes países europeus devem ter organizações mesmo muito incompetentes para estarem a implementar o raio do DAB+... que grande cambada de ignorantes e retrógrados que eles são!
Vejam o mapa - https://www.worlddab.org/countries e tirem a vossas conclusões (recordo que os nossos vizinhos espanhóis estão apenas a elaborar o plano técnico detalhado de frequências a empregar, que a curto prazo deverá ser totalmente construído). Somos de vistas curtas e merecemos o que temos semeado...

É isto.

modernices

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #252 em: Fevereiro 18, 2026, 06:32:52 pm »
Explique la quem defendeu a substituição do FM.
Explique la melhor o argumento de defender a distribuição de um serviço numa tecnologia frágil
como o 5G.
Explique la que broadcasters estão contra e quais a suas razões.
Fico me por aqui de pipocas na mão.
Vai ser engraçado ver as espargatas argumentativas do iluminado.

Não vai gastar grandes pipocas, que depois dos epítetos que me mandou não lhe vou dar grande conversa.

A substituição do FM vem sendo defendida por pelo menos dois utilizadores neste forum que dizem que o DAB+ é o futuro e que estamos atrasados e etc etc etc. Para mim, isso é uma posição extrema.

Claramente desconhece a vertente técnica associada ao 5G e como opera. É tão "frágil" que uma torre pode captar-se a vários km de distância e substituir outras que estejam inoperacionais. É tão frágil que, à semelhança do FM, pode instalar uma torre provisória que até pode estar numa carrinha. Não há uma fragilidade do dito 5G ou 4G nisso, aproveita-se é para muito mais que apenas rádio. Pode pesquisar.

Quanto a broadcasters contra, a RTP já veio a público afirmar que não tinha sentido avançar sem os privados e os dois principais grupos privados de media pouco ou nada têm querido fazer pelo tema, e preferem lançar aplicações. Neste mesmo fórum relatou-se que o próprio presidente de uma das associações de estações de rádio não compreendia e estava contra tal elemento, coisa aliás que se lamentou. Não estava cá quando isso aconteceu?

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/amp/tres-semanas-depois-da-tempestade-ha-quase-84-mil-utilizadores-sem-comunicacoes

Estamos conversados sobre 5G e apps a distribuir serviços de radiodifusão?

Atento

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #253 em: Fevereiro 18, 2026, 07:09:20 pm »
Explique la quem defendeu a substituição do FM.
Explique la melhor o argumento de defender a distribuição de um serviço numa tecnologia frágil
como o 5G.
Explique la que broadcasters estão contra e quais a suas razões.
Fico me por aqui de pipocas na mão.
Vai ser engraçado ver as espargatas argumentativas do iluminado.

Não vai gastar grandes pipocas, que depois dos epítetos que me mandou não lhe vou dar grande conversa.

A substituição do FM vem sendo defendida por pelo menos dois utilizadores neste forum que dizem que o DAB+ é o futuro e que estamos atrasados e etc etc etc. Para mim, isso é uma posição extrema.

Claramente desconhece a vertente técnica associada ao 5G e como opera. É tão "frágil" que uma torre pode captar-se a vários km de distância e substituir outras que estejam inoperacionais. É tão frágil que, à semelhança do FM, pode instalar uma torre provisória que até pode estar numa carrinha. Não há uma fragilidade do dito 5G ou 4G nisso, aproveita-se é para muito mais que apenas rádio. Pode pesquisar.

Quanto a broadcasters contra, a RTP já veio a público afirmar que não tinha sentido avançar sem os privados e os dois principais grupos privados de media pouco ou nada têm querido fazer pelo tema, e preferem lançar aplicações. Neste mesmo fórum relatou-se que o próprio presidente de uma das associações de estações de rádio não compreendia e estava contra tal elemento, coisa aliás que se lamentou. Não estava cá quando isso aconteceu?

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/amp/tres-semanas-depois-da-tempestade-ha-quase-84-mil-utilizadores-sem-comunicacoes

Estamos conversados sobre 5G e apps a distribuir serviços de radiodifusão?

Ou seja,

É solução parcial se não houver contratempos...

Portanto,

Não poderemos fugir ao DAB+, se quisermos seguir o que é feito na Europa...

Quanto à OM...

Está liquidada...

AG

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #254 em: Fevereiro 18, 2026, 08:37:28 pm »
Explique la quem defendeu a substituição do FM.
Explique la melhor o argumento de defender a distribuição de um serviço numa tecnologia frágil
como o 5G.
Explique la que broadcasters estão contra e quais a suas razões.
Fico me por aqui de pipocas na mão.
Vai ser engraçado ver as espargatas argumentativas do iluminado.

Não vai gastar grandes pipocas, que depois dos epítetos que me mandou não lhe vou dar grande conversa.

A substituição do FM vem sendo defendida por pelo menos dois utilizadores neste forum que dizem que o DAB+ é o futuro e que estamos atrasados e etc etc etc. Para mim, isso é uma posição extrema.

Claramente desconhece a vertente técnica associada ao 5G e como opera. É tão "frágil" que uma torre pode captar-se a vários km de distância e substituir outras que estejam inoperacionais. É tão frágil que, à semelhança do FM, pode instalar uma torre provisória que até pode estar numa carrinha. Não há uma fragilidade do dito 5G ou 4G nisso, aproveita-se é para muito mais que apenas rádio. Pode pesquisar.

Quanto a broadcasters contra, a RTP já veio a público afirmar que não tinha sentido avançar sem os privados e os dois principais grupos privados de media pouco ou nada têm querido fazer pelo tema, e preferem lançar aplicações. Neste mesmo fórum relatou-se que o próprio presidente de uma das associações de estações de rádio não compreendia e estava contra tal elemento, coisa aliás que se lamentou. Não estava cá quando isso aconteceu?

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/amp/tres-semanas-depois-da-tempestade-ha-quase-84-mil-utilizadores-sem-comunicacoes

Estamos conversados sobre 5G e apps a distribuir serviços de radiodifusão?

Ou seja,

É solução parcial se não houver contratempos...

Portanto,

Não poderemos fugir ao DAB+, se quisermos seguir o que é feito na Europa...

Quanto à OM...

Está liquidada...
Já o devia ter sido há quase 15 anos, em detrimento precisamente do DAB+.

Mas continuamos nesta pobreza franciscana.